Arquivos da categoria: Moda

Mercado, Moda

#followfriday: Textile Industry

Sabe aquela hashtag do Instagram, que toda sexta feira a gente usa para indicar um perfil legal de seguir? Sou totalmente a favor de usar ela na vida toda! Quando a gente encontra algo muito legal, que pode ser útil a outra pessoas, temos mais é que compartilhar a informação. É bom para quem recebe a indicação, pois conhece algo novo, é bom para quem é indicado, porque ganha novos seguidores, e bom para quem indica, porque eu acredito muito que o mundo manda de volta para gente aquilo que a gente emana. Assim, vamos de #fallowfriday hoje, indicando um site muito bom para quem trabalha com moda, o Textile Industry.

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Não me lembro como descobri esse site, provavelmente algum amigo compartilhou algum link deles no Facebook e eu acabei parando lá. E porque eu gosto tanto? Porque ele é um super Portal de Informações Têxteis e do Vestuário do Brasil. Lá você encontra um compilado de links para as mais variadas notícias sobre negócios de moda: novidades das marcas, notícias econômicas na área, dicas de estilo, informações sobre moda sustentável e novidades tecnológicas, tendências, História da Moda. Enfim, uma infinidade de assuntos, todos os dias, para te deixar informada nas mais variadas vertentes do mundo fashion.

Ele é na verdade um fórum de discussão, onde todos os participantes podem colaborar enviando notícias, propondo debates, interagindo entre si. Tem também uma sessão de classificados, onde você pode procurar por produtos ou serviço do setor.  Mas eu uso mesmo é o compilado de notícias, que você pode ver no próprio site, ou como eu, receber no email. Todos os dias eles mandam os resumos das notícias.

A cara do site não é muito agradável, na verdade o layout é super cru, chega a ser feio. Mas o conteúdo vale a pena!

Biblioteca, Moda

Read list: 5 livros de moda para ler este ano

Sempre que me perguntam o que eu gosto de fazer nas horas vagas, eu coloco a leitura como uma das atividades. Acontece que desde o último semestre da faculdade que eu não tenho conseguido ler um livro até o final. E eu tenho uma lista enorme – a maioria deles é de moda – na fila de espera: alguns eu já comprei e estão aqui na minha estante aguardando a sua vez, outros eu ainda preciso comprar ou pegar emprestado. Assim, decidi por no papel – no caso aqui, por na tela do computador – minha lista de 10 livros de moda para ler, e registrar meu compromisso de fazê-lo até o final do ano.

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PS: Clicando no títulos dos livros você vai direto para o site da Saraiva ;)

1.  O Império do Efêmero de Gilles Lipovetsky.

Já falei um milhão de vezes aqui no blog que moda não é só roupa, é comportamento.  Então livro de moda não pode ser guia de como se vestir, dicas de estilo, etc e tal. Para entender de verdade a moda, a gente precisa estudar um pouco de história e filosofia e é isso que o este livro propõe. Não é uma leitura de diversão, mas é uma leitura mais densa, de muito aprendizado. Peguei emprestado com uma amiga, mas até agora não consegui ler até o final porque sempre aparece outra coisa menor e mais rápido de ler que passa na frente. Mas já coloquei na mesa de cabeceira.

2.  Vista Quem Você É de Cris Zanetti e Fê Resende.

Taí outro livro que eu começo e não consigo terminar. Ele propõe alguns exercícios durante a leitura que vão te ajudar a descobrir o seu estilo e justamente por isso que nunca termino, porque não arrumo tempo para fazer essas atividades. Ele também está na mesinha de cabeceira para ser um dos primeiros. Mas até onde já li eu achei muito interessante e não poderia ser diferente. As meninas do Oficina de Estilo foram inspiração para criação aqui do blog e eu aprendi – e ainda aprendo – muito com o conteúdo do blog delas.

3.  Girl Boss de Sophia Amoruso.

Esse eu ainda não tenho, está na lista de compras – ou empréstimo, se alguém puder me emprestar.  A mulher é fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma das maiores lojas online do mundo e é óbvio que eu quero ler o que ela tem a dizer sobre essa trajetória. Para quem trabalha com moda e sonha ter seu próprio e-commerce aprender com a experiências dos outros é muito importante.

4.  A Moda imita a Vida de André Carvalhal

Mais um livro para aprender com quem entende. André é o cara do marketing da Farm – na verdade era, por ele saiu da marca recentemente – , ou seja, ele manda muito bem na construção de identidade, imagem e posicionamento de marca. Quem conhece um pouquinho da história da Farm e acompanha as suas redes sociais,  consegue entender como o trabalho de construção ali foi muito bem feito! Então, temos que ler o que ele tem a dizer. Também comecei e não terminei e esse foi por falta de tempo porque comprei ele na época do TCC. Aí emprestei para uma amiga.

5. Styling e Criação de Imagem de Moda  de Cristiane Mesquita e Astrid Façanha.

Como produtora de moda que sou, estou sempre procurando material para consultar e estudar. Esse livro conheci na faculdade, indicado pela professora da matéria e achei bem interessante. Não deu tempo de ler todo, apenas a parte necessária para as atividades da aula, mas ficou a vontade de ler o resto.

Esses são os cinco primeiros no momento, mas não significa que não tenha outros já esperando para entrar na próxima listagem. Eu gosto de ler os mais variados tipos – amo romances também! – e acredito que para quem de fato quer trabalhar com moda é preciso buscar alguns livros mais técnicos, ir além dos guias de estilos, dos livros de blogueiras e coisas do tipo. Eles também são interessantes, mas estão longe de ser livros de moda propriamente dito. São muito mais um entretenimento do que conhecimento técnico.

Assim que for terminando cada um deles, vou fazendo posts para contar um pouco do livro e o que achei da leitura. E vocês? Quais livros estão nas sua lista de leituras?

Para ler outras resenhas na Biblioteca Vitrine:

Como ser uma Parisiense em qualquer lugar do Mundo

Pelo mundo da Moda de Lilian Pacce

Guia Prático dos Tecidos

Estudos, Moda

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Um dos posts que mais fazem sucesso aqui no blog é o que eu indiquei onde estudar moda em Salvador. Mas ele vai precisar de uma atualização já, porque essa semana inaugurou uma nova opção na cidade: a Ebam. A Escola Baiana de Arte, Moda e Gastronomia finalmente abre as portas com uma boa lista de cursos na área de moda e fotografia.

A convite da escola, visitei o espaço, antes da festinha de inauguração, para conhecer a estrutura e posso dizer que é bem completo. Além das salas de aula para exposições teóricas, eles contam ainda com uma sala de modelagem, equipada com manequins, mesas de modelagem, réguas, máquina industrial, e uma sala de costura com doze máquinas domésticas, além de uma biblioteca com diversos títulos sobre o assunto.

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Para esse primeiro bimestre de funcionamento, a grade de cursos oferece: Make e Análise Pessoal Cromática, com Sika Caico e Inês Martins; Produção de Moda, com Camila Freiper; Consultoria de Imagem, com Priscila Seijo; Fotografia, com Lúcio Barbosa e Cláudio Colavolpe; Criação Pesquisa de Tendências em Moda, Beleza e Consumo, com Rodolfo Carvalho e Gefferson Vila Nova; Costura, com Tina Montenegro; Modelagem, com Cris Lára e Carol Brunelli; e Visual Merchandising, com Chris Corcino. Muitas opções, hein! A  coordenação é de Sandra Fagnani, nos cursos de Arte e Moda, e Vevé Bragança, na área de gastronomia.

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Fotos: Divulgação

A gente sempre reclama que Salvador não tem opções de cursos livres e workshops de moda, fazendo com que a gente tenha sempre que recorrer à São Paulo ou Rio de Janeiro. Agora temos mais uma opção – que infelizmente ainda são poucas comparadas às citadas cidades – mas já é um primeiro passo. Então cabe à nós fomentar essa movimentação e fazer essa iniciativa vingar. Vamos valorizar os profissionais da nossa terra também!

Além de todos esses cursos que já citei, vai rolar ainda uma aula ministrada pelo artista plástico baiano Bel Borba, nos dias 14 e 15, das 8h às 12h, e outra durante todo o dia 16 –, das 8h às 17h. No curso, intitulado “Laboratório de Pintura sobre Porcelana”, o artista apresentará em sala técnicas de pintura em porcelana. E hoje, dia 07/07, vai rolar, a partir das 19 horas,  uma aula magna com o estilista Jeferson Ribeiro (muito querido e talentosíssimo), aberta ao público. O número de vagas é limitado e bem pequeno e para se inscrever, é necessário enviar e-mail para  contato@escoladeartemoda.com.br com nome completo e telefone, além de editar o assunto para “Aula Magna”. A aula abordará o poder criativo de cada indivíduo, desenvolvendo e aprimorando habilidades e competências. Após o curso, Jeferson fará um bate papo com perguntas e respostas. E para fechar toda essa movimentação de inauguração, ainda tem um workshop gratuito com Marina Marques, voltado para estudantes, influenciadores e bloggers de moda, nesta sexta-feira (8) sobre a Moda no Mundo, em que refletirá sobre as diferentes esferas de estilo características de cada país. Com vagas limitadas, as inscrições para a atividade poderão ser feitas pelo e-mail contato@escoladeartemoda.com.br.

A Ebam fica Rua Feira de Santana, nº 04, Rio Vermelho (tel: 71 3016-3262), e o site é o escoladeartemoda.com.br.

Mercado

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Multitarefas é uma boa palavra para descrever Fagner Bispo. Quando comecei a escrever o título do post fiquei muito na dúvida de como intitulá-lo, já que ele faz mil e uma atividades: estilista, produtor de moda, stylist, figurinista, cenógrafo e vitrinista.

Eu o conheci durante a minha primeira participação na feira Expo de Moda, como estilista – ele apresentava suas criações nos desfiles da feira -, cenógrafo – era responsável pelo cenário da passarela – e produtor de moda – cuidava da pós produção dos desfiles das blogueiras. De lá para cá são alguns anos encontrando com ele em todas as edições do evento e em outros Salvador afora.  Fagner é figura certa no cenário de moda da cidade então não tinha como não convidá-lo para participar dessa minha série de posts sobre profissionais de moda baianos.

Moda e arte no começo da carreira

O curioso é que apesar de hoje estar totalmente envolvido no mundo  da moda, essa não era a sua pretensão incial. Com formação em Belas Artes pela Universidade Federal da Bahia – UFBa, Fagner queria trabalhar com artes e desenhos. Mas ainda na faculdade, conheceu a Cavalera e se encantou com o universo pop art que a marca trazia para seus produtos. Em 2002, a convite deles foi assistir o desfile na SPFW e na correria frenética do bastidores se deu conta de que queria viver daquilo. Então, se juntou a duas colegas na faculdade – que já tinham formação em moda – em um projeto para participar do Concurso de Novos Talentos do Barra Fashion. Sua função era apenas fazer as estampas, mas se envolveu tanto que acabou virando co-criador. Criaram uma marca chamada Telúrica, onde permaneceu trabalhando até 2007, quando decidiu seguir sozinho e deixou a marca para desenvolver projetos individuais.

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Nos bastidores do Bahia Moda Design e com criação sua na passarela da Expo de Moda

As múltiplas atividades

Foi nessa época que produção de moda começou entrou na sua trajetória, em trabalhos ao lado de Tininha Viana, top produtora de moda em Salvador. Bahia Moda Design, Barra Fashion, Sarau do Brown, Expo de Moda e outros eventos importantes da cidade contaram com a participação do produtor. Hoje, ele é também o responsável pelo figurino do programa Clube da Alegria apresentado por Carla e em parceria com uma amiga, a Talita Sylos, e faz a produção de moda e figurino do cantor Xanddy, do Harmonia do Samba, além de assinar cenografia para vitrines em lojas como a Boah e a Vivire.

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Preparando a vitrine da Vivire, as bolsas da série Não Tive Grana e em participação no programa Expresso da Moda da Rede Bahia

A faceta estilista a gente pode conferir todos os anos nos desfiles de abertura das feiras Expo de Moda e Made in Bahia, e com sua coleção de bolsas “Não tive grana. “A série de bags NÃO TIVE GRANA surgiu de uma brincadeira, queria presentear os amigos e parceiros de trabalho no Natal, mas estava sem dinheiro para tantas lembrancinhas” explica o estilista. “A intenção era fazer algo divertido, debochado, que são características marcantes em meus trabalhos, mas que ao mesmo tempo trouxesse também uma reflexão sobre consumo consciente.” Muito em breve, uma nova versão deve ser lançada.

Para quem quer trabalhar com moda em Salvador.

O mercado de moda em Salvador é complicado, mas Fagner acredita que isso acontece em todas as áreas, que tem que correr atrás. “Se a gente não fizer as oportunidades, não vai cair do céu. Eu sempre corri atrás, nada apareceu do acaso“. As dicas para quem quer aventurar nesse mercado? “O que vale é a persistência. Estude, acompanhe o que está acontecendo no mundo de uma forma geral, não só no contexto de moda, mas no contexto de arte e cinema, porque querendo ou não tudo envolve.”

Fotos: arquivo pessoal

Conheça outros profissionais e marcas de Moda em Salvador:

Suzana e Suzane Massena, modelos.
Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana. 
Filmes, Moda

Indicados ao Oscar de Melhor Figurino 2016: A Garota Dinamarquesa

Ainda sobre os indicados ao Oscar 2016 de melhor figurino, vamos falar de A Garota Dinamarquesa. Em um resumo bem sucinto, o filme conta a história de Lili Elbe, primeira transgênero a se submeter a uma cirurgia de redesginação de sexo e toda o conflito interno e social vivido pela personagem durante essa transformação. O figurino é assinado por Paco Delgado, que já concorreu ao prêmio em 2013 pelo seu trabalho em Os Miseráveis, que também contava com Eddie Redmayne – que dá vida a Lili  – naquele elenco. (Esse texto contém spoilers!)

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Fotos: Reprodução

Aqui o elemento figurino é de extrema importância para contar a história. Mais do que contextualizar uma época – os anos 20 – a roupa acompanha a transformação da personagem. Neste período, a moda feminina caminhava para uma silhueta mais livre e reta, sem a pressão dos espartilhos, o que inclusive foi de grande ajuda, pois não foi preciso lançar mão de enchimentos ou próteses para deixar o corpo de Redmayne mais feminino.

Quem for atento desde o começo do filme, pode notar que as peças de roupas são elementos super importantes no processo de reconhecimento da personagem principal. Uma meia de seda é quase que o estopim para reacender em Lili, então Einer naquele momento, um sentimento que estava adormecido. Na primeira parte da história, a personagem usou ternos pesados e camisas de colarinho engomado.“Funcionam como uma proteção contra o mundo, mas também encarceram emoções”, explica Delgado. Para a fase de transição, os tecidos mais fluidos e cores mais suaves começam a aparecer. Segundo o figurinista, o look mais importante para ele no filme é o terno marfim acinturado, andrógino, que Lili usa quando é espancada na rua, cena que reafirma o quanto o que vestimos transmites mensagens e gera reações em que nos vê.

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Foto: Reprodução

Quando se vê completamente transformada, surge uma mulher colorida, de vestido de tecidos leves, de cores quentes e estampas, inspirados nas criações de Jeanne Lanvin, em total sintonia com a liberdade que a personagem enfim sentia ao ser ver livre de viver uma vida na qual não se reconhecia. Um presente para os olhos! Um figurino lindo, como aliás é a moda desse período, e cheio de significados, que conta a história tanto quando qualquer outro elemento do filme.

Moda

Le Theatre Dior – alta costura em miniatura

Se alta costura já encanta por si só, imagine quando é feito em escala “tamanho de boneca”! É assim que a gente fica quando vê os vídeos da Le Theatre Dior, exposição que recria os clássicos da marca que fizeram história em versão miniatura.

São 60 mini modelos - com o tamanho de aproximadamente 1/3 do tamanho real – entre eles o icônico New Look – criado na primeira coleção haute couture feita por Christian Dior – e também modelos mais recentes, como os vestidos usados pelas atrizes Natalie Portman no comercial do perfume Miss Dior e o longo de Jennifer Lawrence ao ganhar o Oscar em 2013. Todos foram feitos com as mesmas técnicas e detalhes dos originais  É maravilhoso ver o processo de produção, desde a base até os detalhes como aplicações de flores e bordados!

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Fotos: Reprodução

O vídeo acima é o trailer da exposição onde podemos ver a variedade de modelos.  É de se admirar não só com a beleza dos detalhes nos vestidos, mas nos displays onde as peças são exibidas. Que coisa incrível o vestido Miss Dior saindo de dentro da flor que desabrocha! <3

Não deixem de assistir os vídeos de making off dos vestidos Miss Dior – esculpido em pétalas de rosas e de lilás (esse da foto mais acima) – e Mexique Dress – esculpido em tule marrom bordado de pérolas de vidro e lantejoulas douradas. Coisa mais linda! Vale a pena!

O nome da exposição é uma referência ao “Le Petit Théâtre de la Mode,” de 1945, criada por Lucien Lelung, para quem Christian Dior então trabalhava como estilista. Aquela exibição celebrava a alta costura francesa, como réplicas em miniatura de importantes criação das Maison, para incentivar o renascer da moda no pós guerra.

“In a time when everything is tending to the machine, Dior should be more like an artisanal laboratory than the ideal of a factory. ” Christian Dior 

A mostra da Dior é itinerante e estreou na loja da grife em Chengdu na China e depois seguiu para Dubai, e até então sem qualquer previsão de chegar ao Brasil. Não consegui descobrir em qual lugar a exposição está agora.. quem sabe um dia ela desembarca por aqui!

Filmes, Moda

Indicados ao Oscar de Melhor Figurino 2016: Cinderela

No próximo domingo acontece a cerimônia do Oscar 2016. Para quem gosta de moda, o evento vai muito além do vestidos de gala do tapete vermelho. A mágica acontece mesmo em ver os figurinos dos filmes que estão concorrendo às estatuetas, em especial na categoria de Melhor Figurino. Neste ano concorrem O Regresso, Mad Max, Carol, Cinderela e A Garota Dinamarquesa. Assisti apenas os dois últimos e fiquei encantada pelo figurino ambos, então fui pesquisar sobre para falar um pouco deles dois aqui no blog.

Hoje vamos de Cinderela, lançado no ano passado e que dispensa maiores apresentações.  O figurino é assinado por Sandy Powell, que já teve 12 indicações – entre elas Carol, concorrente deste ano – e levou 3 estatuetas, por Shakespeare Apaixonado, O Aviador e a Jovem Rainha Vitória.  O filme é um conto de fadas e não tem um período de tempo definido, por isso Powell pode mesclar elementos de décadas diferentes: os vestidos da madrasta por exemplo, interpretada por Cate Blachett, tem em referências a década de 40.  A personagem de Blanchett, inclusive, é a com mais trocas de roupa na trama. “Vestir vilão é muito mais divertido! As mocinhas e mocinhos são sempre mais difíceis” contou em entrevista a Vogue UK.

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Croquis de Sandy para o filme – Fotos: Reprodução

Mas fazer o vestido da Cinderela não foi tarefa fácil não! O desafia era criar uma peça que fosse grande em volume, mas que tivesse leveza e movimento, afinal ela precisava parecer flutuar enquanto dança. Para isso, todo um trabalho de escolha de materiais e técnicas de costura foram necessários. Foram mais de 250 metros de tecidos, em diversos tons de azul e em diversas camadas, começando com espartilho e uma crinolina para dar sustentação a todo esse pano e mais de 5 quilômetros de costura. A camada superior do vestido é crepeline de seda, um tecido super leve. Já as camadas inferiores são de um tecido sintético chamado yumissima, mais leve ainda, que parece flutuar na presença de vento  e custa cerca de £ 150 por metro.

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Fotos: Jane Law

Como se não bastasse todo esse trabalho, foram necessários 9 vestidos iguais para dar conta de todo o processo de filmagem. Cada um deles tinha algumas características diferentes:  alguns deles eram mais curto pra as cenas em que a atriz tinha que correr, como a fuga do baile à meia noite. Outro tinha buracos para que fosse suspenso por fios. Outra curiosidade é que a cintura finíssima da personagem, tão questionada e acusada de retoques no Photoshop, na verdade é uma ilusão de ótica. Ela parecia ter uma cintura tão miníma poque a saia era extremamente volumosa.

Por fim, o sapatinho de cristal confeccionado pela Swarovski, inspirado em um modelo de 1890. Mas apesar de lindo, eles não foram realmente usados pela atriz. “Os que estão nos pés não são de cristal“, conta Powell. “Na realidade, ela estava usando sapatos de couro com as mesmas formas e proporções como o cristal. O departamento de efeitos visuais, mais tarde, de forma inteligente converteu em cristal.

Moda

As melhores vitrine de 2015

Provavelmente quem não trabalha com moda não sabe, mas existe um profissional especializado em montar vitrines. Lógico que isso acontece em um mundo ideal, maravilhoso, de grandes marcas, que tem departamentos de marketing, ou seja, não é o caso da maioria das lojas. Não, não é aquela vendedora mais habilidosa que prepara a vitrine linda da Dior, Prada, Stella MacCartney e afins. Aquilo ali é obra de uma boa equipe de visual merchandising e acredite, existe uma premiação para os melhores trabalhos. O WindowsWear – site que reúne as fotos das melhores vitrines ao redor do mundo – homenageia anualmente esses profissionais com o WindowsWear Award Winner. E eu, como amo uma vitrine criativa e bonita, venho mostrar algumas delas pra vocês!

O prêmio é dividido em 40 categorias, entre masculino, feminino, acessórios, cidades, cor, estações, etc. Separei as minhas preferidas – porque tinha muuuuitas – mas você pode ver todas no site da premiação.

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Perceba que as bolsas não estão expostas de uma maneira que você possa vê-las em detalhes. Mas a composição chama atenção para as cores da uma coleção, para a sensação de primavera que a marca quer passar. 

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É uma pena que as marcas aqui não invistam tanto em vitrine temáticas e criativas. Ok, é um investimento caro fazer algo assim, mas chama uma super atenção para a marca. Eu particularmente acredito que a vitrine não precisa o tempo todo, necessariamente, ser um local para expor um produto para venda. Ela pode ser um veículo para comunicar uma ideia, uma campanha, um lifestyle. Nem sempre o que tem que estar na vitrine é o produto que precisa vender. Às vezes vale mais a pena colocar algo que encante, que faça o olho de quem está passando brilhar e ele se identifique com aquilo a ponto de querer entrar e ver mais do que você tem para oferecer. #ficaadica

O site windowswear.com é uma base de imagens, com fotos de inúmeras vitrines espalhadas pelas principais capitais da moda e serve de pesquisa e inspiração para os associados ao site. Siga no insta: @windowswear

Estudos, Moda

Diário de uma estudante de Moda 4.3

Nem sei por onde começar! Sabe quando você tenta seguir o cronograma, se organizar para não deixar acumular nada, mas mesmo assim as coisas vão embolando? Pois é, assim eu me encontro.  Acho que a estreia do Coletivo Minissaia, somado a esse início de trabalho de conclusão de curso me deixou fora do eixo e agora me dei conta que tem taaaanta coisa para fazer desse trabalho que não não sei por onde começar.

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Imagem meramente ilustrativa: Shutterstock

Eu tenho que criar uma marca e para ela, uma coleção. Mas isso aí, que pode parecer o começo, na verdade é o meio pro fim. De começo mesmo, a gente tem que pesquisar. Estudar marketing, definir público alvo, pesquisar dados, fazer esboço de modelo de negócio e painel de cenário de mundo. Eu já tenho uma ideia do que vai ser: quero criar uma multimarcas online, para vender marcas de médio e pequeno porte que produzam produtos artesanais, de estética limpa, minimalista, atemporal. Já conversei com os professores de Desenvolvimento de Negócios e Marketing, que gostaram da ideia, mas ainda é cedo para bater o martelo, muita coisa pode mudar.  É assim mesmo, a gente vem com uma ideia que acha massa, mas tem que ver se é viável, se tem demanda, se dá pra funcionar, porque se não dá, então melhor não continuar. Aí muda tudo e vai atrás de algo que seja rentável.

O primeiro passo por aqui está sendo definir público alvo. Ainda essa semana preciso fazer o exercício que a professora de marketing passou. Hoje, mostrei um esboço do meu Canvas para o professor de negócios, e tava ok, mas dá pra melhorar. E hoje também tenho que dar conta de montar um painel com cenário de mundo, que vai servir para criar a coleção lááá na frente. E que se parar para pensar, também é mega útil na hora de criar a marca também.  Afinal, nada melhor que observar como o mundo está para perceber quais os desejos das pessoas e preparar uma marca que venha a suprir isso né? Porque a gente acha que as ideias nascem da inspiração divina, mas nem é! As coisas funcionam melhor quando a ideia nasce de uma pesquisa, de uma base de informações que você já tem. Muito mais fácil identificar uma demanda e criar algo pra supri-la que criar algo do nada e depois ter que criar uma demanda para essa coisa.

Considerando que a gente anda vivendo um momento de crise econômica e as pessoas tem procurando comprar menos e melhor, buscando alternativas mais conscientes para o consumo, incentivando marcas que agem localmente, de forma artesanal, acho que é uma hora propícia para a minha ideia. Mas só os números poderão dizer isso… aguardem cenas dos próximos capítulos. Por enquanto, não tem fotos de bastidores para mostrar, já que tudo se resumo a papéis, números e planilhas. Semana que vem volto com o cenário de mundo e definição de público alvo prontos!   ;)

Compras, Mercado, Moda

Las Conchitas, acessórios de cabeça.

Carnaval é época de caprichar na produção, botar a melancia na cabeça e sair linda e colorida para curtir a folia. Por isso, não poderia haver melhor oportunidade para apresentar aqui no blog a Las Conchitas, marca de acessórios de cabeça.

A ideia de surgiu no Carnaval passado, quando as sócias Paula Quintella e Tati Vitória sentiram falta de acessórios mais ousados e coloridos para incrementar o look de uma forma fora da comum. Então nasceu as Las Conchitas, inspiradas em figuras como Carmen Miranda e Frida Kahlo, mulheres fortes que apostavam nas colorido das flores e frutas para afirmar sua imagem.

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Fotos: @cella_figueiredo para @correio24horas

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Fotos: insta @laschoncitas_

As meninas são responsáveis dor desenvolver todas das peças e elas mesmo põem a mão na massa para produzir artesanalmente as tiaras, pentes, fivelinhas e demais assessórios que compõem o portfólio da marca. Os materiais, em sua maioria, vem de fora de Salvador, que é para garantir um diferencial nos produtos. O painel de inspiração conta com imagens do Pinterest, revistas e editoriais de moda, clipes de músicas e tudo mais que tem um quê de ousadia fashion.

Esse período do ano é perfeito para dar um up nas vendas marca e um monte de gente bacana já está desfilando de Las Conchitas por aí.  O Caderno Bazar do Jornal Correio fez um editorial maravilhoso com algumas peças da marca (olha as fotos aí em cima!) Semana passada fui à um festinha pré-carnaval e junto com as meninas do #coletivominissaia apostei nos acessórios de cabeça para dar um tchan no look: fui com as fivelinhas de orquídeas da marca. Apesar das frutas e flores enormes, as orquídeas e outros acessórios mais discretos – a exemplo da linha party – dá para usar o ano todo.

A marca não tem planos de loja física ou e-commerce, mas elas estão presentes em algumas feirinhas que vêm acontecendo na cidade: Festival Foodstock e Feira Tropical. E você pode comprar pelo instagram e whatsapp da marca. Especialmente neste período Carnaval, elas vão estar também na The Finds do Rio Vermelho. ;)

Muito bom ver gente bacana empreendendo moda nesta cidade, trazendo coisas bacanas e diferentes! Aqui no blog, a gente super apoia!!

Siga: @lasconchitas_