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Mercado, Moda

Slow Fashion: desacelerando a moda

Talvez você não tenha ideia, mas uma das maiores cadeias de produção têxtil do mundo, a Zara, pode levar apenas duas semana para criar um coleção inteira e distribuí-la em suas lojas mundo afora. Uma marca de luxo como a Chanel, por exemplo, desenvolve até sete coleções no período de um ano. Recentemente, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, deixou o seu posto alegando que precisava de mais tempo criar. Esses são apenas alguns fatos que demonstram que não importa se a roupa custa 50 ou 50 mil reais, o ritmo está frenético em toda a indústria da moda. E isso não é saudável, nem para quem faz, nem para quem consome.

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Essa enxurrada de novas tendências e novos produtos a cada temporada – e elas são muitas agora: verão, alto verão, cruise, resort, pre-fall, inverno, etc – se sustenta de uma cadeia produtiva cruel. Cruel com a natureza, com o mercado, com a mão de obra. A gente sabe que para que blusinha que compramos na loja de departamento custe R$29,90, ela foi feita com uma material sintético – que nada contribui para o meio ambiente -, em um sistema de industrial de produção em massa – que não favorece a qualidade do produto – e por uma mão de obra maltratada, sem direitos trabalhistas, ganhando uma miséria em algum país asiático. E o fato é que a gente compra sem parar para pensar nisso, porque não temos o hábito de ser consciente do que estamos consumindo.

Sempre que um movimento, neste caso o fast fashion, surgido na década de 90, chega ao seu auge, a própria sociedade começa uma reação natural a essa saturação. Assim o slow fashion nasce como uma contra cultura ao consumo desenfreado e inconsciente de produtos de moda. O termo, criado pela consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion de Londres, Kate Fletcher, foi inspirado no movimento do slow food, que busca o prazer de apreciar sem pressa a comida típica de cada local, feita com ingredientes regionais.

Na moda, o movimento slow vai além de desacelerar a produção. Para quem faz, tem a ver com respeitar o tempo do processo criativo para criar produtos atemporais, feitos com qualidade, para permanecer por muito tempo no armário de quem compra. É também aproveitar recursos e mão de obra local, fomentando o mercado da região e respeitando as leis trabalhistas. É buscar matéria prima durável, minimizando ao máximo os impactos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. Para o consumidor, é escolher com consciência o que vai adquirir e se precisa mesmo adquirir, é conectar-se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto, como e com o que ele feito.

O movimento resgata o fazer manualmente, onde o produtor tem total domínio do processo de criação e execução do produto e essa informação faz toda a diferença para o consumidor. É um lifestyle, onde as pessoas optem pela qualidade em detrimento da quantidade, as roupas duram muito mais e isso faz com que ao comprar a gente acabe buscando por itens que realmente tem a ver como nosso estilo de vestir e não por tendências passageiras. Por consequência, a gente acaba aproveitando melhor cada compra, utilizando o produto bastante o produto até o final do seu tempo de vida útil e gerando menos resíduos na natureza.

E aí você se dá conta que tem tudo a ver que estejamos buscando um consciência de menos consumo justamente quando o mundo está em crise econômica! Coincidência, né? Não! O que gente veste é reflexo do movimentos sociais e acontecimentos da nossa época. Faz todo sentido!

Texto postado originalmente no site Dois Terços em Fevereiro de 2016.

 

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Normcore: o que não tinha nada a ver com moda, vira moda.

Parece que agora a tendência é não seguir tendência. Dizem por aí que se você não se importa com marcas, gosta de roupas simples (vulgo, jeans e camiseta), prefere o conforto à “informação de moda” de uma peça, se não liga se sua roupa está combinando ou não, você é um tal de normcoreO termo criado pela K-Hole, agência que pesquisas tendências globais, é um misto das palavras normal + hardcore.

Fiquei aqui pensando sobre isso, li um monte de artigos e reportagens que pesquisei na internet, e cheguei a seguinte conclusão: a gente – que trabalha com moda, lê e gosta do assunto – vive procurando novidades nesse mundo fashion que às vezes esquece que tem gente que não dá a mínima para isso. Sempre teve e sempre vai ter aquela pessoa que não se interessa nem um pouco em saber o que a Chanel desfilou na última semana de moda e qual a invenção que vai virar o tem-que-ter da temporada. Essa pessoa compra sempre as mesmas peças, normalmente jeans, camisetas, camisas, sapatos comuns, sem nenhum adereço elaborado por um estilistas do momento, e compra em lojas que ele gosta, e não liga se tem etiqueta grifada ou não. Tendo como referencial o pessoal da moda, eles são “os diferentes”, o fora do comum dentre esse monte de gente que se veste de acordo com o que está na passarela. Só que isso é não intencional, porque o que eles querem justamente é não ser diferente do resto do mundo, é não chamar atenção, é ser apenas uma pessoal normal, que se veste para a vida e não para “desfilar”.

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Daí que, numa onda de “estou-cansada-dessa-gente-que-se-veste-igual-para-ser-fashion” surge um pessoal que quer diferente dos coleguinhas e resolveu que vai se vestir tipo gente normal, de forma discreta, e não gente da moda, sacou? E então,  justamente quem menos liga para moda é quem está na moda. Tem gente que deixar de ser Anna Dello Russo para dar uma de Steve Jobs, figura considerada um grande exemplo de normcore. Só que, até que ponto uma coisa que é tão natural para quem não se interessa por tendência pode ficar legítimo em alguém que resolve adotar o estilo porque ele virou tendência? Meio contraditório, né? Eu realmente acho que esse estilo de vestir, mas do que qualquer outro, só fica “de verdade” quando bate com a personalidade da pessoa, sabe? Já pensou a própria Anna Delle Russo dando uma de normcore?

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Faço aqui mea culpa porque eu mesma já venho a um certo tempo gostando de itens mais clássicos, básicos e atemporais e eu não sou nem de longe uma pessoa desinteressada em moda. Não sei até que ponto isso foi fruto de influência externa, dos moletons e afins que o mercado da moda vem enfiando goela abaixo na gente. Todo mundo já notou o quanto o mercado tem trazido de volta essa tendência de mais conforto e mais simplicidade no vestir. Mas penso que a minha identificação com esse estilo existe muito por conta da minha personalidade, que sempre gostou de coisa mais simples do que mais espalhafatosas.  O fato é que não posso negar que cada dia que passa aumenta minha certeza de que para o meu gosto, menos é quase sempre mais, e de vez em quando, uma pitada de mais-mais, para dar um toque de personalidade.

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Sapato masculino para look feminino

Ainda no clima das semanas internacionais de moda, o post de hoje traz uma seleção de looks femininos com uma coisa em comum: sapatos masculinos. Pois é! Diariamente eu acompanho os blogs de street style para procurar imagens interessantes para ilustrar nossos posts e trazer alguma informação para vocês. Nesses últimos tempos tenho reparado o quanto sapatos super masculinos tem aparecido nos looks das mocinhas fashionistas.

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Há algum tempo a gente vem adotando itens do armários dos meninos na nossa vestimento. Os mocassins e slipperes já fazem parte do nosso dia a dia, só que sempre rolou uma feminilização das peças, com cores, detalhes, materiais. Mas estes que tenham visto ultimamente não! Parece que a moça foi lá no armário do namorado, pegou o sapato, calçou e saiu. São sempre escuros, com materiais pesados, bem como cara de sapato de homem mesmo. Sem adaptações, sem qualquer fru fru feminino.

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E como usar? Tem gente que usa em um look toto masculino, com calça, camisa, blazer, e tudo muito formal. Eu não gosto muito assim porque acho muito caricato, como cara de mocinha que quer parece um homem de negócios. Fica mais suave quanto você contrapõe o sapato com peças bem femininas, como saias e vestidos. Ou, quando combinados com peças mais casuais como leggings, camisetas, moletons…

E para quem quer mais inspiração, a gente preparou um álbum no Facebook com muitas outras fotos. Vai ver! ;)

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Cinco tendências para este verão

Eu já tava até com saudade de fazer esses posts numéricos! kkkk Hoje o assunto é tendência para o verão e eu reuni cinco delas que eu tenho visto bastante por aí. Quando eu digo por aí, ainda não é nas lojas, já que muitas ainda estão desovando os produtos do inverno. Mas aos poucos, as marcas estão apresentando suas coleções para o verão e a gente vai conhecendo o que vamos enjoar de tanto ver (oi calça listrada!) nos próximos meses.

1. Estampa de azulejo.

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A gente já falou dela aqui no blog. Ela é a nova listra! Várias marcas tem pelo menos uma peça com essa estampa e ela já vem aparecendo em muitos looks do dia. É cara do verão porque conta com duas cores que remetem a frescor: o azul e o branco. Aliás, azul é uma cor forte para essa temporada.

2. Acessórios brancos

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Há tempos que o branco vem voltando timidamente a cena dos acessórios. Lembram quando postamos sobre a sandália branca no ano passado? Agora não tem mais jeito! É sandália, scarpin, bolsas e se bobear até bota (será?). Se antes eu olhava meio torto para essa modinha, tenho que confessar que me rendi a bolsa (já comprei uma na Marisa.) e à sandália (não comprei, mas estou achando lindo!)

3. Étnico

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Outra estampa que tem aparecido bastante é essa pegada étnica. Não é novidade, já que ela é de outros verões, mas ela vai dar as caras nesse também.

4. Camiseta esportiva

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Depois da febre dos shortinhos com cara de roupa de corrida, agora é a vez das camisetas com jeito de uniforme de time de futebol americano: com aqueles números enormes estampado na frente? Pois é, tá virando febre.

5. Sandália de tira

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Seja de salto grosso ou a clássica com salto finíssimo, as sandálias voltaram à cena com tudo. Eu ainda me lembro da época que eu só queria saber de peep toes e scarpins e nem dava bola para as sandálias. Elas são a cara do verão: deixam o pé a mostra para enfrentar o calor e dar um toque sexy ao look.

Lógico que essas não são as únicas tendências, mas as que eu tenho visto muito por aí, entre outras tantas que também vão despontar.

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Preto e branco além da listra

Inventaram que preto e branco agora é tendência. Para mim, essa combinação é um clássico, atemporal, que sempre foi e será a opção mais simples e certeira na hora da dúvida do que vestir ou combinar. A novidade é ver essas duas cores juntas na mesma peça, em estampas como quadriculado, poás, estampas gráficas, especialmente listras.

Eu amo listras! Sempre disse isso aqui no blog – tanto que na fan page tem um álbum só dedicado à elas, em várias cores – e acho uma pena ver uma estampa tão clássica e versátil como essa ficando saturada em tão pouco tempo. Ninguém aguenta mais a overdose de peças listradas, especialmente a famigerada calça! Tenho muitas peças com essa estampa no armário e óbvio que não vou me desfazer ou deixar de amar esse clássico por causa disso. Mas tenho evitado usar listras p&b um pouco.

1. Se você também encheu o saco e não quer correr o risco de sair por aí de uniforme de presidiária, aposte em outras estampas menos pop, como poá, pied du poile, zebra, bordados barrocos e florais. As estampas geométricas como quadrados – tá, essa também tá saturando – e losangos também são boas opções.

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2. A forma mais fácil, clássica, eterna e simples de usar p&b é uma cor em cada peça. A velha calça preta e camisa branca e vice e versa. Com certeza você tem uma peça branca e uma preta e assim dá para atualizar o look sem precisar comprar roupa nova.

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3. Se você quer continuar usando sua listra em P&B, fuja do look bicolor e coloque acrescente uma cor viva. Aliás, preto e branco com um ponto de cor fica lindo em qualquer estampa.

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Lembrando sempre que, preto e branco são cores que sempre vale a pena investir, em peças lisas ou estampadas. Dá pra fazer a básica com peças lisas e estampas simples ou ir para um nível mais alto de fashionismo e fazer mix de estampa, misturar com cores…enfim, agrada todo mundo.

Se você curte a sua calça listrada, faz mal nenhum continuar usando. Cada um usa o quer, o que te agrada o que te favorece. Mas se quiser dar uma variada na hora de apostar na tendência p&b olha aí as opções! ;)

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Por um inverno menos preto

As tendências da estação vocês já sabem quais são. Mas quando o frio bate forte, todo mundo acaba recorrendo para o clássico all black. É casaco preto, calça preta, bota preta… Mas o inverno pode ficar muito mais bonito quando a gente coloca um pouco de cor no nosso dia!

Se você ainda não quer se arriscar e usar tanta cor em um look só, comece com pequenas doses. Se prefere investir em cores mais neutras como branco, bege, caramelo e marinho, não tem problema. Essas cores são lindas e quando combinadas entre si produzem um look bem fora do comum. Você pode dar um toque de cor nos acessórios ou apostar em um visual todo claro, que fica muito elegante e deixa a gente mais longilínea!

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Para ousar um pouco mais, aposte em uma peça de roupa colorida. Mesmo que as outras peças sejam em tons neutros, a graça fica em uma calça cor de rosa, uma blusa verde ou um suéter amarelo. Se você não curte cores muito fortes, pode usar em tons mais fechados, com mais cara de inverno, como vinho, mostarda, marinho, verde musgo… Aí quando você já tiver se acostumado com o colorido na roupa, você pode combinar mais de uma cor. Color blocking no inverno também fica legal.

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E já que seu armário é cheio de casacos preto, cinza, marrom, que tal comprar um colorido? Uma jaqueta ou mesmo um suéter colorido podem produzir um efeito interessante. E você pode combinar com calça e blusa mais neutra,  ousar com várias cores diferente ou e até fazer um monocromático.

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As estampas também são bem vindas e alegram demais o visual. Xadrez, animal print e pied-du-poile são clássicos da estação fria, mas o floral continua firme e forte e as listras e grafismos são tendências do momento.

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E então? Vamos deixar o preto só um pouquinho de lado e nos arriscar a colorir o frio? Inspiração é o que não falta, para agradar a todos os gostos, das mais peruas e “modernetes” às mais discretas e elegantes!

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Bate papo na Contem 1g

O acontecimento é antigo, o post tá meio atrasado, mas antes tarde do que nunca, né? Algumas semanas atrás aconteceu um bate papo na Contem 1g do Salvador Shopping.  Fui lá encontrar algumas amigas blogueiras, conferir as dicas do maquiador Doda Guedes e aproveitei para experimentar uns produtos da marca dos quais já tinha ouvido falar super bem mas nunca tinha tido a oportunidade de testar.

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Cheguei lá com uma cara de cansada, já quase sem maquiagem (o que sobrou, a gente tirou pra começar uma nova) e saí delineador de gatinho e boca coral. Experimentei a linha Vevelt (base e corretivo) para peles oleosas que junto com o primer sucesso, que a gente já conhece, deixou a minha pele sequinha e matificada.

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Daí que acabei me rendendo novamente ao duo de sobrancelha da Contem 1g, que eu já usei uma vez e quando acabou eu passei a usar o lápis 6b, que apesar da praticidade muita gente diz que não fica bom, que não deixa natural. Esse assunto até foi levantado no bate papo e não me manifestei pra não criar muita polêmica. Mas uso o lápis há algum tempo e além de ser muito mais prático que qualquer sombra marrom, fica bem natural mesmo. Mas vou fazer um post só para falar dos produtos de sobrancelha da Contem 1g e abordo o assunto de novo com outras observações.

Para finalizar, aproveitei que tava com a câmera – normalmente só uso o celular para fotografar quando vou pra eventos – e que tinha as amigas solicitas para bater a foto e registrei o look do dia. Tendência militar com peças que eu já tinha no armário de temporadas passadas. Muitas vezes a gente nem precisa comprar nada para aderir as tendências. Dê uma conferida no armário antes de sair comprando um monte de roupa nova, hein!

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Camisa: Leader 
Calça: Cris Barros para Riachuelo. Comprei na remarcação por R$ 39,90!
Sapato e cinto: C&A
Colar: Forever 21
Bolsa: Use Shoes

Moda

Cores de inverno

Só estamos em março, fazendo o maior calor ainda, e o povo já tá pirando nas tendências de inverno. As lojas já estão vendendo a coleção para a próxima estação e mesmo que você more em uma cidade que não tem frio (oi pessoal do Nordeste!), não tem jeito, você vai entrar no clima.

A gente não vai poder aproveitar de tudo, especialmente quando se trata de casacos e tipos de tecido. Mas se tem uma coisa que a gente pode aproveitar sem problema são as cores.

Não é muito difícil saber quais cores e tons serão tendência porque já tá quase tudo nas vitrines, né? Mas a Pantone – aquela que disse que o verde esmeralda é a cor de 2013 – sempre faz um relatório com as cores que estarão mais presentes nas coleções dos estilistas.

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O relatório é para o outono 2013 do hemisfério norte (que começa em setembro), e já está sendo desfilado nessas semanas de moda que rolaram há pouco: Paris, Nova York, Milão, etc.. e acredito que ainda não estão nas lojas de lá – já que para eles agora é verão chegando.  Mas o nosso inverno já tá pronto e nas araras, pronto para comprar. O pessoal aqui no Brasil acaba seguindo bastante essa referência, sendo assim, a gente vai coleções já usando algumas dessas cores. Então, anote aí: azul, roxo, laranja, marrom, cinza, vermelho e rosa… são cores que vale a pena investir, porque em breve vamos ver muitos looks do dia com elas para nos inspirar!

E apesar de muita gente ainda ter resistência em combinar cores, acho que todas elas são bem coordenáveis entre si. Especialmente porque temos um marrom e cinza: dois tons neutros que fazem render mais combinações ainda. Aliás,  muitas delas nem são tão novidades assim! Lembram do color blocking? O que muda é que os tons estão menos vibrantes, mais sóbrios..

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Lembrando que o laranja e o rosa são cores que a gente já usou bastante no verão, é possível que você já tenha peças nessa cor no seu armário.  Já o verde militar está super fácil de encontrar por aí, praticamente todas as marcas tem ele na sua coleção de inverno, o vermelho também tem aparecido bastante. E o verde esmeralda é a cor do ano, então deve perdurar pro próximo verão também.

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Seis dicas para usar saia lápis

Sinceramente, eu não acho a saia lápis uma peça fácil de se usar. Ela realça aquela barriguinha saliente, dá uma aumentada no quadril e achata a silhueta. Ou seja, é um perigo se você não souber usar de forma correta. Mas quando a gente de apaixona por determinada peça, queremos usar mesmo sabendo que não nos valoriza tanto. Não tem problema, ninguém é proibido de usar nada. Para isso, a gente sempre lança mão de alguns truquezinhos para minimizar esses efeitos. Anota as dicas!

1. O comprimento clássico é logo abaixo do joelhos, mas se você for baixinha, opte por uma saia um pouco mais curta – acima do joelhos – para não achatar a silhueta.

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2. Para evitar o efeito alargador, quem tem o quadril maior deve usar o modelo em cores escuras e/ou estampas pequenas.

3. Ainda no quesito “alongar silhueta” o ideal é usar a blusa por dentro da saia, para parecer que suas penas são mais longas. Melhor ainda se a cintura da saia for mais alta. Quem já tem as pernas compridas, pode apostar na blusa por fora da saia. Se você é baixinha e ainda assim quer usar a blusa por fora, não tem problema desde que ela fique no máximo na altura do osso do quadril.

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4. Melhor apostar no salto alto, se for de bico fino, melhor ainda! Pode ter certeza que a sua silhueta vai ficar muito mais esbelta e elegante usada com sapatilhas. Mas se ainda assim você prefere o conforto das sapatilhas, escolha uma com bico fino e gáspea baixa (a gente tem um post com um monte de fica de sapato que alonga silhueta) . Se for cor da pele ou cor escura, ajuda bastante também.

5. Para quem não está tão em forma, opte por tecidos mais maleáveis, com um pouco de elastano na composição. Tecido mais encorpados tendem a subir quando a gente caminha. E fendas na parte de trás também ajudam a dar mais mobilidade.

6. Se você quer usar a saia lápis, de um jeito mais moderno, sem aquela cara de secretária ou aeromoça, aposte nas estampas e cores para deixar o look mais alegre e atual. A combinação com t-shirts, cropped tops, camisas com nó e os conjuntinhos também são super tendência e deixam o visual menos careta.

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E aí quem no final disso tudo, vale aquela regra de ouro: se olhe no espelho. Confira como ficou em você, se te agrada, se tá confortável. Olhe de frente, de lado e de costas para ver se realmente a saia está legal no seu corpo. Até porque cada corpo é diferente e nem sempre as dicas funcionam religiosamente com todo mundo. O que vale é experimentar e olhar o resultado final no espelho.

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Cinco dicas para quem quer usar midi

A saia midi é aquela que tem o comprimento depois do joelho mas também não é longa. Ela fica ali, no meio da panturrilha. E não é fácil de se usar já que esse comprimento só favorece quem tem pernas longas e finas, ou seja, a minoria do mundo. Além disso, ela costuma dar uma envelhecida na pessoa porque é um comprimento bem “de senhora”, com uma pegada retrô, mas também deixa o look elegante e sofisticado. Pode vir numa saia justinha, tipo lápis, ou em saias e vestidos mais amplos.

Se sua silhueta não é a mais indicada para essa peça, mas ainda assim você quer usar, não tem problema. Sempre tem alguns “truques” para rejuvenescer o visual e dar aquela minimizada no efeito encolhedor que a gente já falou aqui, mas repete aplicando no caso da saia midi.

1. Salto, nude e pele a mostra. A gente já sabe que comprimento intermediário – não é curto, nem longo, é meio termo – não é muito legal para parecer mais alta. Então, pode parecer meio óbvio, mas não custa dizer com todas as letras: use salto alto! Se for nude ou no mesmo tom da saia, melhor ainda! Evite calçados que cubram o peito do pé, como sandálias de tiras, ankle boots e afins (tem mais dicas de sapatos que alongam a silhueta aqui). Quanto mais perna você deixar à mostra, melhor, já que a saia cobre muito.

2. Cintura alta para as saias. Optar por um modelo com cintura alta dá aquela ilusão ótica de que a perna é mais comprida, que começar mais em cima, sabe como é? Ajuda bastante!

3. Cores. Um look monocromático ajuda a longar e emagrecer. Se for em cor escura, melhor ainda.

4. Sem volume. Se você, além de baixinha, também tiver quadril largo, evite volume: plissados, detalhes, estampas e tudo mais que chama atenção para a parte de baixo. Mas caso você opte por uma saia mais volumosa, escolha partes de cima mais justinhas, já que em baixo já vai ter “excesso” de tecido.

5. Complementos. Para não ficar com um look muito “senhoril”, complete com acessórios e uma parte de cima mais contemporânea: cores e estampas da temporada, maxi bijous, camisetas…

Eu poderia encher de fotos de mulheres magras e lindas com seus looks de saia midi. Mas aí não ia adiantar muito porque a maioria de nós não tem esse biotipo delas, onde o modelo fica bem de qualquer jeito. Achei melhor ilustrar com fotos que tragam as ideias descritas no post para quem quer usar a midi ter como exemplo.

Lógico que nada disso aqui é regra imutável. São apenas dicas que normalmente funcionam na hora de montar o look. Mas como eu sempre digo, o que vale mesmo é experimentar. Cada pessoa tem um corpo diferente e às vezes mesmo sendo baixinha, aposta na sapatilha e fica linda. Só dá para saber experimentando e olhando no espelho para ver o resultado.

Fotos: Reprodução Google