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05 marcas de biquínis minimalistas para você conhecer

Estamos no auge do verão e se você ainda está a procura de um biquíni novo para chamar de seu, se prepara que o post de hoje tem uma listinha bem bacana com marcas que fogem do comum quando o assunto é moda praia. Juntamos 05 marcas de biquínis minimalistas para você conhecer.

Quem acompanha o blog, sabe que eu amo um estilo mais limpo no jeito de vestir e até na hora de ir à praia eu procuro imprimir esse estilo no que eu uso. Mas por incrível que pareça, encontrar um bom biquíni básico, em cores neutras, não é uma tarefa tão fácil assim. A brasileira tem muito isso de curtir estampas e cores super fortes na moda praia, então a maioria das marcas no segmento trabalham com padronagens mega coloridas. Aí soma-se o fato de modelagens super elaboradas e cheias de recortes estarem “na moda” atualmente e pronto. A missão de achar biquínis e maiôs com um ar mais clean e moderno no shopping é quase uma missão impossível.

Mas é por isso que eu amo a internet! Aqui é onde estão as marcas novas, aquelas que estão começando, pequeno, mas cheias de personalidade, apostando no slow fashion. Fica muito mais fácil encontrar opções para sair do comum.

1. Chapéu Beachwear

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A marca é paulistana, olha só, nasceu longe do mar. Mas nem por isso merece menos atenção. Muito pelo contrário! Talvez justamente por um pouco dessa raiz urbana que as peças sejam tão modernas e cheias de design. Para mim, o destaque são as peças em tecido canelado, que até então eu não vi nenhum marca de moda praia fazendo.

@chapeubeachwear | Preços: $$$

2. August 

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Já a August é meio brasileira, meio gringa, pois nasceu em NY mas tem como sócia uma brasileira, que é responsável pelo processo criativo da marca. Além disso, a produção é feita aqui mesmo no país, em Minas, mas enviam para o mundo todo. No site, eles se descrevem como uma combinação do “estilo de NYC com a sensualidade e joie de vivre do Brasil.” Algumas peças tem mesmo modelagens super arrojadas!

@august_swim  | Preços: $$$

3. Cantuai

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Essa eu posso falar muito porque eu conheço de perto. É de Salvador, feita com muito carinho por mãe e filha, que eu conheci na faculdade de moda. É tão difícil achar biquínis com essa estética limpa por aqui que quando encontrei a Cantuai eu sabia que eu precisava ter uma peça deles. Aproveitei que o verão chegou e já garanti meu o meu. Além de atemporal, elas seguem também uma linha sustentável, usando matérias prima biodegradáveis, orgaânicas e veganas nos mais diversos produtos.

@cantuai_ |  Preços: $$

4. Aro

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Já passamos por SP, Minas, Salvador e agora chegamos ao Rio de Janeiro, mas a Aro propõe algo bem diferente dessa pegada garota carioca que as outras marcas de moda praia local oferecem.” Modelos reais para pessoas reais: esse é o objetivo da Aro” e só por essa frase a gente percebe que ela foge daquele padrão da mulher sarada. Tem biquíni e maiô para todos os corpos.

@aroswimwear | Preços: $$

5. Haight Clothing

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A Haight já é queridinha no circuito fashion, com uma moda praia super conceitual: cores sóbrias (basicamente preto, branco, nude e terrosos), modelagem mininal, mas com detalhes que deixam o visual sexy na medida: recortes e decotes. Mas tudo isso sem abrir mão do conforto.

@haight_clothing | Preços:  $$$

Ok, os preços não são muito em conta, mas vamos pensar assim: as marcas são brasileiras, todas no seu começo de vida, batalhando para crescer nesse meio super competitivo, que é a moda praia no Brasil, em um mercado difícil e cheio de custos para empreender, como o nosso, fazendo uma moda slow fashion, com material de qualidade, acabamento cuidadoso, pensando em cada detalhe, num escala pequena.

Tudo isso encarece mesmo o preço do produto final e é desleal querer comparar o preço deles com os das grandes magazines. Não dá mesmo! Mas pense que por tudo isso dito acima, não é mais legal gastar um pouco mais para ter um produto que foi criado com todo cuidado (e não copiado), produzido aqui no país, incentivando mão de obra local, com matéria prima de qualidade, e que é quase exclusivo, já que que é produzida poucas peças por vez? E que além de tudo isso você ainda está fomentando um mercado local, fazendo uma pequena empresa crescer em vez de deixar seu suado dinheirinho com uma mega empresa que já tá aí dominando o mercado?

Então, se você também está no time daqueles que curtem essa estética do look clean, não tem mais desculpa para dizer que não acha nada legal por aí! E se você souber de outras marcas que também oferecem essa moda praia minimalista, conta aqui pra gente nos comentários. Sempre bom compartilhar os achados, né?

Compras, Moda

06 marcas de sapatos artesanais

O grande barato da internet é a possibilidade de descobrir coisas, pessoas e marcas, que você nem imagina que existia! Nessa giro diário pelos perfis do Instagram, descobri marcas e ideias muito legais, e assim surgiu o post Seis Marcas Brasileiras de Bolsas Artesanais . Hoje a lista é com marcas que produzem outra paixão feminina: sapatos. A lista conta com seis nomes, todas trabalhando com sapatos artesanais.

  1. Lane Marinho 

Essa namoro é antigo, porque sigo Lane há tempos e fico namorando os sandálias – flats e de salto – incríveis que ela faz. Inclusive, aqui no blog tem um post todinho só para falar da marca.  Vai lá ler que você vai entender melhor desse trabalho incrível e tão lindo que ela faz!  | Siga: @lanemarinho 

seis_marcas_sapatos_artesanais_1-1 Foto: lanemarinho.com

  1. Tutu Ateliê de Sapatilhas 

O nome já diz qual a especialidade da casa, né? Artesanalidade somado a graça da bailarina são as inspirações dessa marca paranaense criada por uma artista plástica e um figurinista. O ateliê fica em Curitiba e tem um clima todo lúdico, que reforça a essência da marca que preza pelo conforto, sem perder o toque romântico, porém contemporâneo. Ah! Apesar da sapatilha ser o carro chefe, eles também tem botinha e oxford. | Siga: @tutusapatilhas

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Foto: tutusapatilhas.com.br

  1. Insecta Shoes 

Taí outra marca que já apareceu aqui no Vitrine, no post, o Moda Sustentável – 10 ideias empreendedoras. Eles utilizam roupas usadas como matéria prima para fazer o cabedal dos sapatos. Aquela camisa velha que ninguém mais quer, eles transformam em um sapato único e exclusivo. A sola é de borracha reciclada e a palmilha é de material sintético, o que significa que eles não usam nenhum material de origem animal. A marca tem como valores o feito à mão,  o comércio justo, a reutilização de materiais, respeito a natureza e principalmente a escolha de um oferecer um produto vegano e livre de crueldade com os animais. | Siga: @insectashoes

seis_marcas_sapatos_artesanais_3Foto: @insectashoes

  1. Fridissíma 

Adoro quando tem marca nordestina e a Fridíssima é cearense! São sandálias cheias de detalhes, texturas e cores, com uma cara bem praiana. A Lígia, dona da marca é designer de moda, mas nunca teve qualquer formação específica para fazer calçados, mas correu atrás de aprender. Fez a primeira sandália, depois mais outros e postou no Instagram. Assim surgiu a marca que hoje já faz o maior sucesso com milhares de seguidores. | Siga: @fridissima 

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Foto: @fridissima

  1. Manolita 

Especializada em flats – sandálias, oxfords, tênis, alpargatas – e alguns saltos, a marca conta com muito modelos diferentes, cheios de estampas, cores e uma pegada super moderna. Eu ainda não conhecia, mas uma amiga indicou e fui conferir o Instagram e achei o máximo. Sabe aquele sapato que pode ser o protagonista de uma look super criativo? Lá você encontra. | Siga: @mundomanolita

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Foto: @mundomanolita

  1. Cabana Crafts 

Essa marca poderia também estar na lista das bolsas, se eu tivesse a conhecido naquela época. Mas conheci agora e já amei! Ela foi criada em 2014, pela Manuela Rodrigues, que após passar por grandes marcas no Brasil e na França, decidiu criar a sua própria marca, onde pudesse criar produtos originais, com o devido tempo e cuidado que o processo criativo demanda. A proposta é resgatar a essência no fazer descomplicado e na elegância dos produtos naturais. Os sapatos são feitos em couro natural, a mão e em pequenas séries, e tem modelos de salto e também sem salto.  |Siga: @cabana_crafts

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Foto: cabanacrafts.com

Se a gente parar para pensar, vai perceber que a  moda segue para uma caminho muito bem vindo: o dos produtos feitos de forma artesanal, em pequena escala, pensado para atender um público exigente e preocupado com a sustentabilidade. É claro que as grandes marcas, fabricando sua enxurrada de produtos a cada estação ainda vai existir, afinal o mercado de moda é muito grande e sim, tem público para tudo. Mas cada dia cresce mais o número de pessoas que prefere investir em peças que sejam exclusivas, feitas de forma mais cuidadosa, com uma cadeia produtiva mas justa, em diversos sentidos. Pode até custar um pouco mais caro, mas tem um frase que vi outro dia no instragam de alguma marca que era mais ou menos assim: comprar de produtor local é apoiar o sonho de alguém. ;)

Para saber mais sobre slow fashion, comércio justo e cadeia produtiva saudável:

Slow Fashion: desacelerando a moda

Seis marcas brasileiras de bolsas artesanais

Mercado, Moda

Slow Fashion: desacelerando a moda

Talvez você não tenha ideia, mas uma das maiores cadeias de produção têxtil do mundo, a Zara, pode levar apenas duas semana para criar um coleção inteira e distribuí-la em suas lojas mundo afora. Uma marca de luxo como a Chanel, por exemplo, desenvolve até sete coleções no período de um ano. Recentemente, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, deixou o seu posto alegando que precisava de mais tempo criar. Esses são apenas alguns fatos que demonstram que não importa se a roupa custa 50 ou 50 mil reais, o ritmo está frenético em toda a indústria da moda. E isso não é saudável, nem para quem faz, nem para quem consome.

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Essa enxurrada de novas tendências e novos produtos a cada temporada – e elas são muitas agora: verão, alto verão, cruise, resort, pre-fall, inverno, etc – se sustenta de uma cadeia produtiva cruel. Cruel com a natureza, com o mercado, com a mão de obra. A gente sabe que para que blusinha que compramos na loja de departamento custe R$29,90, ela foi feita com uma material sintético – que nada contribui para o meio ambiente -, em um sistema de industrial de produção em massa – que não favorece a qualidade do produto – e por uma mão de obra maltratada, sem direitos trabalhistas, ganhando uma miséria em algum país asiático. E o fato é que a gente compra sem parar para pensar nisso, porque não temos o hábito de ser consciente do que estamos consumindo.

Sempre que um movimento, neste caso o fast fashion, surgido na década de 90, chega ao seu auge, a própria sociedade começa uma reação natural a essa saturação. Assim o slow fashion nasce como uma contra cultura ao consumo desenfreado e inconsciente de produtos de moda. O termo, criado pela consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion de Londres, Kate Fletcher, foi inspirado no movimento do slow food, que busca o prazer de apreciar sem pressa a comida típica de cada local, feita com ingredientes regionais.

Na moda, o movimento slow vai além de desacelerar a produção. Para quem faz, tem a ver com respeitar o tempo do processo criativo para criar produtos atemporais, feitos com qualidade, para permanecer por muito tempo no armário de quem compra. É também aproveitar recursos e mão de obra local, fomentando o mercado da região e respeitando as leis trabalhistas. É buscar matéria prima durável, minimizando ao máximo os impactos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. Para o consumidor, é escolher com consciência o que vai adquirir e se precisa mesmo adquirir, é conectar-se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto, como e com o que ele feito.

O movimento resgata o fazer manualmente, onde o produtor tem total domínio do processo de criação e execução do produto e essa informação faz toda a diferença para o consumidor. É um lifestyle, onde as pessoas optem pela qualidade em detrimento da quantidade, as roupas duram muito mais e isso faz com que ao comprar a gente acabe buscando por itens que realmente tem a ver como nosso estilo de vestir e não por tendências passageiras. Por consequência, a gente acaba aproveitando melhor cada compra, utilizando o produto bastante o produto até o final do seu tempo de vida útil e gerando menos resíduos na natureza.

E aí você se dá conta que tem tudo a ver que estejamos buscando um consciência de menos consumo justamente quando o mundo está em crise econômica! Coincidência, né? Não! O que gente veste é reflexo do movimentos sociais e acontecimentos da nossa época. Faz todo sentido!

Texto postado originalmente no site Dois Terços em Fevereiro de 2016.