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Estilo

Como ter um blog de moda mudou minha vida

Ontem, dia 19/06, o blog fez aniversário e completou oito anos. Com esse tanto de tempo, eu poderia dizer que ele passou por muitas fases da minha vida. Mas a verdade é que mais do que fazer parte da minha vida, ele mudou tudo! Além de celebrar mais um aniversário, a data é também muito propícia para refletir o quão importante o Vitrine foi e ainda é para mim.

Eu conheço poucas pessoas com tantos anos de blog como eu. Hoje, ser blogueira ou suas variáveis (youtuber, instagramer, digital influencer) é mais corriqueiro que há oito anos atrás. Quando eu comecei, eu não tinha nenhuma referência próxima, nem mesmo uma amiga virtual, que fosse blogueira. Aí sim, quando criei o blog foi que encontrei algumas pessoas com os mesmo interesses que eu.  Mas o fato é que naquela época a gente tinha blog para escrever, compartilhar textos, trocar informações. Era muito menos para ser famoso – até porque não existia essa pretensão, já que blog ainda não dava fama e dinheiro – e muito mais para compartilhar ideias. Por isso, que até hoje minha relação com este espaço aqui permanece tão íntima, apesar dos altos e baixos e diversas mudanças que ocorreram. Ele reflete muito a minha personalidade, que também foi mudando ao longe desse tempo. Assim, acaba que eu escrevo muito mais sobre o que eu gosto – que nem sempre é o gosto da maioria – do que sobre o que o povo anda querendo saber.

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Foto: Reprodução

Manter o blog por tanto tempo foi um exercício de persistência somado a um apego emocional. Por várias vezes pensei em desistir ou começar outro, mas aí um monte de coisa e de gente me incentivava a continuar. Especialmente porque ele é um ponto de virada mega importante na minha vida. Se não fosse o blog, eu não seria designer de moda. Provavelmente eu estaria em alguma repartição pública da justiça, trabalhando de 8h às 18h, com leis e burocracia.

Aí eu te conto a estória: quando eu comecei o Vitrine eu tinha acabado de me formar em Direito e estudava para concurso. Ele nasceu como uma distração para quem ficava muito tempo em casa, lendo sobre as mesmas coisas o tempo todo, sem socializar muito com outras pessoas. Nesse começo ele tinha outro foco, era um blog para garimpar coisas legais em brechós virtuais. Mas como eu disse, ele reflete muito o que eu sou e como eu fui mudando, ele também mudou.  Por causa dele, eu comecei a me interessar por moda. Eu queria dar boas dicas, com bom embasamento, com conteúdo relevante e confiável. Então eu fui pesquisar, ler, estudar…  Fiz curso, comprei livros. Mas ainda era pouco. Porque eu já gostava tanto disso que eu queria viver disso. Então, no final de 2013 eu saí do meu emprego e fui estudar Moda. Fui pra São Paulo e fiz curso no Senac. Voltei para Salvador e decidi começar uma nova faculdade e além de advogada, hoje eu sou também designer de moda.

Nesse meio tempo, o blog me trouxe mais que uma nova profissão. Ele me trouxe experiência e networking. Por causa do Vitrine, eu pude experimentar por exemplo, antes mesmo de estar em uma faculdade de Design de Moda, fazer uma vitrine e produzir looks para um desfile, ouvir palestras de grande nomes do meio (Lilian Pacce, Paulo Borges, Glória Kalil, Fernando Torquatto, Vitorino Campos, Camila Coutinho, Marcos Costa, Manu Carvalho, Yan Accioly, Alexandre Herchcovitch) entre outros).  Foi também através dele que eu criei uma lista de contatos com as maiores assessoria de imprensa da cidade e que pude conhecer os profissionais de moda daqui – jornalistas, estilistas, maquiadores, fotógrafos, produtores, outros blogueiros. E tudo isso faz muita diferença! É tão importante quando um diploma. Porque é muito válido você ter no currículo a graduação, mas ter experiência na área e alguém do meio que possa indicar o seu trabalho, é duplamente melhor!

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Momentos na ordem: equipe reunida em uma dos editorais que produzi para Revista Mulher +; looks produzidos pro Desfile Made in Bahia; bate papo sobre blogs na Unifacs; encontros com o stylist Yan Aciolly, a jornalista Lilian Pacce e a personal stylist Manu Carvalho; matéria sobre o dia a dia de uma blogueira de moda que escrevi para a Mulher +; palestreado Alexandre Herchcovitch no Bahia Moda Design; evento de Natal do Shopping da Bahia; matéria que participei para o jornal Bahia Meio Dia; pressday da loja Youcom em SP;  fotografando para o e-commerce da Mito.

E só para completar, além dessa mudança de 180º na minha vida profissional, o blog me trouxe uma coisa muito mais valiosa: auto estima. Quem me conheceu antes dele, com certeza percebe a diferença. De jovem envergonhada – que morria de medo de falar em público – , com quase nada de vaidade – zero maquiagem, mal usava um brinco, nunca de cabelos soltos – a alguém bem mais segura de si. Hoje eu adoro me arrumar, tenho muita consciência do meu estilo, reconheço minhas qualidades e me aceito como sou, com a beleza que é minha, que não precisa ser igual a de ninguém. E isso resulta em uma confiança muito maior para me expressar, me posicionar, falar o que eu penso.

Acho que para as pessoas em geral hoje, ser blogueiro parece uma forma “fácil” de ganhar dinheiro com publipost, ganhar brindes e ficar famoso. Mas para mim, o blog sempre teve outro significado. Não que ele não possa trazer ganhos financeiros e reconhecimento, isso também é muito bom. Mas isso não é motivo, é consequência. O motivo para eu ter mantido esse blog por tanto tempo, é que a consequência mais bonita que ele me trouxe foi uma vida mais feliz e realizada.

Para ver o primeiro post do blog: Garimpando calça jeans.

Para ver todos os editoriais de moda que já produzi: portfólio Isabela Nascimento

Para estudar moda: Onde estudar moda em Salvador

Mercado, Moda

#fallowfriday: Costanza Who?

O Carnaval finalmente acabou e aos poucos – bem pouco mesmo – a gente vai voltando ao ritmo normal. O fato é que hoje é quinta, e amanhã é praticamente final de semana, então nem deu para pegar no tr  anco ainda. Mas como eu disse que íamos voltar à ativa hoje por aqui, vim cumprir minha palavra. Afinal, quase cinco dias off line é muito, né?

Como não deu tempo de fazer pesquisas para um post cheio de dicas e fotos, resolvi retomar a rotina com uma dica só, mas muito boa, viu? Se você gosta de moda e quer trabalhar na área, não pode deixar de acompanhar o Costanza Who?, blog da jornalista Marina Espíndola, que também é assessora de imprensa da Maison Honey Pie.

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Porque vale a leitura? Porque ela traz ótimas entrevistas com profissionais de diversas áreas da moda, o que ajuda muito a conhecer o universo, rotina de trabalho, trajetória, dificuldades e experiências dessa galera. É para acabar com aquela ideia falsa de que moda é muito glamour e vida fácil. Não é mesmo! E para quem ainda está em dúvida de que ramo seguir nesse mundo cheio de possibilidades, ter uma ideia de como cada profissional trabalho, como começou e como chegou lá, inspira e ajuda demais a decidir o nosso caminho. Minhas entrevistas preferidas são as do Fashion Lawyer André Mendes, das meninas do Oficina de Estilo e da Camila Salek, diretora de visual mershandising.

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Além disso, tem a coluna de novo talentos, que traz o trabalho de jovens estilistas e modelos, e a Behind the Scenes, que mostra os bastidores de empresas do ramo, como por exemplo a redação do site Chic, a agência de modelos Ford Models e o e-commerce Style MarketOu seja, muito material interessante para ler, se informar e se entreter. Vale ou não a visita? ;)

Site: http://costanzawho.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/costanzawho