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Estudos, Moda

Onde estudar moda na internet

No ano passado, fiz um post sobre onde estudar moda em Salvador e prometi que faria uma lista de opções de cursos de moda na internet, para ajudar aqueles que moram em cidades onde não há faculdade de moda ou não pode ir à São Paulo para pequenos cursos. Já tive a oportunidade de fazer um curso online e tenho uma lista de outros que desejo fazer mais para frente. Então, o hoje o post é para quem quer estudar moda na internet. Prepara e anota aí os endereços!

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Foto: Reprodução

Para ir ao site de cada uma das escolas, é só clicar nos links em azul. ;)

1. EnModa –  Escola de Negócios da Moda

Começo logo com a EnModa porque foi onde fiz meu curso de Consultoria de Imagem. A escola oferece cursos de formação, de curta duração e também workshops, tudo online. Na época em que fiz, as aulas eram quase todas em slides ou textos. Hoje, acredito que tenha vídeo aulas também. Os preços variam a depender do tipo de curso, começando em R$450 em média, para os de menor duração.

2. Saibalá 

O site oferece cursos em diversas áreas criativas, com vídeo aulas.  Para moda, as opções são Coleção de Moda, com Ronaldo Fraga como professor (!!!), Branding na moda, Visual Mershandising, Marketing de Moda – com André Carvalhal, ex diretor de marketing da Farm – , entre outros.  Além das aulas,  você pode interagir com a comunidade alunos online para trocar ideias e dúvidas e ainda tem a parte de projetos, onde você desenvolve trabalhos após a conclusão dos cursos. E os preços são muito em conta! A partir de R$69!

3. Descola

Esse site não é focado em Moda, na verdade. Ele tem cursos nas áreas de criação em geral, mas por vezes eles lançam algo específico. Atualmente, o curso de moda é Moda e seu Panorama Social, com Jussara Romão, super jornalista de Moda que já passou pela editora Abril. Mas os outros cursos apesar de não focarem em moda, tem muita coisa legal relacionada, porque Marketing, Mídias Sociais, Sustentabilidade também pode ser aplicada na Moda. Os preços começam em R$30,90.

4. Eduk

Esse é um site já bem conhecido, que oferece uma infinidade de cursos em diversas áreas. Para moda, o foco é muito na costura e modelagem, com muitas opções de aulas em segmentos como moda praia, noivas, lingerie, acabamento, ajustes, crochê.. Enfim, é muita coisa! O site funciona assim: eles tem uma programação de cursos que você pode assistir gratuitamente, ao vivo. Para ver a reprise, ou assistir cursos antigos, você assina um plano mensal.

5. Oficina de Estilo

Eu amo o conteúdo produzido pelas meninas do Oficina de Estilo. A Fê e a Cris trabalham como personal stylist de gente da vida real e no site elas dividem com a gente muita informação boa que adquiriram nestes anos de prática. Elas tem o curso presencial de formação em consultoria de imagem, mas oferecem um workshop pra quem tem vontade de trabalhar com consultoria de estilo e não quer arriscar um curso de formação sem antes ter uma geral da rotina, dos custos, perrengues e alegrias de quem trabalha nesse mercado. E é baratinho: R$39,90.

6. Senac

O Senac é uma escola maravilhosa para quem quer estudar moda, especialmente em São Paulo. Mas como nem todo mundo pode ter uma temporada paulista de estudos, eles oferecem algumas opções de EAD (ensino à distância). Na área de moda, eles tem um curso livre de Marketing de Moda, com um preço acessível: R$75,00.

Essa lista pode ser totalmente colaborativa, então se você souber de outros sites bacanas, conta para a gente nos comentários! Ela pode ser atualizada em breve! ;)

Para saber mais sobre estudos de moda:

Onde estudar Moda em Salvador

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Curso de Costura em Salvador – Ateliê Lull

Curso de Desenho de Moda no Senac BA

Diário de uma estudante de Moda

Mercado, Moda

Ana Fernanda, consultora de imagem e estilo

Dentre a várias possibilidades de trabalho que a Moda oferece, consultoria de moda e estilo é uma das mais conhecidas. Acho que só perde mesmo para estilista! Não é uma área fácil aqui em Salvador, mas tem gente que adora e aposta na profissão, como é o caso da Ana Fernanda. 

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A gente tem uma história mais ou menos parecida porque ela também tem uma outra formação profissional anterior à Moda. A Ana é jornalista e trabalha em horário comercial com o terceiro setor e nas horas vagas ela atende às suas clientes da consultoria de imagem. A dedicação à moda não é total ainda, não dá para viver só dela. Além disso, Ana passou por questionamentos do tipo “será que é certo deixar de lado uma carreira mais tradicional e já consolidada para tentar algo novo?”, “o que as pessoas vão falar?”.  Mas passado esses obstáculos, ela optou por seguir o seu sonho e encarar o mercado de Salvador, que não é muito aquecido, mas tem sua demanda.

Ana explica que escolheu por atuar neste área pois entendia que mesmo a cidade não sendo um polo têxtil e não tendo uma efervescência fashion, sempre vai haver pessoas que desejam identificar e aperfeiçoar seus estilos para a carreira ou mesmo para a vida pessoal. Hoje, ela trabalha com um público que em sua maioria é formado por mulheres comuns, já no mercado de trabalho, com uma vida corrida e que não tem muito tempo ou segurança para cuidar do próprio estilo, mas precisa de uma boa apresentação.  “São pessoas que precisam aprender a se vestir melhor para uma entrevista de emprego, que vão mudar de cidade e precisam de um novo guarda-roupa, que trocaram de carreira e querem adequar seu guarda roupa a este novo cargo, que vão viajar para o exterior no frio e não sabem arrumar uma mala.”

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O trabalho segue um roteiro mais ou menos comum a todos os atendimentos: uma entrevista inicial com o cliente, para identificar a sua demanda. Então, ela elabora um plano de ação, que pode ser:  identificação do estilo pessoal (o que eu gosto x o que eu preciso usar), analise de silhueta e analise de coloração pessoal; composição de looks; lista de compras para potencializar o que já tem, ou tudo isso junto. Então ela apresenta um cronograma de encontros para trabalhar as questões com o cliente.  Ana conta que a lista de compras é a última hipótese, pois ela prefere trabalhar com suas clientes “a olhar com mais consciência para o que tem no guarda-roupa, mais consciência no comprar e no vestir.Ao final, todo mundo sempre recebe um produto que sirva como material de consulta, que pode ser uma paleta de cores, um lookbook, um caderno de orientações de como se vestir. E ela fica sempre a disposição para eventuais dúvidas e até gosta de receber esse feedback das clientes. “É interessante ter um acompanhamento, um retorno das clientes pós consultoria, para saber se aquilo esta funcionando na vida real.

Para quem gostaria de seguir a carreira, a dica é estar sempre estudando. Ela acredita que não existe um curso ideal, cada uma dá uma bagagem diferente, um conteúdo específico. É importante ampliar o repertório imagético, além da área de moda, não ter preconceitos. “Nem sempre o seu estilo é o da cliente, é preciso encontrar esse lugar de respeito ao .gosto da cliente, O que vale é o conforto da cliente, a prioridade é ela, não você.

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Além de tudo isso, Ana ainda compartilha seus conhecimentos com um evento mensal lindo chamado Oficina de costura básica Justa Saia: moda, costura e sustentabilidade. Um bate papo sobre o impacto da industria da moda, ao mesmo tempo que cada uma costura sua própria saia, e que acontece no terceiro final de semana de cada mês. Ela sempre passa todas as informações no seu blog, onde você também encontro dicas e textos sobre também: canseideserbasica.com.br. Vai lá visitar e conhecer mais sobre a Ana! ;)

Fotos: Reprodução

Para conhecer mais profissionais de moda em Salvador:

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Suzana e Suzane Massena, modelos.

Mercado, Moda

#followfriday: Textile Industry

Sabe aquela hashtag do Instagram, que toda sexta feira a gente usa para indicar um perfil legal de seguir? Sou totalmente a favor de usar ela na vida toda! Quando a gente encontra algo muito legal, que pode ser útil a outra pessoas, temos mais é que compartilhar a informação. É bom para quem recebe a indicação, pois conhece algo novo, é bom para quem é indicado, porque ganha novos seguidores, e bom para quem indica, porque eu acredito muito que o mundo manda de volta para gente aquilo que a gente emana. Assim, vamos de #fallowfriday hoje, indicando um site muito bom para quem trabalha com moda, o Textile Industry.

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Não me lembro como descobri esse site, provavelmente algum amigo compartilhou algum link deles no Facebook e eu acabei parando lá. E porque eu gosto tanto? Porque ele é um super Portal de Informações Têxteis e do Vestuário do Brasil. Lá você encontra um compilado de links para as mais variadas notícias sobre negócios de moda: novidades das marcas, notícias econômicas na área, dicas de estilo, informações sobre moda sustentável e novidades tecnológicas, tendências, História da Moda. Enfim, uma infinidade de assuntos, todos os dias, para te deixar informada nas mais variadas vertentes do mundo fashion.

Ele é na verdade um fórum de discussão, onde todos os participantes podem colaborar enviando notícias, propondo debates, interagindo entre si. Tem também uma sessão de classificados, onde você pode procurar por produtos ou serviço do setor.  Mas eu uso mesmo é o compilado de notícias, que você pode ver no próprio site, ou como eu, receber no email. Todos os dias eles mandam os resumos das notícias.

A cara do site não é muito agradável, na verdade o layout é super cru, chega a ser feio. Mas o conteúdo vale a pena!

Biblioteca, Moda

Read list: 5 livros de moda para ler este ano

Sempre que me perguntam o que eu gosto de fazer nas horas vagas, eu coloco a leitura como uma das atividades. Acontece que desde o último semestre da faculdade que eu não tenho conseguido ler um livro até o final. E eu tenho uma lista enorme – a maioria deles é de moda – na fila de espera: alguns eu já comprei e estão aqui na minha estante aguardando a sua vez, outros eu ainda preciso comprar ou pegar emprestado. Assim, decidi por no papel – no caso aqui, por na tela do computador – minha lista de 10 livros de moda para ler, e registrar meu compromisso de fazê-lo até o final do ano.

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PS: Clicando no títulos dos livros você vai direto para o site da Saraiva ;)

1.  O Império do Efêmero de Gilles Lipovetsky.

Já falei um milhão de vezes aqui no blog que moda não é só roupa, é comportamento.  Então livro de moda não pode ser guia de como se vestir, dicas de estilo, etc e tal. Para entender de verdade a moda, a gente precisa estudar um pouco de história e filosofia e é isso que o este livro propõe. Não é uma leitura de diversão, mas é uma leitura mais densa, de muito aprendizado. Peguei emprestado com uma amiga, mas até agora não consegui ler até o final porque sempre aparece outra coisa menor e mais rápido de ler que passa na frente. Mas já coloquei na mesa de cabeceira.

2.  Vista Quem Você É de Cris Zanetti e Fê Resende.

Taí outro livro que eu começo e não consigo terminar. Ele propõe alguns exercícios durante a leitura que vão te ajudar a descobrir o seu estilo e justamente por isso que nunca termino, porque não arrumo tempo para fazer essas atividades. Ele também está na mesinha de cabeceira para ser um dos primeiros. Mas até onde já li eu achei muito interessante e não poderia ser diferente. As meninas do Oficina de Estilo foram inspiração para criação aqui do blog e eu aprendi – e ainda aprendo – muito com o conteúdo do blog delas.

3.  Girl Boss de Sophia Amoruso.

Esse eu ainda não tenho, está na lista de compras – ou empréstimo, se alguém puder me emprestar.  A mulher é fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma das maiores lojas online do mundo e é óbvio que eu quero ler o que ela tem a dizer sobre essa trajetória. Para quem trabalha com moda e sonha ter seu próprio e-commerce aprender com a experiências dos outros é muito importante.

4.  A Moda imita a Vida de André Carvalhal

Mais um livro para aprender com quem entende. André é o cara do marketing da Farm – na verdade era, por ele saiu da marca recentemente – , ou seja, ele manda muito bem na construção de identidade, imagem e posicionamento de marca. Quem conhece um pouquinho da história da Farm e acompanha as suas redes sociais,  consegue entender como o trabalho de construção ali foi muito bem feito! Então, temos que ler o que ele tem a dizer. Também comecei e não terminei e esse foi por falta de tempo porque comprei ele na época do TCC. Aí emprestei para uma amiga.

5. Styling e Criação de Imagem de Moda  de Cristiane Mesquita e Astrid Façanha.

Como produtora de moda que sou, estou sempre procurando material para consultar e estudar. Esse livro conheci na faculdade, indicado pela professora da matéria e achei bem interessante. Não deu tempo de ler todo, apenas a parte necessária para as atividades da aula, mas ficou a vontade de ler o resto.

Esses são os cinco primeiros no momento, mas não significa que não tenha outros já esperando para entrar na próxima listagem. Eu gosto de ler os mais variados tipos – amo romances também! – e acredito que para quem de fato quer trabalhar com moda é preciso buscar alguns livros mais técnicos, ir além dos guias de estilos, dos livros de blogueiras e coisas do tipo. Eles também são interessantes, mas estão longe de ser livros de moda propriamente dito. São muito mais um entretenimento do que conhecimento técnico.

Assim que for terminando cada um deles, vou fazendo posts para contar um pouco do livro e o que achei da leitura. E vocês? Quais livros estão nas sua lista de leituras?

Para ler outras resenhas na Biblioteca Vitrine:

Como ser uma Parisiense em qualquer lugar do Mundo

Pelo mundo da Moda de Lilian Pacce

Guia Prático dos Tecidos

Estilo

Mom’s jeans: o jeans dos anos 90.

O ciclo da moda – que faz as tendência irem embora e voltarem tempos depois – já ressuscitou  o estilo de todas as décadas possíveis nestes últimos tempos. Agora é a vez do anos 90 com suas gargantilhas (também chamadas de chokers), mules, vestidos-camisola, gola rolê, tênis branco e o famoso mom’s jeans, ou em bom português, jeans da mamãe.

Ele é cintura alta, largo nos quadris, barra mais curta e normalmente tem uma lavagem mais clara. Ah! E sem stretch! Se você não consegue imaginar o modelo a dica é: lembre do jeans que a sua mãe usava anos atrás, aí o porque do nome.  Eu aderi ao modelo porque além de combinar com o meu estilo de vestir, ele está extremamente confortável!

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Dica de estilo

Eu pensei e você também deve ter pensado: mas esse jeans aí, mais folgadinho, não fica ruim em quem tem quadril largo e é mais cheinha? Olha, só, pensa comigo. A cintura marcada lá em cima faz a gente parecer que tem perna maior, dando uma sensação de silhueta mais longa e assim a gente parece que afina um pouco também, sabe?  Ponto pro jeans da mamãe! As baixinhas agradecem! Se ela então for mais folgadinha, descendo retinha na perna, melhor ainda, porque não acentua tanto a curva do quadril e equilibra a diferença de largura entre o culote e o resto da perna. Bom, né? A gente fica super feminina, de cinturinha marcada e curvas valorizadas, mas sem parecer popozuda demais.

Mas se a calça for um pouco mais justinha, ela vai marcar bastante as curvas e vai acentuar o quadril. Se você tem pouco culote e quer parecer mais curvilínea, aí calça mais rente a perna ajuda a criar aquela sensação de corpo violão que você naturalmente não tem. Ponto pro jeans da mamãe de novo! Ela fica bacana para todo mundo!

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A Débora, do blog Tudo Orna, foi minha musa inspiradora dessa tendência. Ela também tem um corpo mais curvilíneo, com quadris um pouco acentuados e ficou linda com o modelo, assim como a Rayza Nicácio.

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A minha combinação preferida com esse jeans são as camisetas ou blusas mais justinhas, especialmente quando usadas com tênis ou sapatos masculinos. Mas com camisas de botão e um salto, dá para criar um visual interessante e moderno para um sexta feira casual no trabalho.

No nosso Pinterest, tem um pasta cheio de looks com esse modelo de calça para você se inspirar na hora de montar seu look. Vai ver!  Ah! E para você que não lembra dos anos 90, olha aí uma foto do elenco de Barradas no Baile (seriado bombado da época) todo de jeans. ;)

Crédito: Fox/Reprodução. Elenco do seriado Barrados no Baile.

Estudos, Moda

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Um dos posts que mais fazem sucesso aqui no blog é o que eu indiquei onde estudar moda em Salvador. Mas ele vai precisar de uma atualização já, porque essa semana inaugurou uma nova opção na cidade: a Ebam. A Escola Baiana de Arte, Moda e Gastronomia finalmente abre as portas com uma boa lista de cursos na área de moda e fotografia.

A convite da escola, visitei o espaço, antes da festinha de inauguração, para conhecer a estrutura e posso dizer que é bem completo. Além das salas de aula para exposições teóricas, eles contam ainda com uma sala de modelagem, equipada com manequins, mesas de modelagem, réguas, máquina industrial, e uma sala de costura com doze máquinas domésticas, além de uma biblioteca com diversos títulos sobre o assunto.

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Para esse primeiro bimestre de funcionamento, a grade de cursos oferece: Make e Análise Pessoal Cromática, com Sika Caico e Inês Martins; Produção de Moda, com Camila Freiper; Consultoria de Imagem, com Priscila Seijo; Fotografia, com Lúcio Barbosa e Cláudio Colavolpe; Criação Pesquisa de Tendências em Moda, Beleza e Consumo, com Rodolfo Carvalho e Gefferson Vila Nova; Costura, com Tina Montenegro; Modelagem, com Cris Lára e Carol Brunelli; e Visual Merchandising, com Chris Corcino. Muitas opções, hein! A  coordenação é de Sandra Fagnani, nos cursos de Arte e Moda, e Vevé Bragança, na área de gastronomia.

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Fotos: Divulgação

A gente sempre reclama que Salvador não tem opções de cursos livres e workshops de moda, fazendo com que a gente tenha sempre que recorrer à São Paulo ou Rio de Janeiro. Agora temos mais uma opção – que infelizmente ainda são poucas comparadas às citadas cidades – mas já é um primeiro passo. Então cabe à nós fomentar essa movimentação e fazer essa iniciativa vingar. Vamos valorizar os profissionais da nossa terra também!

Além de todos esses cursos que já citei, vai rolar ainda uma aula ministrada pelo artista plástico baiano Bel Borba, nos dias 14 e 15, das 8h às 12h, e outra durante todo o dia 16 –, das 8h às 17h. No curso, intitulado “Laboratório de Pintura sobre Porcelana”, o artista apresentará em sala técnicas de pintura em porcelana. E hoje, dia 07/07, vai rolar, a partir das 19 horas,  uma aula magna com o estilista Jeferson Ribeiro (muito querido e talentosíssimo), aberta ao público. O número de vagas é limitado e bem pequeno e para se inscrever, é necessário enviar e-mail para  contato@escoladeartemoda.com.br com nome completo e telefone, além de editar o assunto para “Aula Magna”. A aula abordará o poder criativo de cada indivíduo, desenvolvendo e aprimorando habilidades e competências. Após o curso, Jeferson fará um bate papo com perguntas e respostas. E para fechar toda essa movimentação de inauguração, ainda tem um workshop gratuito com Marina Marques, voltado para estudantes, influenciadores e bloggers de moda, nesta sexta-feira (8) sobre a Moda no Mundo, em que refletirá sobre as diferentes esferas de estilo características de cada país. Com vagas limitadas, as inscrições para a atividade poderão ser feitas pelo e-mail contato@escoladeartemoda.com.br.

A Ebam fica Rua Feira de Santana, nº 04, Rio Vermelho (tel: 71 3016-3262), e o site é o escoladeartemoda.com.br.

Eventos

Expo de Moda 2016: produzindo um look com peças de garimpo

Todos os anos, duas vezes no ano, na verdade, em junho e novembro, eu participo do desfile dos Fashionistas na Expo de Moda / Made in Bahia, respectivamente. A convite da produção do evento, garimpamos peças entre os expositores da feira para montar um look que vai à passarela em uma modelo. Este última edição aconteceu na Arena Fonte, em um tamanho um pouco menor, mas com a mesma movimentação de eventos e desfiles de sempre.

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Foto: Sophia Litzinger

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Meu primeiro convite foi em 2012 e eu fiquei muito empolgada com a possibilidade de viver a experiências de produção de desfile. Pensar no look, pesquisar as peças, arrumar a modelo e toda a agitação de um backstage era uma coisa muito nova para mim e eu não podia perder essa oportunidade. Eu já sabia de alguma forma que era nisso que eu queria trabalhar. De lá para cá foram 09 participações e a evolução é visível nos looks que fiz e na agilidade do trabalho.

Dessa vez, fui apenas no sábado mesmo e produzi tudo horas antes do desfile, com uma super tranquilidade. Trinta minutos antes de entrar na passarela já estava tudo pronto e eu sentadinha esperando o início da apresentação. No início eu demorava muito mais tempo para produzir porque normalmente partia de um processo um tanto equivocado para esse tipo de trabalho. A produção na feira é um garimpo, ou seja, tenho que usar o que eu achar por lá. Eu ia com uma ideia já formada na cabeça e corria atrás de achar itens que se moldassem a essa ideia. Só que muitas vezes eu não conseguia encontrar o que eu queria e tinha que alterar tudo na hora da produção. Isso me gerava mais tempo de pesquisa nos estandes e mais de uma dia rodando na feira.

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Tudo ficou mais fácil quando passei a entender que produzir com garimpo requer a mente livre de pré produções. A gente faz um ronda geral, dá uma conferida no que tem a nossa disposição e a partir daí começa a pensar no look. Normalmente seleciono uma peça chave que encontrei na feira, com alguma informação de moda, e escolho o resto tomando ela como base. Para esta edição, por exemplo, eu parti do colete branco da Rafa Sampaio Store. Com ele em mãos, pensei nas outras opções de peças que vi na primeira ronda que fiz na feira, defini uma estética para o look, e assim retornei aos lugares onde tinha visto peças que se encaixavam na proposta. Tudo resolvido em duas voltas no evento, em um mesmo dia.

Quando a produção é feita livremente, em marcas diferentes, em diversos lugares, acontece o oposto. A gente parte de um briefing, uma estética pré definida e busca as roupas e acessórios para suprir essa necessidade. Mas em um evento como esse, as opções são mais limitadas, então o processo inverso é mais fácil. Mas essas coisas a gente aprende com o tempo e experiência, não é mesmo? Apesar de sempre ter algumas técnicas que todo mundo geralmente usa, eu acho que não existem regras, cada um pode criar seu método, descobrir a forma melhor de trabalhar. Mas é sempre bom trocar experiências e aprender com o outro. Alguém aí também faz produção de moda para dar outras dicas?

Estilo

Como ter um blog de moda mudou minha vida

Ontem, dia 19/06, o blog fez aniversário e completou oito anos. Com esse tanto de tempo, eu poderia dizer que ele passou por muitas fases da minha vida. Mas a verdade é que mais do que fazer parte da minha vida, ele mudou tudo! Além de celebrar mais um aniversário, a data é também muito propícia para refletir o quão importante o Vitrine foi e ainda é para mim.

Eu conheço poucas pessoas com tantos anos de blog como eu. Hoje, ser blogueira ou suas variáveis (youtuber, instagramer, digital influencer) é mais corriqueiro que há oito anos atrás. Quando eu comecei, eu não tinha nenhuma referência próxima, nem mesmo uma amiga virtual, que fosse blogueira. Aí sim, quando criei o blog foi que encontrei algumas pessoas com os mesmo interesses que eu.  Mas o fato é que naquela época a gente tinha blog para escrever, compartilhar textos, trocar informações. Era muito menos para ser famoso – até porque não existia essa pretensão, já que blog ainda não dava fama e dinheiro – e muito mais para compartilhar ideias. Por isso, que até hoje minha relação com este espaço aqui permanece tão íntima, apesar dos altos e baixos e diversas mudanças que ocorreram. Ele reflete muito a minha personalidade, que também foi mudando ao longe desse tempo. Assim, acaba que eu escrevo muito mais sobre o que eu gosto – que nem sempre é o gosto da maioria – do que sobre o que o povo anda querendo saber.

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Foto: Reprodução

Manter o blog por tanto tempo foi um exercício de persistência somado a um apego emocional. Por várias vezes pensei em desistir ou começar outro, mas aí um monte de coisa e de gente me incentivava a continuar. Especialmente porque ele é um ponto de virada mega importante na minha vida. Se não fosse o blog, eu não seria designer de moda. Provavelmente eu estaria em alguma repartição pública da justiça, trabalhando de 8h às 18h, com leis e burocracia.

Aí eu te conto a estória: quando eu comecei o Vitrine eu tinha acabado de me formar em Direito e estudava para concurso. Ele nasceu como uma distração para quem ficava muito tempo em casa, lendo sobre as mesmas coisas o tempo todo, sem socializar muito com outras pessoas. Nesse começo ele tinha outro foco, era um blog para garimpar coisas legais em brechós virtuais. Mas como eu disse, ele reflete muito o que eu sou e como eu fui mudando, ele também mudou.  Por causa dele, eu comecei a me interessar por moda. Eu queria dar boas dicas, com bom embasamento, com conteúdo relevante e confiável. Então eu fui pesquisar, ler, estudar…  Fiz curso, comprei livros. Mas ainda era pouco. Porque eu já gostava tanto disso que eu queria viver disso. Então, no final de 2013 eu saí do meu emprego e fui estudar Moda. Fui pra São Paulo e fiz curso no Senac. Voltei para Salvador e decidi começar uma nova faculdade e além de advogada, hoje eu sou também designer de moda.

Nesse meio tempo, o blog me trouxe mais que uma nova profissão. Ele me trouxe experiência e networking. Por causa do Vitrine, eu pude experimentar por exemplo, antes mesmo de estar em uma faculdade de Design de Moda, fazer uma vitrine e produzir looks para um desfile, ouvir palestras de grande nomes do meio (Lilian Pacce, Paulo Borges, Glória Kalil, Fernando Torquatto, Vitorino Campos, Camila Coutinho, Marcos Costa, Manu Carvalho, Yan Accioly, Alexandre Herchcovitch) entre outros).  Foi também através dele que eu criei uma lista de contatos com as maiores assessoria de imprensa da cidade e que pude conhecer os profissionais de moda daqui – jornalistas, estilistas, maquiadores, fotógrafos, produtores, outros blogueiros. E tudo isso faz muita diferença! É tão importante quando um diploma. Porque é muito válido você ter no currículo a graduação, mas ter experiência na área e alguém do meio que possa indicar o seu trabalho, é duplamente melhor!

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Momentos na ordem: equipe reunida em uma dos editorais que produzi para Revista Mulher +; looks produzidos pro Desfile Made in Bahia; bate papo sobre blogs na Unifacs; encontros com o stylist Yan Aciolly, a jornalista Lilian Pacce e a personal stylist Manu Carvalho; matéria sobre o dia a dia de uma blogueira de moda que escrevi para a Mulher +; palestreado Alexandre Herchcovitch no Bahia Moda Design; evento de Natal do Shopping da Bahia; matéria que participei para o jornal Bahia Meio Dia; pressday da loja Youcom em SP;  fotografando para o e-commerce da Mito.

E só para completar, além dessa mudança de 180º na minha vida profissional, o blog me trouxe uma coisa muito mais valiosa: auto estima. Quem me conheceu antes dele, com certeza percebe a diferença. De jovem envergonhada – que morria de medo de falar em público – , com quase nada de vaidade – zero maquiagem, mal usava um brinco, nunca de cabelos soltos – a alguém bem mais segura de si. Hoje eu adoro me arrumar, tenho muita consciência do meu estilo, reconheço minhas qualidades e me aceito como sou, com a beleza que é minha, que não precisa ser igual a de ninguém. E isso resulta em uma confiança muito maior para me expressar, me posicionar, falar o que eu penso.

Acho que para as pessoas em geral hoje, ser blogueiro parece uma forma “fácil” de ganhar dinheiro com publipost, ganhar brindes e ficar famoso. Mas para mim, o blog sempre teve outro significado. Não que ele não possa trazer ganhos financeiros e reconhecimento, isso também é muito bom. Mas isso não é motivo, é consequência. O motivo para eu ter mantido esse blog por tanto tempo, é que a consequência mais bonita que ele me trouxe foi uma vida mais feliz e realizada.

Para ver o primeiro post do blog: Garimpando calça jeans.

Para ver todos os editoriais de moda que já produzi: portfólio Isabela Nascimento

Para estudar moda: Onde estudar moda em Salvador

Eventos

Coletivo Minissaia entrevista Alex Galletti no Iberostate

Nesses últimos dias que antecedem o final do meu curso de Moda – yes! estou me formando! – não tenho conseguido me dedicar ao blog, mas não poderia deixar de registrar aqui os eventos muito legais que tem acontecido com o Coletivo Minissaia.

Na última edição, dia 23/04, a gente teve o prazer de entrevistar o arquiteto e urbanista Alex Galletti, sócio da 3A Arquitetura, e bater um papo super descontraído sobre a sua carreira, urbanismo e mudanças na arquitetura de Salvador, além de dicas de decoração. O ambiente não podia ser melhor: o Iberostate em Praia do Forte, complexo residencial pertencente ao grupo Iberostate. O encontro reuniu ainda um grupo muito querido de convidados: blogueiras e imprensa,c om cobertura do Site Dois Terços. Só gente bacana para apreciar o local e o almoço delícia que o empreendimento ofereceu antes da entrevista.

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Fotos: Genilson Coutinho

Para esse evento tivemos o apoio da Contexto Moda Criativa, que presenteou nosso convidado com uma camiseta linda e ao site Dois Terços, pela cobertura fotográfica. Fica aqui nosso agradecimento aos nossos parceiros e apoiadores!

Para acompanhar nosso conteúdo e as próximas edições, segue a gente no Instagram! O perfil é o @coletivominissaia.

Eventos

Universo Urbano: Coletivo Minissaia, Gabi Cruz e Shopping Piedade.

Olha aí que combinação boa que rolou no último sábado no Shopping Piedade! O shopping convidou o Coletivo Minissaia (eu, Van, Cele, Nath e Bru), grupo do qual faço parte, para integrar a projeto Universo Urbano que traz o conceito do streetstyle, onde a moda das ruas inspiram as tendências das passarelas. Eles fizeram uma loja conceito linda no L2, aberta ao público, onde além de looks inspiradores, você também confere uma exposição com elementos do estilo de vestir urbano. E durante todo o período do projeto também vão acontecer oficinas e talk shows.

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O Coletivo com Leti do Borboleta Vintage.

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Coletivo + Gabi + equipe do shopping + amigos

Aí que o Coletivo entra, com a entrevista massa que fizemos com a jornalista Gabriela Cruz. Gabi é editora do Caderno Bazar, do jornal Correio, que fala sobre moda, cultura, gastronomia e comportamento. Ainda contamos com a companhia da blogueira Lety Santana, do Borboleta Vintage para completar o time. A casa ficou cheia para ouvir Gabi falar da suas história e experiências com jornalismo, discutir o mercado de moda em Salvador e dar dicas para quem quer trabalhar na área.

Ela contou para a gente que o melhor jeito de se aventurar no mercado por aqui é mesmo criando bagagem e fazendo contatos. A soma das experiências que você já teve na sua vida profissional vão te qualificando para futuras oportunidades, indicadas por pessoas com as quais você já trabalhou ou conhecem o seu trabalho. Salvador não é uma cidade fácil para quem quer viver de moda e a jornalista aproveitou a oportunidade que surgiu para cobrir o antigo Movimento Iguatemi de Moda, quando a repórter na época foi embora da redação e deixou o cargo vago. Se lá para cá muita coisa aconteceu e hoje Gabriela comanda o Caderno Bazar e cobre todos os grandes eventos de moda do pais: SPFW, Minas Trend, Dragão Fashion, etc.

Ah! Além do evento, a gente também circulou pelo shopping para garimpar achadinhos nas lojas e montamos alguns looks, com styling de Junior Bonfim para as redes sociais do Piedade. Confere lá no instagram: @shoppingpiedade. Foi um trabalho muito legal e só tenho a agradecer o convite do Shopping Piedade! <3

Esse final de semana tem mais Coletivo! Dessa vez vai ser no Iberostate, entrevistando o arquiteto Alex Galleti. ;)

Fotos: André Oliveira