Arquivos da categoria: Mercado

Mercado, Moda

Quatro modelos negras e baianas para seguir no instagram

Esse mês, três importantes revistas de moda brasileiras estamparam suas capas com modelos negras: a angolana Maria Borges na Elle, a porto riquenha Joan Smalls na Vogue e a brasileira Nayara Oliveira na L’Officiel. Apesar das publicações terem recorrido a duas estrangeiras, a gente sabe que o que não falta aqui no Brasil são lindas modelos negras, do mais variados estilos, especialmente aqui na Bahia. Daria para fazer um casting de desfile inteiro! Como aconteceu com o Afro Fashion Day. Então listei quatro modelos negras baianas para vocês conhecerem e seguirem no instagram!

Ana Flávia Foncesa (@anaflaviacfs)

ana_flavia_fonseca_modelo_2

 

Foto: Elle Brasil

No final do ano passado, Ana Flávia se tornou a primeira modelo negra e nordestina a vencer uma final do Supermodel of the World – concurso criado há 34 anos no país – e ganhou um contrato de quatro anos com a Ford Models.

Pense aí que em trinta e quatro anos, quantas meninas já passaram por essa competição e nesse tempo todo nunca uma negra havia ganhado? Pois é.

A primeira vez que ela pisou em uma passarela foi no Afro Fashion Day, desfile realizado pelo jornal Correio aqui em Salvador para celebrar o Dia da Consciência Negra. Hoje, Ana já tem passagem pela São Paulo Fashion Week e Dragão Fashion, estampou capa da Elle, e já uma temporada em Paris. E é só o começo, ela tem muito mundo para ganhar e divide com a gente no seu perfil algumas fotos dessas experiências todas.

Layza Silva (@layzasilvasilva)

layza_silva_modelo_2

 

Foto: One Models

Layza é um rosto conhecido para quem acompanha o mercado de moda aqui em Salvador. Com um beleza exótica, já que ostenta uma estilosa cabeça raspada, a gente pode vê-la em ação em ensaios para várias marcas baianas: Candida Specht, Porto de Biquini, Soul Dila e Frésia, além de também ter desfilado no Afro Fashion Day.

Para mim, uma das modelos mais expressivas e fotogênicas que a gente encontra nessa cidade..  No insta dela tem vários desses trabalhos, onde a gente confere o quanto ela fotografa bem demais!

Suzana e Suzane Massena (@suzana_massena / @suzane_massena)

suzana_e_suzane_massena

 

Foto: Reprodução

Já contei um pouco da história das duas aqui no blog. Hoje elas estão em carreira internacional com a experiência de quem já esteve nas passarelas de São Paulo, Rio e Nova York. Além de fotos para Farm, Canal Vogue Brasil, Vogue Japão (com a Anna Dello Russo!), entre outras. Nos dois perfis a gente vê um um pouco dos trabalhos, das viagens pelo mundo e dos dias de descanso aqui em Salvador.

Mercado, Moda

Mia, marca baiana especializada em camisas femininas.

Um das coisas mais comuns no meio da moda, é gente que veio de outras formações profissionais porque, apaixonado por moda,  resolveu investir e empreender na área. É o caso das sócias da Mia, marca baiana especializada em camisas femininas. Paula é relações públicas, Ciça é administradora e Kika é publicitária, mas antes de tudo, são amigas de infância que realizaram o sonho de criar algo juntos. “Passamos de consumidoras a produtoras e é completamente diferente. Lidamos agora com o lado business da moda, mas que com certeza o fato de sermos consumidoras nos dá um know-how muito bom”, conta Paula.

vistamia_01

Em Salvador, fazer moda não é fácil, e as meninas participam de todo o processo: “Colocamos a mão na massa – pesquisamos modelos, compramos tecidos e levamos tudo para um atelier que faz a pilotagem e os modelos começam a ganhar vida. É um prazer imenso participar de todas as etapas do processo. Lembrando que tudo é feito aqui em Salvador“. O projeto começou em março do ano passado e já está no quarto lote de produtos. Isso porque as camisas tem quantidade limitada, ou seja, não tem muita chance de você se esbarrar com alguém com a roupa igual a sua por aí. Além de ter um produto que é feito e pensado individualmente, com carinho e voltado para as necessidades da cliente da marca, material e mão de obra local são valorizados e fomentados, o que é maravilhoso para o mercado de moda na cidade! <3

d419ba_08cb1c9474e5477793ca5da03a2d25d1-mv2_d_1962_1400_s_2

A proposta é oferecer uma moda acessível, com preço justo e modelos que possam ser usados nas mais diversas ocasiões – da reunião ao happy hour. Segundo as sócias, “não dá mais para ter aquela roupa que seja só de trabalho e outra só de passeio. Tudo que fazemos é pensando nessa flexibilidade dos momentos diferentes do dia e da vida, né?“.

A receptividade foi tão boa que além de encontrar a Mia em eventos de moda na cidade, como o Pop Up Shop, você pode comprar online, através do e-commerce da marca, que cresce cada dia mais. “Estamos muito felizes. Fazemos o que amamos e até mesmo os problemas que enfrentamos são resolvidos com uma energia diferente, sabe? O feedback das pessoas só mostra o quanto estamos no caminho certo. Acredito que a nossa satisfação pessoal faz com que nosso empenho e dedicação seja cada vez maior. “

Valorização da mão de obra local + comércio justo + slow fashion. Olha quanta coisa bonita que em uma mesma marca! Vale a pena conhecer! <3

Siga:  vistamia.com.br | @vista.mia 

Para conhecer outras marcas baianas:

Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana.

Las Conchitas, acessórios de cabeça.

Mercado, Moda

Slow Fashion: desacelerando a moda

Talvez você não tenha ideia, mas uma das maiores cadeias de produção têxtil do mundo, a Zara, pode levar apenas duas semana para criar um coleção inteira e distribuí-la em suas lojas mundo afora. Uma marca de luxo como a Chanel, por exemplo, desenvolve até sete coleções no período de um ano. Recentemente, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, deixou o seu posto alegando que precisava de mais tempo criar. Esses são apenas alguns fatos que demonstram que não importa se a roupa custa 50 ou 50 mil reais, o ritmo está frenético em toda a indústria da moda. E isso não é saudável, nem para quem faz, nem para quem consome.

slow-fashion-01

Essa enxurrada de novas tendências e novos produtos a cada temporada – e elas são muitas agora: verão, alto verão, cruise, resort, pre-fall, inverno, etc – se sustenta de uma cadeia produtiva cruel. Cruel com a natureza, com o mercado, com a mão de obra. A gente sabe que para que blusinha que compramos na loja de departamento custe R$29,90, ela foi feita com uma material sintético – que nada contribui para o meio ambiente -, em um sistema de industrial de produção em massa – que não favorece a qualidade do produto – e por uma mão de obra maltratada, sem direitos trabalhistas, ganhando uma miséria em algum país asiático. E o fato é que a gente compra sem parar para pensar nisso, porque não temos o hábito de ser consciente do que estamos consumindo.

Sempre que um movimento, neste caso o fast fashion, surgido na década de 90, chega ao seu auge, a própria sociedade começa uma reação natural a essa saturação. Assim o slow fashion nasce como uma contra cultura ao consumo desenfreado e inconsciente de produtos de moda. O termo, criado pela consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion de Londres, Kate Fletcher, foi inspirado no movimento do slow food, que busca o prazer de apreciar sem pressa a comida típica de cada local, feita com ingredientes regionais.

Na moda, o movimento slow vai além de desacelerar a produção. Para quem faz, tem a ver com respeitar o tempo do processo criativo para criar produtos atemporais, feitos com qualidade, para permanecer por muito tempo no armário de quem compra. É também aproveitar recursos e mão de obra local, fomentando o mercado da região e respeitando as leis trabalhistas. É buscar matéria prima durável, minimizando ao máximo os impactos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. Para o consumidor, é escolher com consciência o que vai adquirir e se precisa mesmo adquirir, é conectar-se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto, como e com o que ele feito.

O movimento resgata o fazer manualmente, onde o produtor tem total domínio do processo de criação e execução do produto e essa informação faz toda a diferença para o consumidor. É um lifestyle, onde as pessoas optem pela qualidade em detrimento da quantidade, as roupas duram muito mais e isso faz com que ao comprar a gente acabe buscando por itens que realmente tem a ver como nosso estilo de vestir e não por tendências passageiras. Por consequência, a gente acaba aproveitando melhor cada compra, utilizando o produto bastante o produto até o final do seu tempo de vida útil e gerando menos resíduos na natureza.

E aí você se dá conta que tem tudo a ver que estejamos buscando um consciência de menos consumo justamente quando o mundo está em crise econômica! Coincidência, né? Não! O que gente veste é reflexo do movimentos sociais e acontecimentos da nossa época. Faz todo sentido!

Texto postado originalmente no site Dois Terços em Fevereiro de 2016.

 

Mercado, Moda

Ana Fernanda, consultora de imagem e estilo

Dentre a várias possibilidades de trabalho que a Moda oferece, consultoria de moda e estilo é uma das mais conhecidas. Acho que só perde mesmo para estilista! Não é uma área fácil aqui em Salvador, mas tem gente que adora e aposta na profissão, como é o caso da Ana Fernanda. 

consultora_de_imagem_ana_fernanda_profissao_salvador_03

A gente tem uma história mais ou menos parecida porque ela também tem uma outra formação profissional anterior à Moda. A Ana é jornalista e trabalha em horário comercial com o terceiro setor e nas horas vagas ela atende às suas clientes da consultoria de imagem. A dedicação à moda não é total ainda, não dá para viver só dela. Além disso, Ana passou por questionamentos do tipo “será que é certo deixar de lado uma carreira mais tradicional e já consolidada para tentar algo novo?”, “o que as pessoas vão falar?”.  Mas passado esses obstáculos, ela optou por seguir o seu sonho e encarar o mercado de Salvador, que não é muito aquecido, mas tem sua demanda.

Ana explica que escolheu por atuar neste área pois entendia que mesmo a cidade não sendo um polo têxtil e não tendo uma efervescência fashion, sempre vai haver pessoas que desejam identificar e aperfeiçoar seus estilos para a carreira ou mesmo para a vida pessoal. Hoje, ela trabalha com um público que em sua maioria é formado por mulheres comuns, já no mercado de trabalho, com uma vida corrida e que não tem muito tempo ou segurança para cuidar do próprio estilo, mas precisa de uma boa apresentação.  “São pessoas que precisam aprender a se vestir melhor para uma entrevista de emprego, que vão mudar de cidade e precisam de um novo guarda-roupa, que trocaram de carreira e querem adequar seu guarda roupa a este novo cargo, que vão viajar para o exterior no frio e não sabem arrumar uma mala.”

consultora_de_imagem_ana_fernanda_profissao_salvador_02

O trabalho segue um roteiro mais ou menos comum a todos os atendimentos: uma entrevista inicial com o cliente, para identificar a sua demanda. Então, ela elabora um plano de ação, que pode ser:  identificação do estilo pessoal (o que eu gosto x o que eu preciso usar), analise de silhueta e analise de coloração pessoal; composição de looks; lista de compras para potencializar o que já tem, ou tudo isso junto. Então ela apresenta um cronograma de encontros para trabalhar as questões com o cliente.  Ana conta que a lista de compras é a última hipótese, pois ela prefere trabalhar com suas clientes “a olhar com mais consciência para o que tem no guarda-roupa, mais consciência no comprar e no vestir.Ao final, todo mundo sempre recebe um produto que sirva como material de consulta, que pode ser uma paleta de cores, um lookbook, um caderno de orientações de como se vestir. E ela fica sempre a disposição para eventuais dúvidas e até gosta de receber esse feedback das clientes. “É interessante ter um acompanhamento, um retorno das clientes pós consultoria, para saber se aquilo esta funcionando na vida real.

Para quem gostaria de seguir a carreira, a dica é estar sempre estudando. Ela acredita que não existe um curso ideal, cada uma dá uma bagagem diferente, um conteúdo específico. É importante ampliar o repertório imagético, além da área de moda, não ter preconceitos. “Nem sempre o seu estilo é o da cliente, é preciso encontrar esse lugar de respeito ao .gosto da cliente, O que vale é o conforto da cliente, a prioridade é ela, não você.

consultora_de_imagem_ana_fernanda_profissao_salvador_01

Além de tudo isso, Ana ainda compartilha seus conhecimentos com um evento mensal lindo chamado Oficina de costura básica Justa Saia: moda, costura e sustentabilidade. Um bate papo sobre o impacto da industria da moda, ao mesmo tempo que cada uma costura sua própria saia, e que acontece no terceiro final de semana de cada mês. Ela sempre passa todas as informações no seu blog, onde você também encontro dicas e textos sobre também: canseideserbasica.com.br. Vai lá visitar e conhecer mais sobre a Ana! ;)

Fotos: Reprodução

Para conhecer mais profissionais de moda em Salvador:

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Suzana e Suzane Massena, modelos.

Mercado, Moda

#followfriday: Textile Industry

Sabe aquela hashtag do Instagram, que toda sexta feira a gente usa para indicar um perfil legal de seguir? Sou totalmente a favor de usar ela na vida toda! Quando a gente encontra algo muito legal, que pode ser útil a outra pessoas, temos mais é que compartilhar a informação. É bom para quem recebe a indicação, pois conhece algo novo, é bom para quem é indicado, porque ganha novos seguidores, e bom para quem indica, porque eu acredito muito que o mundo manda de volta para gente aquilo que a gente emana. Assim, vamos de #fallowfriday hoje, indicando um site muito bom para quem trabalha com moda, o Textile Industry.

textile-industry-site

Não me lembro como descobri esse site, provavelmente algum amigo compartilhou algum link deles no Facebook e eu acabei parando lá. E porque eu gosto tanto? Porque ele é um super Portal de Informações Têxteis e do Vestuário do Brasil. Lá você encontra um compilado de links para as mais variadas notícias sobre negócios de moda: novidades das marcas, notícias econômicas na área, dicas de estilo, informações sobre moda sustentável e novidades tecnológicas, tendências, História da Moda. Enfim, uma infinidade de assuntos, todos os dias, para te deixar informada nas mais variadas vertentes do mundo fashion.

Ele é na verdade um fórum de discussão, onde todos os participantes podem colaborar enviando notícias, propondo debates, interagindo entre si. Tem também uma sessão de classificados, onde você pode procurar por produtos ou serviço do setor.  Mas eu uso mesmo é o compilado de notícias, que você pode ver no próprio site, ou como eu, receber no email. Todos os dias eles mandam os resumos das notícias.

A cara do site não é muito agradável, na verdade o layout é super cru, chega a ser feio. Mas o conteúdo vale a pena!

Mercado

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Multitarefas é uma boa palavra para descrever Fagner Bispo. Quando comecei a escrever o título do post fiquei muito na dúvida de como intitulá-lo, já que ele faz mil e uma atividades: estilista, produtor de moda, stylist, figurinista, cenógrafo e vitrinista.

Eu o conheci durante a minha primeira participação na feira Expo de Moda, como estilista – ele apresentava suas criações nos desfiles da feira -, cenógrafo – era responsável pelo cenário da passarela – e produtor de moda – cuidava da pós produção dos desfiles das blogueiras. De lá para cá são alguns anos encontrando com ele em todas as edições do evento e em outros Salvador afora.  Fagner é figura certa no cenário de moda da cidade então não tinha como não convidá-lo para participar dessa minha série de posts sobre profissionais de moda baianos.

Moda e arte no começo da carreira

O curioso é que apesar de hoje estar totalmente envolvido no mundo  da moda, essa não era a sua pretensão incial. Com formação em Belas Artes pela Universidade Federal da Bahia – UFBa, Fagner queria trabalhar com artes e desenhos. Mas ainda na faculdade, conheceu a Cavalera e se encantou com o universo pop art que a marca trazia para seus produtos. Em 2002, a convite deles foi assistir o desfile na SPFW e na correria frenética do bastidores se deu conta de que queria viver daquilo. Então, se juntou a duas colegas na faculdade – que já tinham formação em moda – em um projeto para participar do Concurso de Novos Talentos do Barra Fashion. Sua função era apenas fazer as estampas, mas se envolveu tanto que acabou virando co-criador. Criaram uma marca chamada Telúrica, onde permaneceu trabalhando até 2007, quando decidiu seguir sozinho e deixou a marca para desenvolver projetos individuais.

fagner_bispo_02

Nos bastidores do Bahia Moda Design e com criação sua na passarela da Expo de Moda

As múltiplas atividades

Foi nessa época que produção de moda começou entrou na sua trajetória, em trabalhos ao lado de Tininha Viana, top produtora de moda em Salvador. Bahia Moda Design, Barra Fashion, Sarau do Brown, Expo de Moda e outros eventos importantes da cidade contaram com a participação do produtor. Hoje, ele é também o responsável pelo figurino do programa Clube da Alegria apresentado por Carla e em parceria com uma amiga, a Talita Sylos, e faz a produção de moda e figurino do cantor Xanddy, do Harmonia do Samba, além de assinar cenografia para vitrines em lojas como a Boah e a Vivire.

fagner_bispo_01

fagner_bispo_03

Preparando a vitrine da Vivire, as bolsas da série Não Tive Grana e em participação no programa Expresso da Moda da Rede Bahia

A faceta estilista a gente pode conferir todos os anos nos desfiles de abertura das feiras Expo de Moda e Made in Bahia, e com sua coleção de bolsas “Não tive grana. “A série de bags NÃO TIVE GRANA surgiu de uma brincadeira, queria presentear os amigos e parceiros de trabalho no Natal, mas estava sem dinheiro para tantas lembrancinhas” explica o estilista. “A intenção era fazer algo divertido, debochado, que são características marcantes em meus trabalhos, mas que ao mesmo tempo trouxesse também uma reflexão sobre consumo consciente.” Muito em breve, uma nova versão deve ser lançada.

Para quem quer trabalhar com moda em Salvador.

O mercado de moda em Salvador é complicado, mas Fagner acredita que isso acontece em todas as áreas, que tem que correr atrás. “Se a gente não fizer as oportunidades, não vai cair do céu. Eu sempre corri atrás, nada apareceu do acaso“. As dicas para quem quer aventurar nesse mercado? “O que vale é a persistência. Estude, acompanhe o que está acontecendo no mundo de uma forma geral, não só no contexto de moda, mas no contexto de arte e cinema, porque querendo ou não tudo envolve.”

Fotos: arquivo pessoal

Conheça outros profissionais e marcas de Moda em Salvador:

Suzana e Suzane Massena, modelos.
Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana. 
Compras, Mercado, Moda

Las Conchitas, acessórios de cabeça.

Carnaval é época de caprichar na produção, botar a melancia na cabeça e sair linda e colorida para curtir a folia. Por isso, não poderia haver melhor oportunidade para apresentar aqui no blog a Las Conchitas, marca de acessórios de cabeça.

A ideia de surgiu no Carnaval passado, quando as sócias Paula Quintella e Tati Vitória sentiram falta de acessórios mais ousados e coloridos para incrementar o look de uma forma fora da comum. Então nasceu as Las Conchitas, inspiradas em figuras como Carmen Miranda e Frida Kahlo, mulheres fortes que apostavam nas colorido das flores e frutas para afirmar sua imagem.

las_conchitas_1

Fotos: @cella_figueiredo para @correio24horas

las_conchitas_2

Fotos: insta @laschoncitas_

As meninas são responsáveis dor desenvolver todas das peças e elas mesmo põem a mão na massa para produzir artesanalmente as tiaras, pentes, fivelinhas e demais assessórios que compõem o portfólio da marca. Os materiais, em sua maioria, vem de fora de Salvador, que é para garantir um diferencial nos produtos. O painel de inspiração conta com imagens do Pinterest, revistas e editoriais de moda, clipes de músicas e tudo mais que tem um quê de ousadia fashion.

Esse período do ano é perfeito para dar um up nas vendas marca e um monte de gente bacana já está desfilando de Las Conchitas por aí.  O Caderno Bazar do Jornal Correio fez um editorial maravilhoso com algumas peças da marca (olha as fotos aí em cima!) Semana passada fui à um festinha pré-carnaval e junto com as meninas do #coletivominissaia apostei nos acessórios de cabeça para dar um tchan no look: fui com as fivelinhas de orquídeas da marca. Apesar das frutas e flores enormes, as orquídeas e outros acessórios mais discretos – a exemplo da linha party – dá para usar o ano todo.

A marca não tem planos de loja física ou e-commerce, mas elas estão presentes em algumas feirinhas que vêm acontecendo na cidade: Festival Foodstock e Feira Tropical. E você pode comprar pelo instagram e whatsapp da marca. Especialmente neste período Carnaval, elas vão estar também na The Finds do Rio Vermelho. ;)

Muito bom ver gente bacana empreendendo moda nesta cidade, trazendo coisas bacanas e diferentes! Aqui no blog, a gente super apoia!!

Siga: @lasconchitas_

Mercado, Moda

Suzana e Suzane Massena, modelos.

Para esse novo ano do blog, uma das minhas vontade era de trazer um conteúdo voltado para o mercado de moda em Salvador. Falar das marcas e profissionais daqui, contar um pouco dessas história. Para a estreia desse projeto tive a alegria de contar com a participação de não somente uma, mas duas profissionais baianas que estão trilhando um belo caminho nesse mundo que a gente adora. Convidei as modelos e gêmeas Suzana e Suzane Massena para contar um pouco sobre o trabalho e a história delas.

Acredito que não seja muito fácil ser modelo aqui em Salvador. O mercado é pouco aquecido, não se vê muitas marcas locais – que já são poucas, a maioria é franquia – investindo em campanhas e editoriais. Os veículos de comunicação voltados para a moda também são poucos e aí só sobra o mercado publicitário, que não é bem o que um modelo fashion quer, né? Daí que quando a gente vê alguém se destacando e fazendo bons trabalhos é de se admirar! É o caso de Suzana e Suzane.

massenas01

Elas são gêmeas e isso por si só já uma coisa que chama atenção. E são negras, com olhos puxados e um lindo cabelo black, características que infelizmente não se vê muito nas revistas e passarelas afora. Talvez por isso elas chamaram a atenção de Anna Dello Russo e ficaram para os quatro dias de ensaio – elas tinha sido chamadas para apenas um – que a editora da Vogue Japão fotografou em Salvador, no início de 2013. O resultado foi conferido nas edições de fevereiro de 2013 das Vogue Brasil e Japão. Em maio do mesmo ano foi a vez de fotografar ao lado de Naomi Campbell também para a Vogue Brasil.

massenas03

 

O começo

Mas a história não começa aí, não. Desde pequenas elas já tinham o sonho de seguir os passos da irmã mais velha, Suellen, também modelo. Aos 11 anos elas a acompanhavam nos testes e participavam de concursos de beleza. “Começamos com os concursos de beleza black mirim, fazíamos bastantes desfiles! Eram simples mas muito importante para nós que tínhamos um sonho de se tornar uma modelo reconhecida e de fazer grandes desfiles“, explica Suzana.

Aos quatorze anos, o destino deu um super empurrãozinho na carreira das meninas quando a produção da Xuxa – essa mesma, a rainha dos baixinhos – estava a  procura de meninas com o sonho de seguir carreira de modelo. Elas receberam o convite para desfilar no Monange Dream Fashion Tour e ainda ganharam de presente um book, que foi realizado em São Paulo.

Eu bem me lembro quando comecei a participar dos primeiros desfiles da Made in Bahia e Expo de Moda aqui em Salvador. Elas eram super disputadas, todo mundo queria as gêmeas para desfilar. Em pouco tempo já não tínhamos mais porque disputar já que as meninas foram para São Paulo e daí um monte de coisa boa foi aparecendo.

massenas02
Capa da Elle South Africa e editorial na Marie Claire também sul africana.

 

Os trabalhos e planos para o futuro

Elas já estiveram – e ainda estão! – nos lookbooks da Farm, nas passarelas do Fashion Rio e São Paulo Fashion Week, Semana de Moda de Nova York, e uma recente temporada na África do Sul rendeu muitos trabalhos, entre eles a capa desse mês na Elle e um editorial na Marie Claire naquele país. “ A experiência de conhecer outros países é incrível, você aprende línguas e culturas diferentes e a conviver com pessoas com costumes diferentes do seu“, conta Suzana.

Quando pergunto quais o próximos passos e trabalhos que vêm pela frente Suzana diz que a ideia é “prosseguir com a carreira internacional e levar meus pais para morar conosco em São Paulo“. Quanto aos trabalhos, “preferimos fazer um pouco de suspense e nunca mostrar antes do tempo. Mas vem coisa boa por ai!” A gente fica muito na torcida para ver essa dupla cruzando as passarelas internacionais e estampando páginas e capas das revistas gringas!

Para acompanhar o trabalho das meninas, você pode curtir a fanpage delas no Facebook (aqui).

Mercado, Moda

#fallowfriday: Costanza Who?

O Carnaval finalmente acabou e aos poucos – bem pouco mesmo – a gente vai voltando ao ritmo normal. O fato é que hoje é quinta, e amanhã é praticamente final de semana, então nem deu para pegar no tr  anco ainda. Mas como eu disse que íamos voltar à ativa hoje por aqui, vim cumprir minha palavra. Afinal, quase cinco dias off line é muito, né?

Como não deu tempo de fazer pesquisas para um post cheio de dicas e fotos, resolvi retomar a rotina com uma dica só, mas muito boa, viu? Se você gosta de moda e quer trabalhar na área, não pode deixar de acompanhar o Costanza Who?, blog da jornalista Marina Espíndola, que também é assessora de imprensa da Maison Honey Pie.

costanza-who-blog02

Porque vale a leitura? Porque ela traz ótimas entrevistas com profissionais de diversas áreas da moda, o que ajuda muito a conhecer o universo, rotina de trabalho, trajetória, dificuldades e experiências dessa galera. É para acabar com aquela ideia falsa de que moda é muito glamour e vida fácil. Não é mesmo! E para quem ainda está em dúvida de que ramo seguir nesse mundo cheio de possibilidades, ter uma ideia de como cada profissional trabalho, como começou e como chegou lá, inspira e ajuda demais a decidir o nosso caminho. Minhas entrevistas preferidas são as do Fashion Lawyer André Mendes, das meninas do Oficina de Estilo e da Camila Salek, diretora de visual mershandising.

costanza-who-blog01

Além disso, tem a coluna de novo talentos, que traz o trabalho de jovens estilistas e modelos, e a Behind the Scenes, que mostra os bastidores de empresas do ramo, como por exemplo a redação do site Chic, a agência de modelos Ford Models e o e-commerce Style MarketOu seja, muito material interessante para ler, se informar e se entreter. Vale ou não a visita? ;)

Site: http://costanzawho.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/costanzawho

Mercado, Moda, Sem categoria

Lane Marinho: sapatos artesanais

Há algum tempo eu queria usar o blog para falar um pouco de marcas e lojas legais aqui da minha cidade. Mas trabalhando em horário comercial, eu nem tinha muito tempo para procurar e visitar lugares novos. Nessa nova fase do blog – onde eu tenho mais tempo para me dedicar – vou tentar pesquisar e trazer pro blog o além do habitual. A gente já conhece e sabe de muitas lojas virtuais e reais que aprecem sempre nas postagens – porque é onde eu e a Bruna sempre compramos ou porque muita gente compra e a gente sabe que é de confiança. Mas vamos expandir os horizontes, né?

A gente começa com a talentosíssima Lane Marinho, minha conterrânea, artista plástica e artesã de sapatos incríveis!  Conheci o trabalho dela através de uma reportagem da Glamour Brasil e aí fui procurar o perfil dela no Instagram (siga @lanemarinho). Esses dias ela apareceu no perfil do Oficina de Estilo e fez o maior sucesso com as seguidoras! Também, não tinha como ser diferente e vocês vão entender porquê.

lane-marinho01

Lane trabalhou como designer de sapatos por nove anos, em marcas como Grendene e grupo Arezzo. Mas o desejo de trabalhar com o artesanal e lidar com todo o processo de criação – do início ao fim – fez Lane abrir seu próprio ateliê em São Paulo. Ela cuida de tudo sozinha (desenho, modelagem, corte, montagem..)  e cada calçado leva no mínimo dois dias para ficar pronto. As pedras, corais, conchas e tudo mais que ela usa na criação do produto é natural. Gente, é muito lindo!

lane-marinho02

lane-marinho03

Os calçados são feitos sob encomenda, pelo email lanemarinho@gmail.com ou pelo telefone (011) 97270-6603. E quem quiser acompanhar o trabalho da Lane, o perfil dela no Instagram é recheado de inspirações e outros trabalhos, porque ela também pinta lindos quadros.

A composição das sandálias fica tão bonita e diferente da maioria dos sapatos que a gente vê por aí. É um conjunto de cores e materiais que tem a cara do verão! Mas, mais do que isso, o produto é especial porque é feito com muito carinho, para cada uma das clientes. Olha o que a Lane contou para o blog da Consuleo Blocker: “Faço os sapatos para o cliente, como se fosse pra mim. Acho importante o cliente perceber essa paixão que tenho por fazer o que faço, caso contrário o produto não tem vida”. Tudo fica mais precioso porque cada par é feito especialmente para aquela pessoa, né? É um trabalho incrível, de quem ama o que faz e faz com todo o cuidado. Uma sandália assim é mesmo um item para guardar e usar com carinho e apego sentimental, né? Quantas peças no seu armário você pode dizer que foi feita especialmente para você?

lane-marinho04

A Lane também tem um super cuidado na hora de fotografar, montando um cenário especial, que deixa o produto mais bonito ainda! Mesmo para quem ainda não pode ter um peça tão especial no guarda-roupa – custam entre R$500 e R$600 – vale a pena acompanhar o trabalho da Lane para se inspirar. É muita cor, forma e beleza!

Fotos: @lanemarinho