Filmes, Moda

Cine Vitrine: The Director

O fim de semana é a ocasião perfeita para curtir um filminho. E se você gosta de moda e quer aprender um pouco mais, a minha sugestão é de vez em quando trocar o romance/ação/suspense por um documentário sobre o assunto. A ideia da coluna Cine Vitrine é compartilhar com vocês sugestões de filmes sobre moda, que de alguma maneira acrescenta algum conhecimento, além de entreter. Para começar, vamos de The Director, documentário sobre a antiga diretora criativa da Gucci, Frida Gianinni.

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Para contextualizar, é importante falar um pouco da Gucci. Você provavelmente conhece ou ao menos já ouviu falar da marca. Italiana, criada em 1921, por Guccio Gucci em Florença, originalmente vendia apenas malas e acessórios de viagem em couro, fabricados artesanalmente pela família. Hoje, a marca conta com um portfólio de produtos muito maior e com alguns ícones como o mocassim, a bolsa de couro com alça de bambum e seus lenços de estampa floral. Antes de Frida assumir a marca, a criação já esteve nas mãos do também famoso Tom Ford.

Frida Gianinni, é italiana e começou a sua carreira como estilista na Fendi, sendo responsável pela linha ready-to-wear. Em 2002, ela entrou na Gucci como diretora da divisão de bolsas e com a saída de Ford em 2004, foi promovida a Diretora Criativa, cargo máximo de comando dentro na empresa. O diretor criativo é quem direciona toda a concepção e desenvolvimento das coleções, desde o comecinho, nas escolhas dos temas, passando por todo o processo de criação das peças, até o final, com a apresentação do produto em campanhas e desfiles.

E é justamente aí que está a graça do documentário! Durante 18 meses a equipe acompanhou Gianini e pôde registrar todo o processo criativo e bastidores dos desfiles masculino e feminino de verão 2012 da marca. Mostra entrevistas, reuniões com a equipe de criação, momentos do styling dos looks para os desfiles, os casting com modelos, até a entrada dos looks na passarela. Um mini reality show para quem tem a curiosidade de ver como funciona uma grande marca de luxo por trás das cortinas. Inclusive, no filme tem algumas passagens com o Alessandro Michelle, atual Diretor Criativo da marca, que assumiu o posto quando a Frida saiu em 2015. Na época, ele era o diretor de acessórios.

Christina Voros, diretora do filme, diz ter sentindo uma grande responsabilidade em gravar com Frida: ‘É sempre um pouco assustador, ainda mais quando a perfeição é o seu negócio. No entanto, uma vez que a confiança foi construída, fomos autorizados a observar e capturar momentos e lugares onde uma câmara nunca havia estado antes’.  O documentário tem produção de James Franco, na época, estrela da campanha masculina da marca, e estreou  no Tribeca Film Festival em 2013. Assisti pelo Netflix, com legendas em português.

estrelas

No começo eu achei o filme um pouquinho arrastado, mas depois ele desenvolve bem. E considerando que eu amo ver os bastidores da criação e de desfiles, para mim é 5 estrelinhas! ;)

Estilo

Como disfarçar o bumbum avantajado

No geral, quem “sofre” do mal do quadril largo, é detentora de um bumbum também avantajado. Essa é uma combinação bem comum no corpo das brasileira e eu entro nesse time aí. Mas é óbvio que pode ter gente que tem um, mas não tem o outro. Então, os truques para quem quer disfarçar esses detalhes – mas tem gente que nem quer, viu? E isso não tem problema nenhum. Alô Kardashians! – podem ser usados separadamente ou em conjunto. A gente já tem um post muito legal com dicas para disfarçar quadril largo, e aí que agora é hora de dar a dica para quem quer disfarçar o bumbum avantajado.

A equação é até bem fácil, viu? Quando mais justo, mais você revela o real tamanho. Portanto, para dar uma redução no volume, visualmente falando, use peças mais soltas, com corte mais reto. Tipo, a saia lápis toda coladinha não é tão legal quanto uma saia lápis de alfaiataria, bem retinha. O mesmo fale para calças, que disfarçam mais esse bumbum todo quando tem uma sobrinha mínima de tecido na região (mas é só um pouquinho, tá gente? Para não parecer que você comprou calça de um número maior que o seu).

Como disfarçar o bumbum avantajado

Outra coisa: tudo que chama atenção para essa região que você quer disfarçar, deve ser evitado, do tipo: estampas grandes, listras horizontais, bolsas grandes, detalhes coloridos ou brilhante, texturas... Por último, também evitar acinturar demais o look, porque isso afina a cintura e ressalta o volume do que vem logo abaixo: quadril e bumbum. ;)

É simples, né? Mas a vezes a gente não se dá conta desses detalhes e acaba escolhendo algum item que em vez de ajudar, atrapalha. Já que não tem tanto bumbum é quer dar um up da região, é só fazer ao contrário do que a gente conversou neste parágrafo de cima. Lembrando sempre que ninguém é obrigado a disfarçar nada! Se você gosta do seu quadril e do seu bumbum bem acentuado, maravilha! Use o que te faz feliz e te faz sentir bonita.

 

Para mais dicas de styling:

Quadril largo: como disfarçar

Qual o meu tipo de corpo?

Cinco dicas para alongar a silhueta

Compras, Moda

06 marcas de sapatos artesanais

O grande barato da internet é a possibilidade de descobrir coisas, pessoas e marcas, que você nem imagina que existia! Nessa giro diário pelos perfis do Instagram, descobri marcas e ideias muito legais, e assim surgiu o post Seis Marcas Brasileiras de Bolsas Artesanais . Hoje a lista é com marcas que produzem outra paixão feminina: sapatos. A lista conta com seis nomes, todas trabalhando com sapatos artesanais.

  1. Lane Marinho 

Essa namoro é antigo, porque sigo Lane há tempos e fico namorando os sandálias – flats e de salto – incríveis que ela faz. Inclusive, aqui no blog tem um post todinho só para falar da marca.  Vai lá ler que você vai entender melhor desse trabalho incrível e tão lindo que ela faz!  | Siga: @lanemarinho 

seis_marcas_sapatos_artesanais_1-1 Foto: lanemarinho.com

  1. Tutu Ateliê de Sapatilhas 

O nome já diz qual a especialidade da casa, né? Artesanalidade somado a graça da bailarina são as inspirações dessa marca paranaense criada por uma artista plástica e um figurinista. O ateliê fica em Curitiba e tem um clima todo lúdico, que reforça a essência da marca que preza pelo conforto, sem perder o toque romântico, porém contemporâneo. Ah! Apesar da sapatilha ser o carro chefe, eles também tem botinha e oxford. | Siga: @tutusapatilhas

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Foto: tutusapatilhas.com.br

  1. Insecta Shoes 

Taí outra marca que já apareceu aqui no Vitrine, no post, o Moda Sustentável – 10 ideias empreendedoras. Eles utilizam roupas usadas como matéria prima para fazer o cabedal dos sapatos. Aquela camisa velha que ninguém mais quer, eles transformam em um sapato único e exclusivo. A sola é de borracha reciclada e a palmilha é de material sintético, o que significa que eles não usam nenhum material de origem animal. A marca tem como valores o feito à mão,  o comércio justo, a reutilização de materiais, respeito a natureza e principalmente a escolha de um oferecer um produto vegano e livre de crueldade com os animais. | Siga: @insectashoes

seis_marcas_sapatos_artesanais_3Foto: @insectashoes

  1. Fridissíma 

Adoro quando tem marca nordestina e a Fridíssima é cearense! São sandálias cheias de detalhes, texturas e cores, com uma cara bem praiana. A Lígia, dona da marca é designer de moda, mas nunca teve qualquer formação específica para fazer calçados, mas correu atrás de aprender. Fez a primeira sandália, depois mais outros e postou no Instagram. Assim surgiu a marca que hoje já faz o maior sucesso com milhares de seguidores. | Siga: @fridissima 

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Foto: @fridissima

  1. Manolita 

Especializada em flats – sandálias, oxfords, tênis, alpargatas – e alguns saltos, a marca conta com muito modelos diferentes, cheios de estampas, cores e uma pegada super moderna. Eu ainda não conhecia, mas uma amiga indicou e fui conferir o Instagram e achei o máximo. Sabe aquele sapato que pode ser o protagonista de uma look super criativo? Lá você encontra. | Siga: @mundomanolita

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Foto: @mundomanolita

  1. Cabana Crafts 

Essa marca poderia também estar na lista das bolsas, se eu tivesse a conhecido naquela época. Mas conheci agora e já amei! Ela foi criada em 2014, pela Manuela Rodrigues, que após passar por grandes marcas no Brasil e na França, decidiu criar a sua própria marca, onde pudesse criar produtos originais, com o devido tempo e cuidado que o processo criativo demanda. A proposta é resgatar a essência no fazer descomplicado e na elegância dos produtos naturais. Os sapatos são feitos em couro natural, a mão e em pequenas séries, e tem modelos de salto e também sem salto.  |Siga: @cabana_crafts

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Foto: cabanacrafts.com

Se a gente parar para pensar, vai perceber que a  moda segue para uma caminho muito bem vindo: o dos produtos feitos de forma artesanal, em pequena escala, pensado para atender um público exigente e preocupado com a sustentabilidade. É claro que as grandes marcas, fabricando sua enxurrada de produtos a cada estação ainda vai existir, afinal o mercado de moda é muito grande e sim, tem público para tudo. Mas cada dia cresce mais o número de pessoas que prefere investir em peças que sejam exclusivas, feitas de forma mais cuidadosa, com uma cadeia produtiva mas justa, em diversos sentidos. Pode até custar um pouco mais caro, mas tem um frase que vi outro dia no instragam de alguma marca que era mais ou menos assim: comprar de produtor local é apoiar o sonho de alguém. ;)

Para saber mais sobre slow fashion, comércio justo e cadeia produtiva saudável:

Slow Fashion: desacelerando a moda

Seis marcas brasileiras de bolsas artesanais

Mercado, Moda

Mia, marca baiana especializada em camisas femininas.

Um das coisas mais comuns no meio da moda, é gente que veio de outras formações profissionais porque, apaixonado por moda,  resolveu investir e empreender na área. É o caso das sócias da Mia, marca baiana especializada em camisas femininas. Paula é relações públicas, Ciça é administradora e Kika é publicitária, mas antes de tudo, são amigas de infância que realizaram o sonho de criar algo juntos. “Passamos de consumidoras a produtoras e é completamente diferente. Lidamos agora com o lado business da moda, mas que com certeza o fato de sermos consumidoras nos dá um know-how muito bom”, conta Paula.

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Em Salvador, fazer moda não é fácil, e as meninas participam de todo o processo: “Colocamos a mão na massa – pesquisamos modelos, compramos tecidos e levamos tudo para um atelier que faz a pilotagem e os modelos começam a ganhar vida. É um prazer imenso participar de todas as etapas do processo. Lembrando que tudo é feito aqui em Salvador“. O projeto começou em março do ano passado e já está no quarto lote de produtos. Isso porque as camisas tem quantidade limitada, ou seja, não tem muita chance de você se esbarrar com alguém com a roupa igual a sua por aí. Além de ter um produto que é feito e pensado individualmente, com carinho e voltado para as necessidades da cliente da marca, material e mão de obra local são valorizados e fomentados, o que é maravilhoso para o mercado de moda na cidade! <3

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A proposta é oferecer uma moda acessível, com preço justo e modelos que possam ser usados nas mais diversas ocasiões – da reunião ao happy hour. Segundo as sócias, “não dá mais para ter aquela roupa que seja só de trabalho e outra só de passeio. Tudo que fazemos é pensando nessa flexibilidade dos momentos diferentes do dia e da vida, né?“.

A receptividade foi tão boa que além de encontrar a Mia em eventos de moda na cidade, como o Pop Up Shop, você pode comprar online, através do e-commerce da marca, que cresce cada dia mais. “Estamos muito felizes. Fazemos o que amamos e até mesmo os problemas que enfrentamos são resolvidos com uma energia diferente, sabe? O feedback das pessoas só mostra o quanto estamos no caminho certo. Acredito que a nossa satisfação pessoal faz com que nosso empenho e dedicação seja cada vez maior. “

Valorização da mão de obra local + comércio justo + slow fashion. Olha quanta coisa bonita que em uma mesma marca! Vale a pena conhecer! <3

Siga:  vistamia.com.br | @vista.mia 

Para conhecer outras marcas baianas:

Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana.

Las Conchitas, acessórios de cabeça.

Mercado, Moda

Slow Fashion: desacelerando a moda

Talvez você não tenha ideia, mas uma das maiores cadeias de produção têxtil do mundo, a Zara, pode levar apenas duas semana para criar um coleção inteira e distribuí-la em suas lojas mundo afora. Uma marca de luxo como a Chanel, por exemplo, desenvolve até sete coleções no período de um ano. Recentemente, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, deixou o seu posto alegando que precisava de mais tempo criar. Esses são apenas alguns fatos que demonstram que não importa se a roupa custa 50 ou 50 mil reais, o ritmo está frenético em toda a indústria da moda. E isso não é saudável, nem para quem faz, nem para quem consome.

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Essa enxurrada de novas tendências e novos produtos a cada temporada – e elas são muitas agora: verão, alto verão, cruise, resort, pre-fall, inverno, etc – se sustenta de uma cadeia produtiva cruel. Cruel com a natureza, com o mercado, com a mão de obra. A gente sabe que para que blusinha que compramos na loja de departamento custe R$29,90, ela foi feita com uma material sintético – que nada contribui para o meio ambiente -, em um sistema de industrial de produção em massa – que não favorece a qualidade do produto – e por uma mão de obra maltratada, sem direitos trabalhistas, ganhando uma miséria em algum país asiático. E o fato é que a gente compra sem parar para pensar nisso, porque não temos o hábito de ser consciente do que estamos consumindo.

Sempre que um movimento, neste caso o fast fashion, surgido na década de 90, chega ao seu auge, a própria sociedade começa uma reação natural a essa saturação. Assim o slow fashion nasce como uma contra cultura ao consumo desenfreado e inconsciente de produtos de moda. O termo, criado pela consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion de Londres, Kate Fletcher, foi inspirado no movimento do slow food, que busca o prazer de apreciar sem pressa a comida típica de cada local, feita com ingredientes regionais.

Na moda, o movimento slow vai além de desacelerar a produção. Para quem faz, tem a ver com respeitar o tempo do processo criativo para criar produtos atemporais, feitos com qualidade, para permanecer por muito tempo no armário de quem compra. É também aproveitar recursos e mão de obra local, fomentando o mercado da região e respeitando as leis trabalhistas. É buscar matéria prima durável, minimizando ao máximo os impactos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. Para o consumidor, é escolher com consciência o que vai adquirir e se precisa mesmo adquirir, é conectar-se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto, como e com o que ele feito.

O movimento resgata o fazer manualmente, onde o produtor tem total domínio do processo de criação e execução do produto e essa informação faz toda a diferença para o consumidor. É um lifestyle, onde as pessoas optem pela qualidade em detrimento da quantidade, as roupas duram muito mais e isso faz com que ao comprar a gente acabe buscando por itens que realmente tem a ver como nosso estilo de vestir e não por tendências passageiras. Por consequência, a gente acaba aproveitando melhor cada compra, utilizando o produto bastante o produto até o final do seu tempo de vida útil e gerando menos resíduos na natureza.

E aí você se dá conta que tem tudo a ver que estejamos buscando um consciência de menos consumo justamente quando o mundo está em crise econômica! Coincidência, né? Não! O que gente veste é reflexo do movimentos sociais e acontecimentos da nossa época. Faz todo sentido!

Texto postado originalmente no site Dois Terços em Fevereiro de 2016.

 

Estudos, Moda

Onde estudar moda na internet

No ano passado, fiz um post sobre onde estudar moda em Salvador e prometi que faria uma lista de opções de cursos de moda na internet, para ajudar aqueles que moram em cidades onde não há faculdade de moda ou não pode ir à São Paulo para pequenos cursos. Já tive a oportunidade de fazer um curso online e tenho uma lista de outros que desejo fazer mais para frente. Então, o hoje o post é para quem quer estudar moda na internet. Prepara e anota aí os endereços!

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Foto: Reprodução

Para ir ao site de cada uma das escolas, é só clicar nos links em azul. ;)

1. EnModa –  Escola de Negócios da Moda

Começo logo com a EnModa porque foi onde fiz meu curso de Consultoria de Imagem. A escola oferece cursos de formação, de curta duração e também workshops, tudo online. Na época em que fiz, as aulas eram quase todas em slides ou textos. Hoje, acredito que tenha vídeo aulas também. Os preços variam a depender do tipo de curso, começando em R$450 em média, para os de menor duração.

2. Saibalá 

O site oferece cursos em diversas áreas criativas, com vídeo aulas.  Para moda, as opções são Coleção de Moda, com Ronaldo Fraga como professor (!!!), Branding na moda, Visual Mershandising, Marketing de Moda – com André Carvalhal, ex diretor de marketing da Farm – , entre outros.  Além das aulas,  você pode interagir com a comunidade alunos online para trocar ideias e dúvidas e ainda tem a parte de projetos, onde você desenvolve trabalhos após a conclusão dos cursos. E os preços são muito em conta! A partir de R$69!

3. Descola

Esse site não é focado em Moda, na verdade. Ele tem cursos nas áreas de criação em geral, mas por vezes eles lançam algo específico. Atualmente, o curso de moda é Moda e seu Panorama Social, com Jussara Romão, super jornalista de Moda que já passou pela editora Abril. Mas os outros cursos apesar de não focarem em moda, tem muita coisa legal relacionada, porque Marketing, Mídias Sociais, Sustentabilidade também pode ser aplicada na Moda. Os preços começam em R$30,90.

4. Eduk

Esse é um site já bem conhecido, que oferece uma infinidade de cursos em diversas áreas. Para moda, o foco é muito na costura e modelagem, com muitas opções de aulas em segmentos como moda praia, noivas, lingerie, acabamento, ajustes, crochê.. Enfim, é muita coisa! O site funciona assim: eles tem uma programação de cursos que você pode assistir gratuitamente, ao vivo. Para ver a reprise, ou assistir cursos antigos, você assina um plano mensal.

5. Oficina de Estilo

Eu amo o conteúdo produzido pelas meninas do Oficina de Estilo. A Fê e a Cris trabalham como personal stylist de gente da vida real e no site elas dividem com a gente muita informação boa que adquiriram nestes anos de prática. Elas tem o curso presencial de formação em consultoria de imagem, mas oferecem um workshop pra quem tem vontade de trabalhar com consultoria de estilo e não quer arriscar um curso de formação sem antes ter uma geral da rotina, dos custos, perrengues e alegrias de quem trabalha nesse mercado. E é baratinho: R$39,90.

6. Senac

O Senac é uma escola maravilhosa para quem quer estudar moda, especialmente em São Paulo. Mas como nem todo mundo pode ter uma temporada paulista de estudos, eles oferecem algumas opções de EAD (ensino à distância). Na área de moda, eles tem um curso livre de Marketing de Moda, com um preço acessível: R$75,00.

Essa lista pode ser totalmente colaborativa, então se você souber de outros sites bacanas, conta para a gente nos comentários! Ela pode ser atualizada em breve! ;)

Para saber mais sobre estudos de moda:

Onde estudar Moda em Salvador

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Curso de Costura em Salvador – Ateliê Lull

Curso de Desenho de Moda no Senac BA

Diário de uma estudante de Moda

Mercado, Moda

Ana Fernanda, consultora de imagem e estilo

Dentre a várias possibilidades de trabalho que a Moda oferece, consultoria de moda e estilo é uma das mais conhecidas. Acho que só perde mesmo para estilista! Não é uma área fácil aqui em Salvador, mas tem gente que adora e aposta na profissão, como é o caso da Ana Fernanda. 

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A gente tem uma história mais ou menos parecida porque ela também tem uma outra formação profissional anterior à Moda. A Ana é jornalista e trabalha em horário comercial com o terceiro setor e nas horas vagas ela atende às suas clientes da consultoria de imagem. A dedicação à moda não é total ainda, não dá para viver só dela. Além disso, Ana passou por questionamentos do tipo “será que é certo deixar de lado uma carreira mais tradicional e já consolidada para tentar algo novo?”, “o que as pessoas vão falar?”.  Mas passado esses obstáculos, ela optou por seguir o seu sonho e encarar o mercado de Salvador, que não é muito aquecido, mas tem sua demanda.

Ana explica que escolheu por atuar neste área pois entendia que mesmo a cidade não sendo um polo têxtil e não tendo uma efervescência fashion, sempre vai haver pessoas que desejam identificar e aperfeiçoar seus estilos para a carreira ou mesmo para a vida pessoal. Hoje, ela trabalha com um público que em sua maioria é formado por mulheres comuns, já no mercado de trabalho, com uma vida corrida e que não tem muito tempo ou segurança para cuidar do próprio estilo, mas precisa de uma boa apresentação.  “São pessoas que precisam aprender a se vestir melhor para uma entrevista de emprego, que vão mudar de cidade e precisam de um novo guarda-roupa, que trocaram de carreira e querem adequar seu guarda roupa a este novo cargo, que vão viajar para o exterior no frio e não sabem arrumar uma mala.”

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O trabalho segue um roteiro mais ou menos comum a todos os atendimentos: uma entrevista inicial com o cliente, para identificar a sua demanda. Então, ela elabora um plano de ação, que pode ser:  identificação do estilo pessoal (o que eu gosto x o que eu preciso usar), analise de silhueta e analise de coloração pessoal; composição de looks; lista de compras para potencializar o que já tem, ou tudo isso junto. Então ela apresenta um cronograma de encontros para trabalhar as questões com o cliente.  Ana conta que a lista de compras é a última hipótese, pois ela prefere trabalhar com suas clientes “a olhar com mais consciência para o que tem no guarda-roupa, mais consciência no comprar e no vestir.Ao final, todo mundo sempre recebe um produto que sirva como material de consulta, que pode ser uma paleta de cores, um lookbook, um caderno de orientações de como se vestir. E ela fica sempre a disposição para eventuais dúvidas e até gosta de receber esse feedback das clientes. “É interessante ter um acompanhamento, um retorno das clientes pós consultoria, para saber se aquilo esta funcionando na vida real.

Para quem gostaria de seguir a carreira, a dica é estar sempre estudando. Ela acredita que não existe um curso ideal, cada uma dá uma bagagem diferente, um conteúdo específico. É importante ampliar o repertório imagético, além da área de moda, não ter preconceitos. “Nem sempre o seu estilo é o da cliente, é preciso encontrar esse lugar de respeito ao .gosto da cliente, O que vale é o conforto da cliente, a prioridade é ela, não você.

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Além de tudo isso, Ana ainda compartilha seus conhecimentos com um evento mensal lindo chamado Oficina de costura básica Justa Saia: moda, costura e sustentabilidade. Um bate papo sobre o impacto da industria da moda, ao mesmo tempo que cada uma costura sua própria saia, e que acontece no terceiro final de semana de cada mês. Ela sempre passa todas as informações no seu blog, onde você também encontro dicas e textos sobre também: canseideserbasica.com.br. Vai lá visitar e conhecer mais sobre a Ana! ;)

Fotos: Reprodução

Para conhecer mais profissionais de moda em Salvador:

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Suzana e Suzane Massena, modelos.

Mercado, Moda

#followfriday: Textile Industry

Sabe aquela hashtag do Instagram, que toda sexta feira a gente usa para indicar um perfil legal de seguir? Sou totalmente a favor de usar ela na vida toda! Quando a gente encontra algo muito legal, que pode ser útil a outra pessoas, temos mais é que compartilhar a informação. É bom para quem recebe a indicação, pois conhece algo novo, é bom para quem é indicado, porque ganha novos seguidores, e bom para quem indica, porque eu acredito muito que o mundo manda de volta para gente aquilo que a gente emana. Assim, vamos de #fallowfriday hoje, indicando um site muito bom para quem trabalha com moda, o Textile Industry.

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Não me lembro como descobri esse site, provavelmente algum amigo compartilhou algum link deles no Facebook e eu acabei parando lá. E porque eu gosto tanto? Porque ele é um super Portal de Informações Têxteis e do Vestuário do Brasil. Lá você encontra um compilado de links para as mais variadas notícias sobre negócios de moda: novidades das marcas, notícias econômicas na área, dicas de estilo, informações sobre moda sustentável e novidades tecnológicas, tendências, História da Moda. Enfim, uma infinidade de assuntos, todos os dias, para te deixar informada nas mais variadas vertentes do mundo fashion.

Ele é na verdade um fórum de discussão, onde todos os participantes podem colaborar enviando notícias, propondo debates, interagindo entre si. Tem também uma sessão de classificados, onde você pode procurar por produtos ou serviço do setor.  Mas eu uso mesmo é o compilado de notícias, que você pode ver no próprio site, ou como eu, receber no email. Todos os dias eles mandam os resumos das notícias.

A cara do site não é muito agradável, na verdade o layout é super cru, chega a ser feio. Mas o conteúdo vale a pena!

Biblioteca, Moda

Read list: 5 livros de moda para ler este ano

Sempre que me perguntam o que eu gosto de fazer nas horas vagas, eu coloco a leitura como uma das atividades. Acontece que desde o último semestre da faculdade que eu não tenho conseguido ler um livro até o final. E eu tenho uma lista enorme – a maioria deles é de moda – na fila de espera: alguns eu já comprei e estão aqui na minha estante aguardando a sua vez, outros eu ainda preciso comprar ou pegar emprestado. Assim, decidi por no papel – no caso aqui, por na tela do computador – minha lista de 10 livros de moda para ler, e registrar meu compromisso de fazê-lo até o final do ano.

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PS: Clicando no títulos dos livros você vai direto para o site da Saraiva ;)

1.  O Império do Efêmero de Gilles Lipovetsky.

Já falei um milhão de vezes aqui no blog que moda não é só roupa, é comportamento.  Então livro de moda não pode ser guia de como se vestir, dicas de estilo, etc e tal. Para entender de verdade a moda, a gente precisa estudar um pouco de história e filosofia e é isso que o este livro propõe. Não é uma leitura de diversão, mas é uma leitura mais densa, de muito aprendizado. Peguei emprestado com uma amiga, mas até agora não consegui ler até o final porque sempre aparece outra coisa menor e mais rápido de ler que passa na frente. Mas já coloquei na mesa de cabeceira.

2.  Vista Quem Você É de Cris Zanetti e Fê Resende.

Taí outro livro que eu começo e não consigo terminar. Ele propõe alguns exercícios durante a leitura que vão te ajudar a descobrir o seu estilo e justamente por isso que nunca termino, porque não arrumo tempo para fazer essas atividades. Ele também está na mesinha de cabeceira para ser um dos primeiros. Mas até onde já li eu achei muito interessante e não poderia ser diferente. As meninas do Oficina de Estilo foram inspiração para criação aqui do blog e eu aprendi – e ainda aprendo – muito com o conteúdo do blog delas.

3.  Girl Boss de Sophia Amoruso.

Esse eu ainda não tenho, está na lista de compras – ou empréstimo, se alguém puder me emprestar.  A mulher é fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma das maiores lojas online do mundo e é óbvio que eu quero ler o que ela tem a dizer sobre essa trajetória. Para quem trabalha com moda e sonha ter seu próprio e-commerce aprender com a experiências dos outros é muito importante.

4.  A Moda imita a Vida de André Carvalhal

Mais um livro para aprender com quem entende. André é o cara do marketing da Farm – na verdade era, por ele saiu da marca recentemente – , ou seja, ele manda muito bem na construção de identidade, imagem e posicionamento de marca. Quem conhece um pouquinho da história da Farm e acompanha as suas redes sociais,  consegue entender como o trabalho de construção ali foi muito bem feito! Então, temos que ler o que ele tem a dizer. Também comecei e não terminei e esse foi por falta de tempo porque comprei ele na época do TCC. Aí emprestei para uma amiga.

5. Styling e Criação de Imagem de Moda  de Cristiane Mesquita e Astrid Façanha.

Como produtora de moda que sou, estou sempre procurando material para consultar e estudar. Esse livro conheci na faculdade, indicado pela professora da matéria e achei bem interessante. Não deu tempo de ler todo, apenas a parte necessária para as atividades da aula, mas ficou a vontade de ler o resto.

Esses são os cinco primeiros no momento, mas não significa que não tenha outros já esperando para entrar na próxima listagem. Eu gosto de ler os mais variados tipos – amo romances também! – e acredito que para quem de fato quer trabalhar com moda é preciso buscar alguns livros mais técnicos, ir além dos guias de estilos, dos livros de blogueiras e coisas do tipo. Eles também são interessantes, mas estão longe de ser livros de moda propriamente dito. São muito mais um entretenimento do que conhecimento técnico.

Assim que for terminando cada um deles, vou fazendo posts para contar um pouco do livro e o que achei da leitura. E vocês? Quais livros estão nas sua lista de leituras?

Para ler outras resenhas na Biblioteca Vitrine:

Como ser uma Parisiense em qualquer lugar do Mundo

Pelo mundo da Moda de Lilian Pacce

Guia Prático dos Tecidos

Estilo

Mom’s jeans: o jeans dos anos 90.

O ciclo da moda – que faz as tendência irem embora e voltarem tempos depois – já ressuscitou  o estilo de todas as décadas possíveis nestes últimos tempos. Agora é a vez do anos 90 com suas gargantilhas (também chamadas de chokers), mules, vestidos-camisola, gola rolê, tênis branco e o famoso mom’s jeans, ou em bom português, jeans da mamãe.

Ele é cintura alta, largo nos quadris, barra mais curta e normalmente tem uma lavagem mais clara. Ah! E sem stretch! Se você não consegue imaginar o modelo a dica é: lembre do jeans que a sua mãe usava anos atrás, aí o porque do nome.  Eu aderi ao modelo porque além de combinar com o meu estilo de vestir, ele está extremamente confortável!

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Dica de estilo

Eu pensei e você também deve ter pensado: mas esse jeans aí, mais folgadinho, não fica ruim em quem tem quadril largo e é mais cheinha? Olha, só, pensa comigo. A cintura marcada lá em cima faz a gente parecer que tem perna maior, dando uma sensação de silhueta mais longa e assim a gente parece que afina um pouco também, sabe?  Ponto pro jeans da mamãe! As baixinhas agradecem! Se ela então for mais folgadinha, descendo retinha na perna, melhor ainda, porque não acentua tanto a curva do quadril e equilibra a diferença de largura entre o culote e o resto da perna. Bom, né? A gente fica super feminina, de cinturinha marcada e curvas valorizadas, mas sem parecer popozuda demais.

Mas se a calça for um pouco mais justinha, ela vai marcar bastante as curvas e vai acentuar o quadril. Se você tem pouco culote e quer parecer mais curvilínea, aí calça mais rente a perna ajuda a criar aquela sensação de corpo violão que você naturalmente não tem. Ponto pro jeans da mamãe de novo! Ela fica bacana para todo mundo!

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A Débora, do blog Tudo Orna, foi minha musa inspiradora dessa tendência. Ela também tem um corpo mais curvilíneo, com quadris um pouco acentuados e ficou linda com o modelo, assim como a Rayza Nicácio.

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A minha combinação preferida com esse jeans são as camisetas ou blusas mais justinhas, especialmente quando usadas com tênis ou sapatos masculinos. Mas com camisas de botão e um salto, dá para criar um visual interessante e moderno para um sexta feira casual no trabalho.

No nosso Pinterest, tem um pasta cheio de looks com esse modelo de calça para você se inspirar na hora de montar seu look. Vai ver!  Ah! E para você que não lembra dos anos 90, olha aí uma foto do elenco de Barradas no Baile (seriado bombado da época) todo de jeans. ;)

Crédito: Fox/Reprodução. Elenco do seriado Barrados no Baile.