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Mercado, Moda

Quatro modelos negras e baianas para seguir no instagram

Esse mês, três importantes revistas de moda brasileiras estamparam suas capas com modelos negras: a angolana Maria Borges na Elle, a porto riquenha Joan Smalls na Vogue e a brasileira Nayara Oliveira na L’Officiel. Apesar das publicações terem recorrido a duas estrangeiras, a gente sabe que o que não falta aqui no Brasil são lindas modelos negras, do mais variados estilos, especialmente aqui na Bahia. Daria para fazer um casting de desfile inteiro! Como aconteceu com o Afro Fashion Day. Então listei quatro modelos negras baianas para vocês conhecerem e seguirem no instagram!

Ana Flávia Foncesa (@anaflaviacfs)

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Foto: Elle Brasil

No final do ano passado, Ana Flávia se tornou a primeira modelo negra e nordestina a vencer uma final do Supermodel of the World – concurso criado há 34 anos no país – e ganhou um contrato de quatro anos com a Ford Models.

Pense aí que em trinta e quatro anos, quantas meninas já passaram por essa competição e nesse tempo todo nunca uma negra havia ganhado? Pois é.

A primeira vez que ela pisou em uma passarela foi no Afro Fashion Day, desfile realizado pelo jornal Correio aqui em Salvador para celebrar o Dia da Consciência Negra. Hoje, Ana já tem passagem pela São Paulo Fashion Week e Dragão Fashion, estampou capa da Elle, e já uma temporada em Paris. E é só o começo, ela tem muito mundo para ganhar e divide com a gente no seu perfil algumas fotos dessas experiências todas.

Layza Silva (@layzasilvasilva)

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Foto: One Models

Layza é um rosto conhecido para quem acompanha o mercado de moda aqui em Salvador. Com um beleza exótica, já que ostenta uma estilosa cabeça raspada, a gente pode vê-la em ação em ensaios para várias marcas baianas: Candida Specht, Porto de Biquini, Soul Dila e Frésia, além de também ter desfilado no Afro Fashion Day.

Para mim, uma das modelos mais expressivas e fotogênicas que a gente encontra nessa cidade..  No insta dela tem vários desses trabalhos, onde a gente confere o quanto ela fotografa bem demais!

Suzana e Suzane Massena (@suzana_massena / @suzane_massena)

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Foto: Reprodução

Já contei um pouco da história das duas aqui no blog. Hoje elas estão em carreira internacional com a experiência de quem já esteve nas passarelas de São Paulo, Rio e Nova York. Além de fotos para Farm, Canal Vogue Brasil, Vogue Japão (com a Anna Dello Russo!), entre outras. Nos dois perfis a gente vê um um pouco dos trabalhos, das viagens pelo mundo e dos dias de descanso aqui em Salvador.

Estudos, Moda

Modlab, mais uma escola de moda em Salvador

Sem dúvidas, o assunto que mais rende emails e perguntas aqui no blog é sobre onde estudar moda em Salvador. E daquela época, quando fiz o primeiro post, para cá, muita coisa mudou. Algumas opções se foram, mas novidades surgiram e a Modlab é uma delas: mais uma escola de moda na cidade.

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O espaço surgiu em 2016 com o encontro de Gabriela e Amanda, que juntas pensaram em um local onde além de aulas de costura e bordado, também pudesse rolar oficinas, workshops e bate papos sobre moda consciente. Gabriela já tem a experiência de quem trabalhou por 08 anos em fábrica de vestuário e comanda o Ateliê Ponto Final, para ajustes, consertos e tingimentos.

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Em fevereiro desse ano elas abriram a primeira turma e de lá pra cá o espaço vem oferecendo cursos de costura, modelagem, bordados em pedraria, oficinas de ajustes, além de sediar bate papos sobre moda consciente, reaproveitamento de materiais e upcyling. O ModLab foi um dos locais onde aconteceu o Fashion Revolution Salvador.

Gabriela contou pra gente que a ideia é ter um laboratório para criar, produzir, desenvolver e discutir moda, estimular a criatividade e compartilhar ideia. O espaço é bem equipado e aconchegante, para todo mundo se sentir à vontade, em casa, para aprender e se divertir.

ModLabhttps://www.modlab.com.br/
Instagram - @modlabcursos
Endereço: Avenida ACM, 1.034, sala 209, ala B, Pituba Parque Center, Itaigara – Salvador –  Bahia. (71)  3491.0357

Para saber mais sobre estudos de moda:

Onde estudar Moda em Salvador

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Curso de Costura em Salvador – Ateliê Lull

Curso de Desenho de Moda no Senac BA

Diário de uma estudante de Moda

Moda, Notícias

Moda em Salvador – 18/11

E como a vida anda corrida e muita coisa acontecendo nessa cidade, não dá tempo de fazer um post específico para cada notícia. Então, que tal uma sessão reunindo várias novidades de moda na cidade? Vou tentar manter esse formato uma vez por semana, sempre na sexta. ;)

Domingo é dia de Afro Fashion Day

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Foto: Cella Figueiredo e Araponga 

Para celebrar o dia da Consciência Negra, 20/11, o jornal Correio* promove a segunda edição do Afro Fashion Day. Na verdade, durante todo esse mês de novembro já vem acontecendo diversas ações voltadas para essa celebração no espaço do evento no Shopping da Bahia – rolou bate papo do Coletivo Minissaia por lá ;) – e o grand finale fica por conta do desfile, às 18h na Praça da Cruz Caída. Ano passado eu não consegui prestigiar, mas esse ano estamos aí e de uma forma muito melhor: participando da produção! Então, aparecem por lá porque o desfile vai ser incrível! Casting lindíssimo, todo negro, looks super estilosos apenas com marcas baianas. Garanto que estamos deixando tudo muito lindo para vocês! Siga: @bazarcorreio

Novidades Miranda Estúdio

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Foto: Reprodução Instagram 

Depois do sucesso da coleção Tiébélé, parceria da Miranda com a The Finds e Soul Dila (que, inclusive, estará no desfile do Afro Fashion Day domingo), a marca vem cheia de novidades para 2017. Tem tshirt nova, chápeus de palha homenageando as praias da cidade e as lindas e super desejadas agendas, que esse ano tem capa bordada à mão! Tô aqui desejando loucamente essa azulzinha com a concha na capa! <3 À venda na The Finds e no instagram da marca. Siga: @mirandaestudio

Coleção White Party na The Finds

Falando em The Finds, a multimarcas lançou essa semana a coleção White Party, só com peças brancas, para não falta opção nesse réveillon! Mas corre porque as peças das meninas são sempre mega concorridas! À vendas nas duas lojas: Rio Vermelho e Villas do Atlântico. Os últimos dias estão tão movimentados por lá que semana passada também teve lançamento do LP Bahia Bass, parceria The Finds e dj Mauro Telefunksoul. Queria ter ido, mas a correria não me permitiu. Siga: @thefinds.

Made in Bahia 2017 em novo local

Depois de muitos anos participando do desfile dos fashionistas na Expo de Moda/Made in Bahia, esse ano eu vou tomar falta! :(  Estarei viajando bem no período do evento, mas vocês que estarão por aqui não podem perder essa edição! A feira se mudou para o Porto de Salvador, no Comércio e vai ter aquela vista linda da Baía de Todos os Santos. O tema deste ano é uma homenagem ao centenário do samba e contará com os traicionais de desfiles – o das bloggers é sempre no sábado, não esqueçam! – e 120 expositores. A 26ª edição da Made in Bahia acontece nos dias 24 à 29 de novembro,  dias úteis, das 13h às 21h, e no sábado e domingo, das 14h às 21h. Siga: @expo.made

Eventos, Moda

Minha primeira vez na SPFW

Há tempo que tento acompanhar as semana de moda mundo afora pela internet. É uma enxurrada de posts e fotos durante dias e a gente fica até perdida com tanta informação. Sempre gostei de ficar de olho no que as marcas e estilistas andam propondo, mas nunca tinha tido a oportunidade de ver de perto. Mas esse ano, aos 45 do segundo tempo, eu consegui dar um pulinho nesta edição da SPFW, graças a ajuda de um amigo (Fagner, eu te amo! kkkk) e aí acho que vale a pena dividir com vocês essa minha primeira vez no SPFW.

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Fotos: Agência Fotosite para FFW

Primeiro, eu achei que era mais difícil entrar no evento, mas quem tem amigo tem tudo nessa vida. Duas são as formas de adentrar o recinto: ou credenciado para trabalhar – jornalistas, maquiadores, modelos, equipe de produção – ou com convite para assistir o desfile.  A credencial necessariamente não te dá acesso à sala de desfile, apenas à área de convivência, backstage e sala de imprensa. Para assistir os desfiles é preciso ter o convite específico para cada um deles, que é distribuído pelas assessorias das marcas (para os jornalistas, clientes, celebridades, etc). Quando está chegando perto da hora do desfile, as assessorias distribuem o que eles chamam de convite standing, é um extra que fica lá no aguardo para o caso de ter espaço sobrando na sala. E foi assim que eu assisti o desfile do Vitorino Campos.

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Foto: Agência Fotosite para FFW

Mas antes de chegar no desfile, eu aproveitei para curtir o espaço. Passei pelos lounges dos patrocinadores, comi e bebi “de grátis“, encontrei um monte de amigo – vários baianos trabalhando por lá, mas não tirei foto com ninguém :( – e observei o movimento. Porque entre um desfile e outro, é massa acompanhar o que tá acontecendo do lado de fora da sala, onde as pessoas vida real circulam, os profissionais trabalham e muita coisa acontece. Essa edição foi incomum, um momento de transição – aquela história toda do see now buy now -, com uma estrutura menor, desfiles ocorrendo em outros espaços da cidade, mas com alguns acontecimentos muito emblemáticos (falo em breve sobre, em outro post).

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Foto: arquivo pessoal

Não pude conferir o backstage. Adoraria ver como acontece a mágica nos bastidores, mas fica para uma próxima oportunidade, espero. A sala de desfile não era enorme, aqui em Salvador já vi parecida, mas a estrutura de captação (vídeo e pit de fotógrafos eram bem melhor e maior).

O que eu achei? Eu amei! Talvez por ter sido a primeira vez, mas sei que tem gente que encara como algo comum. Para mim, foi um dia mega especial, de poder viver um pouco da moda em um ambiente mais pulsante que aqui na minha cidade. Acredito que uma edição nos padrões comuns, maior, acontecendo no prédio da bienal, com todos os lounges e eventos paralelos, seja mais bacana ainda. Fico na expectativa de no próximo poder ir novamente, dessa vez mais a trabalho que a passeio. Para quem gosta de moda (no sentido de trabalhar na área, não de apenas de saber o que está na moda para comprar roupa), uma semana de moda é sempre um lugar legal para estar e aprender. 

Filmes, Moda

Cine Vitrine: The Director

O fim de semana é a ocasião perfeita para curtir um filminho. E se você gosta de moda e quer aprender um pouco mais, a minha sugestão é de vez em quando trocar o romance/ação/suspense por um documentário sobre o assunto. A ideia da coluna Cine Vitrine é compartilhar com vocês sugestões de filmes sobre moda, que de alguma maneira acrescenta algum conhecimento, além de entreter. Para começar, vamos de The Director, documentário sobre a antiga diretora criativa da Gucci, Frida Gianinni.

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Para contextualizar, é importante falar um pouco da Gucci. Você provavelmente conhece ou ao menos já ouviu falar da marca. Italiana, criada em 1921, por Guccio Gucci em Florença, originalmente vendia apenas malas e acessórios de viagem em couro, fabricados artesanalmente pela família. Hoje, a marca conta com um portfólio de produtos muito maior e com alguns ícones como o mocassim, a bolsa de couro com alça de bambum e seus lenços de estampa floral. Antes de Frida assumir a marca, a criação já esteve nas mãos do também famoso Tom Ford.

Frida Gianinni, é italiana e começou a sua carreira como estilista na Fendi, sendo responsável pela linha ready-to-wear. Em 2002, ela entrou na Gucci como diretora da divisão de bolsas e com a saída de Ford em 2004, foi promovida a Diretora Criativa, cargo máximo de comando dentro na empresa. O diretor criativo é quem direciona toda a concepção e desenvolvimento das coleções, desde o comecinho, nas escolhas dos temas, passando por todo o processo de criação das peças, até o final, com a apresentação do produto em campanhas e desfiles.

E é justamente aí que está a graça do documentário! Durante 18 meses a equipe acompanhou Gianini e pôde registrar todo o processo criativo e bastidores dos desfiles masculino e feminino de verão 2012 da marca. Mostra entrevistas, reuniões com a equipe de criação, momentos do styling dos looks para os desfiles, os casting com modelos, até a entrada dos looks na passarela. Um mini reality show para quem tem a curiosidade de ver como funciona uma grande marca de luxo por trás das cortinas. Inclusive, no filme tem algumas passagens com o Alessandro Michelle, atual Diretor Criativo da marca, que assumiu o posto quando a Frida saiu em 2015. Na época, ele era o diretor de acessórios.

Christina Voros, diretora do filme, diz ter sentindo uma grande responsabilidade em gravar com Frida: ‘É sempre um pouco assustador, ainda mais quando a perfeição é o seu negócio. No entanto, uma vez que a confiança foi construída, fomos autorizados a observar e capturar momentos e lugares onde uma câmara nunca havia estado antes’.  O documentário tem produção de James Franco, na época, estrela da campanha masculina da marca, e estreou  no Tribeca Film Festival em 2013. Assisti pelo Netflix, com legendas em português.

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No começo eu achei o filme um pouquinho arrastado, mas depois ele desenvolve bem. E considerando que eu amo ver os bastidores da criação e de desfiles, para mim é 5 estrelinhas! ;)

Compras, Moda

06 marcas de sapatos artesanais

O grande barato da internet é a possibilidade de descobrir coisas, pessoas e marcas, que você nem imagina que existia! Nessa giro diário pelos perfis do Instagram, descobri marcas e ideias muito legais, e assim surgiu o post Seis Marcas Brasileiras de Bolsas Artesanais . Hoje a lista é com marcas que produzem outra paixão feminina: sapatos. A lista conta com seis nomes, todas trabalhando com sapatos artesanais.

  1. Lane Marinho 

Essa namoro é antigo, porque sigo Lane há tempos e fico namorando os sandálias – flats e de salto – incríveis que ela faz. Inclusive, aqui no blog tem um post todinho só para falar da marca.  Vai lá ler que você vai entender melhor desse trabalho incrível e tão lindo que ela faz!  | Siga: @lanemarinho 

seis_marcas_sapatos_artesanais_1-1 Foto: lanemarinho.com

  1. Tutu Ateliê de Sapatilhas 

O nome já diz qual a especialidade da casa, né? Artesanalidade somado a graça da bailarina são as inspirações dessa marca paranaense criada por uma artista plástica e um figurinista. O ateliê fica em Curitiba e tem um clima todo lúdico, que reforça a essência da marca que preza pelo conforto, sem perder o toque romântico, porém contemporâneo. Ah! Apesar da sapatilha ser o carro chefe, eles também tem botinha e oxford. | Siga: @tutusapatilhas

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Foto: tutusapatilhas.com.br

  1. Insecta Shoes 

Taí outra marca que já apareceu aqui no Vitrine, no post, o Moda Sustentável – 10 ideias empreendedoras. Eles utilizam roupas usadas como matéria prima para fazer o cabedal dos sapatos. Aquela camisa velha que ninguém mais quer, eles transformam em um sapato único e exclusivo. A sola é de borracha reciclada e a palmilha é de material sintético, o que significa que eles não usam nenhum material de origem animal. A marca tem como valores o feito à mão,  o comércio justo, a reutilização de materiais, respeito a natureza e principalmente a escolha de um oferecer um produto vegano e livre de crueldade com os animais. | Siga: @insectashoes

seis_marcas_sapatos_artesanais_3Foto: @insectashoes

  1. Fridissíma 

Adoro quando tem marca nordestina e a Fridíssima é cearense! São sandálias cheias de detalhes, texturas e cores, com uma cara bem praiana. A Lígia, dona da marca é designer de moda, mas nunca teve qualquer formação específica para fazer calçados, mas correu atrás de aprender. Fez a primeira sandália, depois mais outros e postou no Instagram. Assim surgiu a marca que hoje já faz o maior sucesso com milhares de seguidores. | Siga: @fridissima 

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Foto: @fridissima

  1. Manolita 

Especializada em flats – sandálias, oxfords, tênis, alpargatas – e alguns saltos, a marca conta com muito modelos diferentes, cheios de estampas, cores e uma pegada super moderna. Eu ainda não conhecia, mas uma amiga indicou e fui conferir o Instagram e achei o máximo. Sabe aquele sapato que pode ser o protagonista de uma look super criativo? Lá você encontra. | Siga: @mundomanolita

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Foto: @mundomanolita

  1. Cabana Crafts 

Essa marca poderia também estar na lista das bolsas, se eu tivesse a conhecido naquela época. Mas conheci agora e já amei! Ela foi criada em 2014, pela Manuela Rodrigues, que após passar por grandes marcas no Brasil e na França, decidiu criar a sua própria marca, onde pudesse criar produtos originais, com o devido tempo e cuidado que o processo criativo demanda. A proposta é resgatar a essência no fazer descomplicado e na elegância dos produtos naturais. Os sapatos são feitos em couro natural, a mão e em pequenas séries, e tem modelos de salto e também sem salto.  |Siga: @cabana_crafts

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Foto: cabanacrafts.com

Se a gente parar para pensar, vai perceber que a  moda segue para uma caminho muito bem vindo: o dos produtos feitos de forma artesanal, em pequena escala, pensado para atender um público exigente e preocupado com a sustentabilidade. É claro que as grandes marcas, fabricando sua enxurrada de produtos a cada estação ainda vai existir, afinal o mercado de moda é muito grande e sim, tem público para tudo. Mas cada dia cresce mais o número de pessoas que prefere investir em peças que sejam exclusivas, feitas de forma mais cuidadosa, com uma cadeia produtiva mas justa, em diversos sentidos. Pode até custar um pouco mais caro, mas tem um frase que vi outro dia no instragam de alguma marca que era mais ou menos assim: comprar de produtor local é apoiar o sonho de alguém. ;)

Para saber mais sobre slow fashion, comércio justo e cadeia produtiva saudável:

Slow Fashion: desacelerando a moda

Seis marcas brasileiras de bolsas artesanais

Mercado, Moda

Mia, marca baiana especializada em camisas femininas.

Um das coisas mais comuns no meio da moda, é gente que veio de outras formações profissionais porque, apaixonado por moda,  resolveu investir e empreender na área. É o caso das sócias da Mia, marca baiana especializada em camisas femininas. Paula é relações públicas, Ciça é administradora e Kika é publicitária, mas antes de tudo, são amigas de infância que realizaram o sonho de criar algo juntos. “Passamos de consumidoras a produtoras e é completamente diferente. Lidamos agora com o lado business da moda, mas que com certeza o fato de sermos consumidoras nos dá um know-how muito bom”, conta Paula.

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Em Salvador, fazer moda não é fácil, e as meninas participam de todo o processo: “Colocamos a mão na massa – pesquisamos modelos, compramos tecidos e levamos tudo para um atelier que faz a pilotagem e os modelos começam a ganhar vida. É um prazer imenso participar de todas as etapas do processo. Lembrando que tudo é feito aqui em Salvador“. O projeto começou em março do ano passado e já está no quarto lote de produtos. Isso porque as camisas tem quantidade limitada, ou seja, não tem muita chance de você se esbarrar com alguém com a roupa igual a sua por aí. Além de ter um produto que é feito e pensado individualmente, com carinho e voltado para as necessidades da cliente da marca, material e mão de obra local são valorizados e fomentados, o que é maravilhoso para o mercado de moda na cidade! <3

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A proposta é oferecer uma moda acessível, com preço justo e modelos que possam ser usados nas mais diversas ocasiões – da reunião ao happy hour. Segundo as sócias, “não dá mais para ter aquela roupa que seja só de trabalho e outra só de passeio. Tudo que fazemos é pensando nessa flexibilidade dos momentos diferentes do dia e da vida, né?“.

A receptividade foi tão boa que além de encontrar a Mia em eventos de moda na cidade, como o Pop Up Shop, você pode comprar online, através do e-commerce da marca, que cresce cada dia mais. “Estamos muito felizes. Fazemos o que amamos e até mesmo os problemas que enfrentamos são resolvidos com uma energia diferente, sabe? O feedback das pessoas só mostra o quanto estamos no caminho certo. Acredito que a nossa satisfação pessoal faz com que nosso empenho e dedicação seja cada vez maior. “

Valorização da mão de obra local + comércio justo + slow fashion. Olha quanta coisa bonita que em uma mesma marca! Vale a pena conhecer! <3

Siga:  vistamia.com.br | @vista.mia 

Para conhecer outras marcas baianas:

Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana.

Las Conchitas, acessórios de cabeça.

Mercado, Moda

Slow Fashion: desacelerando a moda

Talvez você não tenha ideia, mas uma das maiores cadeias de produção têxtil do mundo, a Zara, pode levar apenas duas semana para criar um coleção inteira e distribuí-la em suas lojas mundo afora. Uma marca de luxo como a Chanel, por exemplo, desenvolve até sete coleções no período de um ano. Recentemente, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, deixou o seu posto alegando que precisava de mais tempo criar. Esses são apenas alguns fatos que demonstram que não importa se a roupa custa 50 ou 50 mil reais, o ritmo está frenético em toda a indústria da moda. E isso não é saudável, nem para quem faz, nem para quem consome.

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Essa enxurrada de novas tendências e novos produtos a cada temporada – e elas são muitas agora: verão, alto verão, cruise, resort, pre-fall, inverno, etc – se sustenta de uma cadeia produtiva cruel. Cruel com a natureza, com o mercado, com a mão de obra. A gente sabe que para que blusinha que compramos na loja de departamento custe R$29,90, ela foi feita com uma material sintético – que nada contribui para o meio ambiente -, em um sistema de industrial de produção em massa – que não favorece a qualidade do produto – e por uma mão de obra maltratada, sem direitos trabalhistas, ganhando uma miséria em algum país asiático. E o fato é que a gente compra sem parar para pensar nisso, porque não temos o hábito de ser consciente do que estamos consumindo.

Sempre que um movimento, neste caso o fast fashion, surgido na década de 90, chega ao seu auge, a própria sociedade começa uma reação natural a essa saturação. Assim o slow fashion nasce como uma contra cultura ao consumo desenfreado e inconsciente de produtos de moda. O termo, criado pela consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion de Londres, Kate Fletcher, foi inspirado no movimento do slow food, que busca o prazer de apreciar sem pressa a comida típica de cada local, feita com ingredientes regionais.

Na moda, o movimento slow vai além de desacelerar a produção. Para quem faz, tem a ver com respeitar o tempo do processo criativo para criar produtos atemporais, feitos com qualidade, para permanecer por muito tempo no armário de quem compra. É também aproveitar recursos e mão de obra local, fomentando o mercado da região e respeitando as leis trabalhistas. É buscar matéria prima durável, minimizando ao máximo os impactos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. Para o consumidor, é escolher com consciência o que vai adquirir e se precisa mesmo adquirir, é conectar-se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto, como e com o que ele feito.

O movimento resgata o fazer manualmente, onde o produtor tem total domínio do processo de criação e execução do produto e essa informação faz toda a diferença para o consumidor. É um lifestyle, onde as pessoas optem pela qualidade em detrimento da quantidade, as roupas duram muito mais e isso faz com que ao comprar a gente acabe buscando por itens que realmente tem a ver como nosso estilo de vestir e não por tendências passageiras. Por consequência, a gente acaba aproveitando melhor cada compra, utilizando o produto bastante o produto até o final do seu tempo de vida útil e gerando menos resíduos na natureza.

E aí você se dá conta que tem tudo a ver que estejamos buscando um consciência de menos consumo justamente quando o mundo está em crise econômica! Coincidência, né? Não! O que gente veste é reflexo do movimentos sociais e acontecimentos da nossa época. Faz todo sentido!

Texto postado originalmente no site Dois Terços em Fevereiro de 2016.

 

Estudos, Moda

Onde estudar moda na internet

No ano passado, fiz um post sobre onde estudar moda em Salvador e prometi que faria uma lista de opções de cursos de moda na internet, para ajudar aqueles que moram em cidades onde não há faculdade de moda ou não pode ir à São Paulo para pequenos cursos. Já tive a oportunidade de fazer um curso online e tenho uma lista de outros que desejo fazer mais para frente. Então, o hoje o post é para quem quer estudar moda na internet. Prepara e anota aí os endereços!

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Foto: Reprodução

Para ir ao site de cada uma das escolas, é só clicar nos links em azul. ;)

1. EnModa –  Escola de Negócios da Moda

Começo logo com a EnModa porque foi onde fiz meu curso de Consultoria de Imagem. A escola oferece cursos de formação, de curta duração e também workshops, tudo online. Na época em que fiz, as aulas eram quase todas em slides ou textos. Hoje, acredito que tenha vídeo aulas também. Os preços variam a depender do tipo de curso, começando em R$450 em média, para os de menor duração.

2. Saibalá 

O site oferece cursos em diversas áreas criativas, com vídeo aulas.  Para moda, as opções são Coleção de Moda, com Ronaldo Fraga como professor (!!!), Branding na moda, Visual Mershandising, Marketing de Moda – com André Carvalhal, ex diretor de marketing da Farm – , entre outros.  Além das aulas,  você pode interagir com a comunidade alunos online para trocar ideias e dúvidas e ainda tem a parte de projetos, onde você desenvolve trabalhos após a conclusão dos cursos. E os preços são muito em conta! A partir de R$69!

3. Descola

Esse site não é focado em Moda, na verdade. Ele tem cursos nas áreas de criação em geral, mas por vezes eles lançam algo específico. Atualmente, o curso de moda é Moda e seu Panorama Social, com Jussara Romão, super jornalista de Moda que já passou pela editora Abril. Mas os outros cursos apesar de não focarem em moda, tem muita coisa legal relacionada, porque Marketing, Mídias Sociais, Sustentabilidade também pode ser aplicada na Moda. Os preços começam em R$30,90.

4. Eduk

Esse é um site já bem conhecido, que oferece uma infinidade de cursos em diversas áreas. Para moda, o foco é muito na costura e modelagem, com muitas opções de aulas em segmentos como moda praia, noivas, lingerie, acabamento, ajustes, crochê.. Enfim, é muita coisa! O site funciona assim: eles tem uma programação de cursos que você pode assistir gratuitamente, ao vivo. Para ver a reprise, ou assistir cursos antigos, você assina um plano mensal.

5. Oficina de Estilo

Eu amo o conteúdo produzido pelas meninas do Oficina de Estilo. A Fê e a Cris trabalham como personal stylist de gente da vida real e no site elas dividem com a gente muita informação boa que adquiriram nestes anos de prática. Elas tem o curso presencial de formação em consultoria de imagem, mas oferecem um workshop pra quem tem vontade de trabalhar com consultoria de estilo e não quer arriscar um curso de formação sem antes ter uma geral da rotina, dos custos, perrengues e alegrias de quem trabalha nesse mercado. E é baratinho: R$39,90.

6. Senac

O Senac é uma escola maravilhosa para quem quer estudar moda, especialmente em São Paulo. Mas como nem todo mundo pode ter uma temporada paulista de estudos, eles oferecem algumas opções de EAD (ensino à distância). Na área de moda, eles tem um curso livre de Marketing de Moda, com um preço acessível: R$75,00.

Essa lista pode ser totalmente colaborativa, então se você souber de outros sites bacanas, conta para a gente nos comentários! Ela pode ser atualizada em breve! ;)

Para saber mais sobre estudos de moda:

Onde estudar Moda em Salvador

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Curso de Costura em Salvador – Ateliê Lull

Curso de Desenho de Moda no Senac BA

Diário de uma estudante de Moda

Mercado, Moda

Ana Fernanda, consultora de imagem e estilo

Dentre a várias possibilidades de trabalho que a Moda oferece, consultoria de moda e estilo é uma das mais conhecidas. Acho que só perde mesmo para estilista! Não é uma área fácil aqui em Salvador, mas tem gente que adora e aposta na profissão, como é o caso da Ana Fernanda. 

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A gente tem uma história mais ou menos parecida porque ela também tem uma outra formação profissional anterior à Moda. A Ana é jornalista e trabalha em horário comercial com o terceiro setor e nas horas vagas ela atende às suas clientes da consultoria de imagem. A dedicação à moda não é total ainda, não dá para viver só dela. Além disso, Ana passou por questionamentos do tipo “será que é certo deixar de lado uma carreira mais tradicional e já consolidada para tentar algo novo?”, “o que as pessoas vão falar?”.  Mas passado esses obstáculos, ela optou por seguir o seu sonho e encarar o mercado de Salvador, que não é muito aquecido, mas tem sua demanda.

Ana explica que escolheu por atuar neste área pois entendia que mesmo a cidade não sendo um polo têxtil e não tendo uma efervescência fashion, sempre vai haver pessoas que desejam identificar e aperfeiçoar seus estilos para a carreira ou mesmo para a vida pessoal. Hoje, ela trabalha com um público que em sua maioria é formado por mulheres comuns, já no mercado de trabalho, com uma vida corrida e que não tem muito tempo ou segurança para cuidar do próprio estilo, mas precisa de uma boa apresentação.  “São pessoas que precisam aprender a se vestir melhor para uma entrevista de emprego, que vão mudar de cidade e precisam de um novo guarda-roupa, que trocaram de carreira e querem adequar seu guarda roupa a este novo cargo, que vão viajar para o exterior no frio e não sabem arrumar uma mala.”

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O trabalho segue um roteiro mais ou menos comum a todos os atendimentos: uma entrevista inicial com o cliente, para identificar a sua demanda. Então, ela elabora um plano de ação, que pode ser:  identificação do estilo pessoal (o que eu gosto x o que eu preciso usar), analise de silhueta e analise de coloração pessoal; composição de looks; lista de compras para potencializar o que já tem, ou tudo isso junto. Então ela apresenta um cronograma de encontros para trabalhar as questões com o cliente.  Ana conta que a lista de compras é a última hipótese, pois ela prefere trabalhar com suas clientes “a olhar com mais consciência para o que tem no guarda-roupa, mais consciência no comprar e no vestir.Ao final, todo mundo sempre recebe um produto que sirva como material de consulta, que pode ser uma paleta de cores, um lookbook, um caderno de orientações de como se vestir. E ela fica sempre a disposição para eventuais dúvidas e até gosta de receber esse feedback das clientes. “É interessante ter um acompanhamento, um retorno das clientes pós consultoria, para saber se aquilo esta funcionando na vida real.

Para quem gostaria de seguir a carreira, a dica é estar sempre estudando. Ela acredita que não existe um curso ideal, cada uma dá uma bagagem diferente, um conteúdo específico. É importante ampliar o repertório imagético, além da área de moda, não ter preconceitos. “Nem sempre o seu estilo é o da cliente, é preciso encontrar esse lugar de respeito ao .gosto da cliente, O que vale é o conforto da cliente, a prioridade é ela, não você.

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Além de tudo isso, Ana ainda compartilha seus conhecimentos com um evento mensal lindo chamado Oficina de costura básica Justa Saia: moda, costura e sustentabilidade. Um bate papo sobre o impacto da industria da moda, ao mesmo tempo que cada uma costura sua própria saia, e que acontece no terceiro final de semana de cada mês. Ela sempre passa todas as informações no seu blog, onde você também encontro dicas e textos sobre também: canseideserbasica.com.br. Vai lá visitar e conhecer mais sobre a Ana! ;)

Fotos: Reprodução

Para conhecer mais profissionais de moda em Salvador:

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Suzana e Suzane Massena, modelos.