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Moda

Moda Sustentável – 10 ideias empreendedoras

Quando a gente estuda moda, a gente aprende e entende que ela é reflexo do tempo e espaço no qual vivemos. Moda é muito mais que roupa, é comportamento, e o que escolhemos comprar e vestir tem tudo a ver com o que está acontecendo ao nosso redor. Estamos em um período bastante conturbado: crises, conflitos, guerras, problemas ambientais se agravando… Já parou para reparar que em períodos como este, é natural que as pessoas procurem focar suas atitudes para de alguma forma tentar melhorar o seu entorno? E aí que a busca por soluções mais sustentáveis começa a ganhar força, em diversas áreas, inclusive na moda.

Além de todo esse movimento de alimentação saudável, produtos orgânicos e atividades físicas, o nosso consumo de moda também pode refletir em uma melhora para o ambiente que habitamos. Sim, não é fácil abrir mão de hábitos que já internalizamos há tempos, mas pequenas atitudes podem impulsionar uma mudança do nosso pensamento. Tem muita gente buscando soluções interessantes para levar o mundo da moda a um caminho menos agressivo ao nosso ambiente e ainda assim ser viável, porque moda também é negócio e quem trabalhar com ela precisa ganhar dinheiro e pagar suas contas, não é mesmo?

Nas minhas leituras diárias pela internet, tenho encontrado muita coisa boa sendo feita, e assim resolvi dividir com vocês 10 ideias sustentáveis e empreendedoras na Moda. Olha só quanta ideia legal!

1. Banco de Tecidos

O Banco de Tecidos é uma ideia  da figurinista Lu Bueno, que pensou em uma forma de reaproveitar as sobras de tecidos que usava em seus trabalhos. “Sempre guardei o que restava e, quando vi, tinha quase uma tonelada de tecidos acumulada“, explica. “Comecei a trocar com alguns amigos e então percebi que tinha um bom negócio em mãos.”

Lá você pode comprar os tecidos por quilo (seja ele seda pura ou algodão, tem o mesmo preço), trocar ou mesmo deixar o seu material e ficar com um crédito para usar na loja. Além de ser uma opção de matéria prima com um preço muito bom, há o diferencial de um acervo com tecidos antigos e exclusivos, que talvez nem existam mais no mercado convencional. Todo um material que poderia estar indo para o lixo, vira matéria prima para novas ideias! Queria muito poder ir conhecer, vai ficar anotado para uma próxima visita à São Paulo!

Site:  http://www.bancodetecido.com.br/

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2. Enjoei

O Enjoei é um velho conhecido por aqui. Já falamos muito dele, até porque o Vitrine Virtual tem essa origem, nasceu falando de brechós virtuais. Naquela época eles eram inúmeros e a gente conseguia comprar e vender entre si. Hoje, é mais difícil ver brechós online individuais, mas o Enjoei está aí firme e forte para mostrar que roupa usada, quando em bom estado, pode ser passada adiante sem problemas e ser um excelente negócio.
O site que começou pequeno e hoje é um mega e-commerce que fatura 30 milhões por ano!! “Mas começamos com formato de blog mesmo“, conta Ana Lu McLaren, dona do site . “Quem queria vender ou comprar alguma peça, precisava entrar em contato diretamente comigo por e-mail.” E eu lembro dessa época! Ainda acho os preços por lá um tanto altos – quem estabelece os valores é próprio dono da peça – o que somado ao frete acaba deixando algumas compras desvantajosas, especialmente se você comparar com brechós nos Estados Unidos e Europa, onde os preços são muuuito convidativos.

Site: http://www.enjoei.com.br

3. Dress & Go

Loja de aluguel de vestidos não é nenhuma novidade, eu sei. Mas o que faz a Dress & Go se destacar é que além de ser online – e assim atender a clientes de qualquer lugar do país – eles oferecem vestidos de marcas e estilistas conhecidos, com modelos atuais. Nada de tafetás e cetins com cara de Djalma Noivas.. rs “Estamos em contato com outras grifes de fora para trazer ainda mais novidades. Sempre atualizamos as coleções das marcas, mas mantemos também as anteriores”. conta Bárbara Almeida, sócia do site. Vamos combinar que vestido de festa é um dos menores CPU’s (custo por uso) que existe, né? A gente normalmente paga muito caro pela peça e usa pouquíssimas vezes. Depois, deixa lá guardado no armário esperando outro evento aparecer… Alugar pode sim ser uma ideia boa: você investe menos e não fica com coisa acumulada em casa.

Outra ideia similar é Bo Bags, que tem a mesma pegada: bolsas de grifes e modelos atuais, para serem alugadas por uma temporada. Já fui muito apaixonada por bolsas, a ponto de querer várias para mudar todo dia. Mas hoje, particularmente, prefiro comprar poucas e boas e não variar tanto. Mas para quem gosta de variar, talvez alugar seja uma opção. O aluguel também é interessante para quem está planejando comprar aquela bolsa específica mas prefere experimentar por uns dias para saber se ela se adéqua mesmo ao seu guarda-roupa, rotina, etc

Sites: https://www.dressandgo.com.br  | http://bobags.com.br/

4. Lena Biblioteca Fashion – “Collect moments, not things”

A Lena é como um biblioteca, só em vez de pegar livros emprestados, você pega roupa. Elas tem um acervo enorme, onde cada peça tem uma pontuação e você pode alugá-las de acordo com a pontuação que você tem de crédito com o seu plano de assinante.  A assinatura que custa a partir de 19,95 euros, valor equivalente a 200 pontos. Daí você usa os seus créditos como prefere – pode usar todo para uma peça mais “cara” ou dividir os pontos em peças mais “baratas” – e não há prazo máximo para a devolução da peça.

Para as criadoras da Lena, o legal disso tudo é  ter o sentimento de vestir algo novo sem precisar sair comprando desenfreadamente. Pena que a loja funciona apenas em Amsterdã, mas há projetos para levá-la para as grandes cidades da Europa.Será que não tem ninguém pensando em algo parecido por aqui?

Site:  http://www.lena-library.com/english/

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5. Projeto Quid

A proposta do Projeto Quid é algo simples: a utilização de materiais descartados pelos grandes indústrias têxteis do norte da Itália para a criação de uma coleção própria para a venda. Ou seja, em vez de comprar tecidos e outras matérias prima, eles usam as sobras das grandes empresas, aquilo que iria para o lixo.  As peças são únicas e toda a produção é feita por mulheres de comunidades carentes. O produto é vendido em duas lojas próprias e em várias outras lojas, na Itália. E para vocês terem noção de como isso pode dar certo, saibam que o volume de negócios do Quid foi de 240 mil euros e espera-se que atinja os 330 mil em 2015. Simples e eficiente!

Site: http://progettoquid.it

6.  Alexandre Herchovitch – reaproveitamento de tecidos de uma coleção para outra.

Mais uma vez, um exemplo maravilhoso de reaproveitamento de material de sobra! O Herchcovitch conta em uma reportagem do FFW como ele reaproveita sobra de tecidos de coleções anteriores para criar as novas. Às vezes, o tecido é usado sem nenhuma alteração, por outras, ele pode ser tingido ou estampado para ter uma cara nova. O lindo disso tudo é ver a criatividade a favor da sustentabilidade! Muito interessante ver comparativo do tecido em cada uma das coleções, a antiga e a mais nova!
Imagine que tudo isso poderia ser jogado fora, ou mesmo que ficasse lá estocado, ia fazer com que ele comprasse mais um monte de material sem necessidade, gerando mais consumo. Atitude boa para o meio ambiente e bom pro bolso também!

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Veja mais fotos dessas transformações na reportagem do FWW.

7. Insecta Shoes

Sabe quando uma coisa leva à outra? A maioria dos exemplos aqui listados eu já tinha guardado em uma pastinhas, achados em leituras aleatórias. Mas a Insecta eu achei  durante a minha pesquisa esse para esse post especificamente, porque tem tudo a ver com a proposta.
É uma marca de sapato que tem roupas usadas como matéria prima para seus calçados  “Os mais diversos tecidos e estampas daqueles modelitos abandonados viram botas e oxfords veganos, sem nenhum uso de matéria-prima de origem animal.” Não é sobra de tecidos, é aquela roupa que já foi usada, que tem uma história e que vai dar origem a um sapatinho único, exclusivo.

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Site: http://www.insectashoes.com/

8. Re/Done

Assim com a Insecta, a Re/Done usa roupas usadas para fazer roupas novas. Mas aqui a matéria prima é jeans antigo que vira jeans com cara de novo. Eles são descosturados para servirem de base para as modelagens padrão da marca: relaxed straight, straight skinny, the high raise, walking short e the short.  Cada peça é única, pois nascem de uma outra peça que também é única e já tem uma “história de vida”, transformando-se com uma modelagem atual e atraente. Eles utilizam métodos de conservação de água e sem produtos químicos para a lavagem do jeans. A sede da marca é em Los Angeles, mas dá para comprar online e eles entregam no Brasil. ;)

Site: http://shopredone.com/

9. Euzaria

A ideia é simples, mas muito bacana: a cada camiseta comprada uma é doada, “novinha e cheirosa – que vai com a sua dedicatória.” As ações sociais são realizadas em eventos programados em instituições e comunidades  e no site e redes sociais da marca, a gente pode acompanhar por onde eles passam distribuindo esse carinho em forma de t-shirt.
Acreditamos que empresas podem e devem agregar valor à vida dos consumidores e contribuir positivamente para a sociedade. Fazer o bem e ser rentável podem e devem caminhar lado a lado. O mundo está precisando de nós.” Tem um videozinho muito legal onde eles mostram um pouco do processo criativo, quem participa desse processo de criação e confecção e a camiseta chegando até as pessoas. (aqui). E se você acha que a ideia de vender uma camiseta e doar outra não dá certo, que não é viável, saiba que em um mês de vendas online a Euzaria vendeu mais de 1.400 unidades!! E o investimento inicial dos sócios já pago, sendo que na segunda remessa de produção, a empresa já estava saudável, se pagando sem necessidades de aportes, explicou José Pimenta, sócio da marca, à revista B+. Viu como solidariedade também pode ser um bom negócio?

Site: http://loja.euzaria.com.br/

10. Lab Fashion Coworking & Moda

Coworking é um modelo de trabalho baseado no compartilhamento, de espaço, de recursos, de ideias… O Lab Fashion é um espaço de coworking voltado para a Moda, com uma infra-estrutura voltada para quem quer desenvolver suas ideias na área –  manequins, araras, máquinas de costura, material de colorimetria e prancheta de desenho, provadores, sala de reunião, estúdio. Eu amo esse tipo de movimento, queria muito que tivesse algo assim aqui em Salvador, voltado para a área de moda. Menos custo para quem está começando e não poder arcar com as despesas de ter um local de produção e criação próprios, e a possibilidade de trocar ideias e experiências com outros profissionais. O Lab Fashion fica em São Paulo.

Site: http://www.labfashion.com.br/

O post foi grande, mas é porque merece! São ideias tão bacanas, que vale a pena você clicar em cada um dos links para conhecer, se inspirar e refletir. Quem sabe daí também não surge em você a vontade de também criar algo para melhorar o que está a sua volta? E se você souber de algum outro negócio de moda sustentável, conta aí nos comentários! É muito bom compartilhar essas descobertas! Quanto mais ideias inspiradoras, melhor!

Beleza

Unhas autocolantes Impress: minha experiência.

Vocês já repararam que não sou de fazer resenha de produtos de beleza né? Até porque esse não é mesmo o foco do blog. Mas vez ou outra eu descubro uns produtos tão legais, mas tão legais, que fico super empolgada para compartilhar aqui com vocês. É o caso de hoje, então resolvi que tinha que fazer uma resenha das unhas autocolantes da Impress!

Já tinha ouvido muita gente falando bem desse produto, mas toda vez que ia na Bel Salvador ou em alguma farmácia procurar, só encontrava as cores mais esquisitas: animal print, glitter, verde limão, rosa shock… Já estava achando que não tinha em cores “normais”, até que uma dia achei uma vermelha na Drogasil! Comprei, mas não usei logo não. Deixei guardado para aquele momento de urgência, quando sua unha está horrível, você não tem tempo de ir no salão, mas precisa dar um jeito porque apareceu uma festa.

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Aí que chegou a oportunidade e eu experimentei. No dia, eu postei alguns vídeos no Snapchat (me segue lá, é vitrinevirtual) mostrando o processo. Vou por minhas impressões do antes, durante e depois em tópicos para facilitar a leitura de vocês:

  1. Na embalagem diz para a gente tirar todo e qualquer resquício de esmalte da unha, limpar com o lencinho que vem na embalagem, retirar o adesivo e aplicar sobre a unha, bem rente a cutícula. Mas eu sou teimosa e resolvi fazer do meu jeito: passei uma base na unha antes de colar. Isso porque fiquei com medo daquela cola direto da minha unha deixá-la mais fraca do que já é. Foi um erro, não façam isso! O que acontece é que quando a gente colar a unha na base, acho que fica mais fácil de ela descolar, porque basta a base sair que ela sai também. Direto na unha não tem esse problema. Então, sigam as instruções! rs
  2. Das dez que colei, duas soltaram e tive que colocar novas. O bom é que ela vem com muito mais de dez. Na verdade eles colocam algumas opções de tamanho porque tem gente que tem a unha mais fininha, outros mais largas. Então tem essas opções para você ver qual encaixa melhor na sua unha. A diferença é mínima, mas tem. E é bom também porque você fica com umas reservas, caso caia alguma.
  3. As instruções indicam também que após colar, você deve esperar pele menos 30 minutos para cortar do tamanho que você deseja e lixar. Mas, mais uma vez fiz do meu jeito. Estava com pressa e antes disso já saí cortando e lixando… não sei se foi uma boa. Das duas que descolaram como contei acima, uma aconteceu enquanto eu lixava…
  4. Um terceira começou a descolar depois de alguns dias e como eu não queria ter que por uma nova, resolvi usar uma cola de unha postiça para improvisar. Também não foi uma boa porque depois ela foi a mais difícil de descolar e o resíduo da cola ficou na minha unha por uns dias depois, mesmo passando removedor.
  5. Elas duraram uma semana mais ou menos uma semana. No final, a unha já estava crescendo, aparecendo aquele espacinho entre a cutíula e unha. Não dava para notar, mas quando passava a mão no cabelo, os fios entravam, o que já estava me causando certa aflição.
  6. Com exceção da unha que usei a cola indevidamente, as outras foram tranquilas de tirar: basta ir puxando devagar que elas saem, sem precisar de removedor ou acetona.
  7. Comprei o tamanho médio e tive que cortar, porque elas ficaram muito grandes para o meu gosto e eu não conseguia fazer as coisas do meu dia a dia, como digitar, colocar um brinco, tirar a lente de contato…
  8. Elas ficaram muito naturais, praticamente ninguém notou que eram falsas. O maravilhosos foi ter a unha linda, comprida e brilhantes por uma semana inteira, sem se preocupar com esmalte descascando.
  9. Infelizmente, é difícil achar cores mais comuns nessa marca – Impress. Como expliquei no começo, é fácil encontrar cores como laranja, rosa choque e outras esquisitices, mas as cores simples é raro. Essa semana achei nude e um marrom, tipo o Capuccino da Risqué. Sempre que acho cores normais eu compro para garantir. Além dessas duas e do vermelho que já usei, comprei uma preta e também já vi por aí francesinha.
  10. Não sei se é saudável para unha ficar usando de forma seguida, então guardei para outra ocasião de urgência. Também guardei as vermelhas usadas já sem cola, pois uma amiga deu uma sugestão de reutilizá-las, colando com a cola de postiça, já que depois que você tira não tem mais como usar o adesivo autocolante. Mas depois da experiência com a cola na unha que tava soltando, não sei se vou fazer isso de novo. Alguém já fez esse teste?

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Concluindo, eu achei uma compra muito, muito boa! Tanto que saí comprando mais para ter aqui em caso de necessidade. Não acho que seja uma solução para o dia a dia, mas para essas situações de urgência é uma ótima pedida! Foi prático, fácil de aplicar e de retirar, nem precisei ir no salão. Inclusive, nem estava com a cutícula feita e mesmo assim ficou bom (lembrando que minha cutícula é realmente muito fina e geralmente eu hidrato sempre). O preço é um pouco mais caro que fazer a mão em um salão de classe média aqui em Salvador (comprei de R$29,90 na Drogasil, mas na Bel Salvador é R$32), mas no meu caso dura muito mais, já que quando pinto, em dois dias começa descasar.  Mas para mim, realmente valeu a pena!

Compras

Onde comprar: acessórios em pedra bruta

No post passado – lago aqui abaixo, ó! Vai lá ler –  eu falei que estou nessa vibe de acessórios em pedra bruta. Se tem uma coisa que eu não sou nessa vida é hippie e não me identifico em nada com o estilo boho. Mas sabe lá Deus o porquê, me apaixonei por esse estilo de bijoux, que tem muito a ver com essa estética. Aliás, eu até acho que sei! É que ele tem uma pegada um pouco minimalista, de ter apenas um elemento de destaque, no caso a pedra sem muita lapidação. Mas enquanto a galera do boho chic usa tudo junto, em um super mix de colares, eu acabo usando o acessório sozinho, para ser o tchan do look, sabe? ;)

acessorios-pedra-bruta-onde-comprarA tendência ainda é tímida – ainda não vi chegar nas grandes lojas de departamento e acessórios – mas acredito que vá ganhar força neste verão, por dois motivos. Primeiro pelo que falei no começo do texto: os acessórios de pedras brutas tem tudo a ver com essa tendência boho que continua firme e forte para esse verão. E segundo, porque estamos em um período que tendemos a resgatar materiais rústicos, naturais, coisas que remetam um jeito artesanal de produzir. Na moda, a gente vem percebendo a valorização de peças em rendas, bordados manuais, crochê e outros materiais resgatados de um cultura de produção manual. E as pedras brutas, a falta de lapidação vai de encontro a essa estética do que é mais natural.

Agora, onde comprar? Não é tão fácil achar para comprar,porque como disse, as marcas de acessórios mais acessíveis ainda não despertaram para esse tendência. Mas a internet – em especial as redes sociais – é um paraíso para pesquisar e já achei alguns perfis no Instagram de marcas que trabalho com esse tipo de bijoux. São elas: Sou Sou, Iolita Creations,  Pedra Gaia, Escudero Online, Evna e Clã Acessórios.

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Ainda não comprei em nenhuma delas, para ser sincera com vocês. Estou só paquerando as peças e pesquisando preços. Algumas são mais em conta, mas considerando que algumas pedras naturais são mais caras, o preço do produto tende a ser mais alto também, especialmente se folheadas a ouro. Mas na ABX Contempo, loja de roupas e acessórios aqui em Salvador, encontrei um colar beeem bonito com uma pedrona e preço bom (foto acima). Outro lugar aqui perto que costuma ter muito desse tipo de acessórios é em Praia do Forte. Lá tem um loja incrível, com muitas opções e preços variados. Não lembro o nome, quando for novamente anoto direitinho para atualizar aqui e por fotos. Alguém aí tem mais loja para indicar? Vamos ficar de olho e esperar novas opções aparecerem! ;)

Sem categoria

Moodboard de Primavera

Quem aí já quer dar tchau para a chuva e o vento de Salvador ? Falta pouco mais de um mês para a primavera chegar e aí que para entrar no clima, vamos fazer um moodboard? Separa aí imagens, sons, texturas, cores, inspirações e tudo mais que você deseja para os próximos meses floridos e põe tudo assim, juntinho, que é para despertar o desejo de que dias floridos e ensolarados cheguem logo!

Aí que fui juntando algumas imagens que ando guardando e agrupei todas que tenham alguma conexão visual. Daí saiu isso aí, ó gente!

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O clima vai ficando mais ensolarado, mas ainda não tá um calorzinho, então acho que cores clarinhas e tons pastel tem tudo a ver com a estação. Para essa primavera também quero o conforto do jeans, a delicadeza das rendas, a fofura do xadrez picnic e um toque rústico das pedras brutas e cristais nas bijous. Também estou amando as roupas em corte trapézio. Quero comidas leves, a simplicidade dos cactus , a beleza esbelta das tulipas, o jeitinho clean de decorar a casa com tons de madeira.

Esse são os meus desejos e inspirações para o próxima estação e este post faz parte de uma postagem coletiva de blogueiros soteropolitanos. Quer saber como será a primavera de outras blogueiras? Clica aqui e vá conhecer a primavera de It Guél e Apressada de Sainha , Subúrbio da Moda e  Nos Mínimos Detalhes. ;)

Moda

Jeans: um jeito sustentável de usa-lo.

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Olha só que coincidência boa! Estava lendo esses dias alguns blog novos e descobri sobre o Jeans For Change, um concurso promovido pela loja Youcom para incentivar a reutilização de jeans, usando-o como matéria prima para novos produtos. Na mesma hora lembrei do Sustentamodabilidade desse semestre na minha faculdade, um trabalho no qual fizemos um look, inspirado em uma personalidade baiana, só com jeans usado. Ficou tão lindo que teve gente querendo comprar as peças! Não é incrível que o que poderia ir para o lixo virou coisa nova e despertou super desejo em outras pessoas?

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No projeto da Youcom, o jeans que você não quer mais você doa em uma das lojas da marca e ele vai virar matéria prima para produtos que serão produzidos pela Colibrii, iniciativa que promove o trabalho de artesãs de comunidades em situação de vulnerabilidade de Porto Alegre. Só que dessa vez elas vão produzir ecobags, e os modelos serão os selecionados no concurso (você pode enviar seu desenho até dia 15/07). Achei a iniciativa bem bacana para incentivar e despertar a vontade de reutilizar o jeans como matéria prima para outras coisas.  E isso dá pra fazer em casa! A gente fez lá na faculdade, garanto que você também pode fazer: uma nova peça de roupa, uma bolsa, um objeto de decoração… O importante é pensar que não dá para jogar fora algo que foi produzido a custo de tanto recurso natural.

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Look criado pela minha equipe, todo em jeans reutilizado, para o Sustentamodabilidade e inspirado em Mãe Stella de Oxóssi.

Quando compramos uma calça jeans – ou qualquer outro produto – dificilmente paramos para pensar no impacto que a sua produção causou no meio ambiente. Não quero ser “eco-chata” e nem ficar fazendo qualquer tipo de discurso, até porque não sou o maior exemplo para ninguém. Tenho meus momentos de consumo e não nego, mas acredito que pequenas mudanças nas nossas atitudes diárias podem fazer diferença.  O fato é que a produção de uma calça jeans impacta muito o meio ambiente: no uso de agrotóxicos no cultivo do algodão que dá origem ao tecido, no uso de produtos químicos para o tingimento, na quantidade absurda de água usada no processo de lavagem… Na Ellus, são gastos até 80 litros por calça e na Levi’s, 42 (com exceção de uma linha especial chamada Water Less). E quanto mais “detonada” for a calça, mais gasto teve para ela ficar assim.

Então, que tal repensar a nossa relação com o jeans? Por que precisamos de 10 calças jeans? Para que ter 5 jeans praticamente iguais? Porque lavar o jeans a cada vez de uso? Você sabia que a lavagem excessiva pode desgastar o algodão e acelerar a redução do tempo vida útil da sua calça? Aqui no meu armário eu optei por ter 4 calças jeans: uma flare, uma skiny cintura alta e duas de corte reta. Só tenho dois shorts jeans e procuro usar essas peças atééé ela gastarem mesmo. Acabei de me desfazer de um jeans que rasgou… O destino do que eu não quero mais é a doação, porque mesmo rasgado, alguém pode querer cortar e fazer um short, customizar, reparar… vai saber. Pro lixo é que não dá pra ir.

Fiz um painel lá no Pinterest com mais ideias bem legais de como reutilizar o seu jeans usado. Vai lá ver!

Fontes: Terra e Youcom.

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Mercado, Moda

Suzana e Suzane Massena, modelos.

Para esse novo ano do blog, uma das minhas vontade era de trazer um conteúdo voltado para o mercado de moda em Salvador. Falar das marcas e profissionais daqui, contar um pouco dessas história. Para a estreia desse projeto tive a alegria de contar com a participação de não somente uma, mas duas profissionais baianas que estão trilhando um belo caminho nesse mundo que a gente adora. Convidei as modelos e gêmeas Suzana e Suzane Massena para contar um pouco sobre o trabalho e a história delas.

Acredito que não seja muito fácil ser modelo aqui em Salvador. O mercado é pouco aquecido, não se vê muitas marcas locais – que já são poucas, a maioria é franquia – investindo em campanhas e editoriais. Os veículos de comunicação voltados para a moda também são poucos e aí só sobra o mercado publicitário, que não é bem o que um modelo fashion quer, né? Daí que quando a gente vê alguém se destacando e fazendo bons trabalhos é de se admirar! É o caso de Suzana e Suzane.

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Elas são gêmeas e isso por si só já uma coisa que chama atenção. E são negras, com olhos puxados e um lindo cabelo black, características que infelizmente não se vê muito nas revistas e passarelas afora. Talvez por isso elas chamaram a atenção de Anna Dello Russo e ficaram para os quatro dias de ensaio – elas tinha sido chamadas para apenas um – que a editora da Vogue Japão fotografou em Salvador, no início de 2013. O resultado foi conferido nas edições de fevereiro de 2013 das Vogue Brasil e Japão. Em maio do mesmo ano foi a vez de fotografar ao lado de Naomi Campbell também para a Vogue Brasil.

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O começo

Mas a história não começa aí, não. Desde pequenas elas já tinham o sonho de seguir os passos da irmã mais velha, Suellen, também modelo. Aos 11 anos elas a acompanhavam nos testes e participavam de concursos de beleza. “Começamos com os concursos de beleza black mirim, fazíamos bastantes desfiles! Eram simples mas muito importante para nós que tínhamos um sonho de se tornar uma modelo reconhecida e de fazer grandes desfiles“, explica Suzana.

Aos quatorze anos, o destino deu um super empurrãozinho na carreira das meninas quando a produção da Xuxa – essa mesma, a rainha dos baixinhos – estava a  procura de meninas com o sonho de seguir carreira de modelo. Elas receberam o convite para desfilar no Monange Dream Fashion Tour e ainda ganharam de presente um book, que foi realizado em São Paulo.

Eu bem me lembro quando comecei a participar dos primeiros desfiles da Made in Bahia e Expo de Moda aqui em Salvador. Elas eram super disputadas, todo mundo queria as gêmeas para desfilar. Em pouco tempo já não tínhamos mais porque disputar já que as meninas foram para São Paulo e daí um monte de coisa boa foi aparecendo.

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Capa da Elle South Africa e editorial na Marie Claire também sul africana.

 

Os trabalhos e planos para o futuro

Elas já estiveram – e ainda estão! – nos lookbooks da Farm, nas passarelas do Fashion Rio e São Paulo Fashion Week, Semana de Moda de Nova York, e uma recente temporada na África do Sul rendeu muitos trabalhos, entre eles a capa desse mês na Elle e um editorial na Marie Claire naquele país. “ A experiência de conhecer outros países é incrível, você aprende línguas e culturas diferentes e a conviver com pessoas com costumes diferentes do seu“, conta Suzana.

Quando pergunto quais o próximos passos e trabalhos que vêm pela frente Suzana diz que a ideia é “prosseguir com a carreira internacional e levar meus pais para morar conosco em São Paulo“. Quanto aos trabalhos, “preferimos fazer um pouco de suspense e nunca mostrar antes do tempo. Mas vem coisa boa por ai!” A gente fica muito na torcida para ver essa dupla cruzando as passarelas internacionais e estampando páginas e capas das revistas gringas!

Para acompanhar o trabalho das meninas, você pode curtir a fanpage delas no Facebook (aqui).

Estilo

Como usar rosa: sem parecer a Barbie

No final do ano passado eu inventei de começar com uma série de posts com dicas de como combinar cores de um jeito menos comum. Começamos com o cinza, depois o vermelho,  e acabei não dando continuidade por pura falta de tempo vergonha na cara. Mas vamos lá, né? A gente tá aqui pra se redimir. A cor de hoje é o rosa e o número 21 #previsãodossignos kkkkk brincadeira!

Conforme disse no post do vermelho, a gente tende a se vestir de forma muito mecânica e repetir as fórmulas que estamos acostumados e aí perde a oportunidade de experimentar novas ideias. Rosa é uma cor que muitas mulheres não gostam porque remete à Barbie, à infância, à coisinha muito “romantiquinha”. Mas gente, tem jeito de vestir rosa, inclusive o shocking, sem ficar com cara de Legalmente Loira! Anota aí!

Para não ficar tudo muito girlie, evite babados, lacinhos, estampas de florzinhas e tudo mais que tenha essa pega fofa de ser. Procure peças sem muitos detalhes ou que tenha modelagens mais modernas, cortes retos. É pensar que se o rosa dá o quê de romantismo, você pode combinar com peças de outros estilos para contrapor, tipo assim: calças de couro, camisetas, bijous geométricas, fendas, sapatos masculinos, peças sporty… o truque é fazer mix de estilo (para saber mais sobre estilo, tem esse post aqui sobre os sete estilos universais).

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Rosa e preto ou branco é fácil de fazer, né? Por isso que a gente sempre lembra que existem outros neutros. Rosa fica massa com nude (♡♡♡), com marrom, com cinza e ó, azul marinho também! E para quem curte um coloridão, dá para fazer aquele coloblocking lindo com cores irmãs, tipo laranja, vermelho e vinho.

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Daí que rosa tem tons, né? Você pode apostar no super pink ou no blush (rosa beeem clarinho, quase nude). Aliás, esse último é até mais fácil de combinar porque é tão clarinho que é praticamente um neutro e pode ficar mega elegante em um look todo nessa cor. E dá também para combinar os tipos de rosa entre si, fazendo visual tom sobre tom.

No quesito estampas, fuja de flores, corações e coisas do tipo. Pelo mesmo princípio de misturar os estilos, procure padronagens que saiam do romântico: animal print, listras, xadrez, gráficas e abstratas.

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Como sempre digo, essas são dicas e não regras! Experimente e veja o que cai bem para você, para o seu estilo de viver e vestir. Ninguém TEM QUE usar nada, a pessoa usa o que lhe faz sentir bem e bonita. A gente sugere, você experimenta, e se o olho brilha e você sente que tá perfeito para você, você adota.  Ah! No nossa fanpage no Facebook (aqui) tem uma galeria cheia de fotos inspiradoras!

Para ver mais combinações de cores:

Como combinar azul marinho
Como combinar vinho: a cor de 2015
O cinza moletom, como usar?
Como usar vermelho: combinações menos comuns
Como usar rosa sem parecer a Barbie