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Edições de setembro: porque tão importantes

Não sei se vocês já notaram mas as revistas de moda costumam ser mais recheadas que as de outros segmentos. São páginas e páginas de matérias e editorais que fazem algumas delas parecerem maior que muito livro. Mas tem uma época do ano que elas se superam e vão para às bancas competindo com a lista telefônica no quesito volume. É em setembro que o mercado da moda aposta todas as suas fichas e anuncia em peso nas revistas, nas famosas edições de Setembro.

Vogue-Brasil-Capa-Setempro-2014

Capa da Vogue Brasil com Adriana Lima

Mas porque é Setembro e não Janeiro ou Dezembro ou qualquer outro mês? Simplesmente porque é quando os estilistas e marcas começam a divulgar suas novidades para o ano seguinte, já que as coleções para o Outono/Inverno – que para eles começa em Setembro – já foi mostrado e desfilado (e você vai usar durante o resto do ano). O mercado foca no que vai rolar de novo, quais as tendências que vão reger os próximos 12 meses. Ou seja, Setembro é o Reveillon fashion. Lembrem-se que as revistas são adiantadas e mostram o que vai estar nas vitrines antes de o produto realmente chegar lá. Enquanto você está comprando roupa de frio, elas já estão falando de Primavera/Verão, o que quer dizer que elas já entraram no ano seguinte, porque lá no hemisfério norte o calor começa a aparecer em Março. ;)

Daí que as editoras capricham no conteúdo, enchem as publicações com editoriais enormes e preparam toda uma “bíblia” com todas as tendências que você vai encontrar nas vitrines afora pelo próximo ano. A revista fica ainda mais volumosa por conta dos inúmeros anúncios que são comercializados nesta edição. Suponho que começando o período de festas natalinas, as marcas querem vender mais nessa época tão propícia ao consumo e sendo essa edição aquela que dita a moda do próximo ano, e todo mundo vai querer comprar, eles pensam: é nessa mesmo que a gente tem quer marcar presença. Praticamente todas as grandes marcas anunciam em setembro nas grandes revistas – Vogue, Elle, Glamour, Harper’s Baazar, InStyle, etc – e anunciam com gosto: com páginas duplas, triplas e até quádruplas! Com isso, entra muito dinheiro na jogada, o que permite as editoras investirem mais e mais, gerando um ciclo, uma coisa se alimentando da outra. As revistas batem recordes – de páginas, de vendas e de anunciantes – ano após ano.

Por conta disso, a escolha da estrela da capa é um item super importante. É hora de por na capa a atriz, modelo, celebridade que se destacou durante o ano e vai dar impulso às vendas. Aquelas que o público adora e com certeza vai atrair a atenção até de quem não tem o hábito de comprar a revista durante ano. Aliás, para 2014 as revistas investiram pesado e algumas trouxeram não apenas uma estrela, mas várias. É o caso das Vogues America, Japão e Itália, que apostaram em times de grandes modelos. A italiana, inclusive, traz 50 modelos que fizeram histórias nos anos 90 e atualmente em uma capa enorme toda dobrável! Vai ser edição de colecionador!

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 Na ordem da esquerda para direita: Vogue Americana, clicada por Mario Testino com Joan Smalls, Cara Deligne e Karlie Kloss; Vogue Japão, as tops Claudia Schiffer, Nadja Auermann, Stephanie Seymour, Linda Evangelista e Naomi Campbell; Vogue Inglesa com Cara Delivigne (opa! Cara bombando e arrebatando duas capas de Setembro!); Vogue Itália com 50 modelos ícones, clicadas por Steven Meisel; Bazaar Americana com duas capas, Emma Ferrer para assinates e Lady Gaga para bancas; Kristen Stweart para a Elle Americana; Blake Lively na Marie Claire; Olivia Wilde na Glamou Americana e Kate Upton para a Elle Inglesa.

Lógico que tem outras tantas como a Teen Magazine, Vanity Fair, T Magazine, L’Offiiel, W, etc.. Não dá para colocar tudo aqui. Tem uma matéria do Portal FFW (aqui) que lista tooodas as modelos que aparecem nas capas das Vogues e outra com mais capas ao redor do mundo, inclusive de revistas masculinas (aqui). E para entender toda a dinâmica por trás de uma edição tão importante, tem o famoso documentário “The September Issue” (aqui) que mostra os bastidores da Vogue durante toda a criação dessa edição no ano de 2007. Vale a pena assistir!

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28
ago

Diário de uma estudante de Moda – semanas 01 e 02

Passadas as duas primeiras semanas – e começando a terceira -, finalmente é hora de deixar aqui registrado as minhas primeiras impressões. Sei que ainda é cedo para afirmar com toda certeza, mas acho que estou gostando de voltar a ter uma rotina de compromissos e também de assistir aulas. Pode ser que eu mude radicalmente de ideia quando estiver mais próximo do final de semestre e das entregas de trabalhos… rs

Na primeira semana, aula mesmo não teve. Os professores apresentaram as suas matérias e o resto do tempo foi ocupado com uma série de atividades em grupo e palestras com ex alunos, hoje profissionais da moda. Achei interessante ouvir as histórias de quem já passou por tudo que vamos passar e como foram suas experiências para chegar até onde estão hoje. Alguns, além de sua trajetória, trouxeram conteúdos interessantes, como o caso do Mau Camus, que é consultor de imagem e falou sobre seu método e a importância de trabalhar a imagem. Uma situação curiosa foi que o professor de Comportamento e Consumo trouxe um advogado para dar uma aula sobre direitos básicos do consumidor. E logo de cara a vida só me comprova que todo aprendizado que acumulamos é sempre válido e que se podia parecer que meus conhecimentos em Direito de nada iam servir para Moda, olha aí o quanto eles podem ser muito úteis nessa nova jornada! Deixando a modéstia um pouco de lado, me senti bem feliz em perceber que eu poderia ter dado essa aula tranquilamente por conta da minha vivência e experiência na profissão anterior.

DIARIO02

Essa segunda semana passou num piscar e quando me dei conta, já tinha apontamentos para passar a limpo, capítulos para estudar antes da aula e trabalho para fazer. São três matérias presenciais, com professor em sala de aula – História da Moda, Pesquisa de Moda e Comportamento e Consumo – e outras quatro EAD – com monitores em sala de aula e estudos e atividades em ambiente virtual – , que ainda não começaram.

O que posso dizer que já ficou bem claro nesse começo é que: a) vamos ter muito mais trabalhos que provas; b) e esses trabalhos serão quase sempre em equipe; c) que antes de ir para roupas e desfiles, a gente tem muito coisa antes para aprender: história, psicologia, comportamento, pesquisa, etc (e isso eu já imaginava mesmo). Todos os professores fizeram questão de bater na tecla que Moda vai muito além disso aí que todo mundo vê em blog e revista, que tem muito pouco de glamour e muito mais de trabalho, pesquisa e negócios. E eu tô mega feliz com isso! Aguardem cenas dos próximos capítulos.

Fotos palestra: Prof. Virgínia Saback 

PS: Queria poder estar produzindo mais conteúdo para o blog, mas as aulas somado aos meus trabalhos como social media estão tomando muito do meu tempo e inspiração. Também queria ter tirado fotos melhores para ilustrar o diário, mas é que eu esqueço mesmo. Vou tentar melhorar essa semana, ok? ;)

26
ago

Conheça a Teciteca

O que era para ser um TCC de uma aluna só acabou virando o projeto de uma turma inteira! Esse é o começo da história da Teciteca, projeto de pesquisa e extensão dos alunos da Escola de Belas Artes da UFBa – Universidade Federal da Bahia. A turma toda se reuniu para estudar e catalogar os tecidos/não-tecidos produzidos no Recôncavo, Portal do Sertão e Região Metropolitana de Salvador. A ideia é que depois dessa pesquisa toda, o trabalho vire uma biblioteca de acervo têxtil virtual e física também. Além desses estudos feitos pelo grupo, o projeto também oferece à comunidade externa algumas atividades educativas, como palestras com profissionais da área de design de moda.

Teciteca

Foi assim que descobri esse trabalho: um amigo me convidou para curtir a página do projeto no Facebook, achei a logo deles muito bonitinha e o nome interessante, cliquei, curti e dias depois vi um post anunciando uma palestra com a designer Leila da Cruz. Depois dessa palestra vieram mais duas: uma com a estilista Márcia Ganem, que infelizmente não consegui comparecer, e outra com o também estilista Jeferson Ribeiro, que eu fui e assim como a primeira adorei. As temáticas variam, mas todas são voltadas para essa relação moda – tecido – design, com um conteúdo muito rico e interessante, que faz a gente aprender mais e alguns casos, como na palestra de Jeferson, reconstruir ideias e conceitos.

Mas como disse no começo, as palestras são apenas um pedacinho do projeto, que envolve muito mais coisa. Esse começo é para a turma, e quem mais quiser assistir aos encontros, se capacitar e aprender mais com profissionais do setor de moda aqui na Bahia. Olha que coisa mais linda a gente valorizar e ver quanta gente bacana e talentosa tem aqui na nossa terra! Essa é também a intenção da Teciteca: valorizar e mostrar o trabalho de moda no estado, seja na produção dos tecidos ou nos outros segmentos do setor (estilista, design, etc).

Se você também tem interesse em aprender e conhecer um pouco mais sobre moda e seu processo criativo/produtivo, sugiro que fique atento à fanpage do projeto - https://www.facebook.com/teciteca.fan – onde eles sempre anunciam as próximas palestras. Para quem é de outra cidade, eles transmitem o evento ao vivo, é só acessar o link que eles divulgam na hora. Conhecimento nunca é demais! Recomendo!

19
ago

Como usar rosa: sem parecer a Barbie

No final do ano passado eu inventei de começar com uma série de posts com dicas de como combinar cores de um jeito menos comum. Começamos com o cinza, depois o vermelho,  e acabei não dando continuidade por pura falta de tempo vergonha na cara. Mas vamos lá, né? A gente tá aqui pra se redimir. A cor de hoje é o rosa e o número 21 #previsãodossignos kkkkk brincadeira!

Conforme disse no post do vermelho, a gente tende a se vestir de forma muito mecânica e repetir as fórmulas que estamos acostumados e aí perde a oportunidade de experimentar novas ideias. Rosa é uma cor que muitas mulheres não gostam porque remete à Barbie, à infância, à coisinha muito romantiquinha. Mas gente, tem jeito de vestir rosa, inclusive o shocking, sem ficar com cara de Legalmente Loira! Anota aí!

Para não ficar tudo muito girlie, evite babados, lacinhos, estampas de florzinhas e tudo mais que tenha essa pega fofa de ser. Procure peças sem muitos detalhes ou que tenha modelagens mais modernas, cortes retos. É pensar que se o rosa dá o quê de romantismo, você pode combinar com peças de outros estilos para contrapor, tipo assim: calças de couro, camisetas, bijous geométricas, fendas, sapatos masculinos, peças sporty… o truque é fazer mix de estilo (para saber mais sobre estilo, tem esse post aqui sobre os sete estilos universais).

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Rosa e preto ou branco é fácil de fazer, né? Por isso que a gente sempre lembra que existem outros neutros. Rosa fica massa com nude (♡♡♡), com marrom, com cinza e ó, azul marinho também! E para quem curte um coloridão, dá para fazer aquele coloblocking lindo com cores irmãs, tipo laranja, vermelho e vinho.

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Daí que rosa tem tons, né? Você pode apostar no super pink ou no blush (rosa beeem clarinho, quase nude). Aliás, esse último é até mais fácil de combinar porque é tão clarinho que é praticamente um neutro e pode ficar mega elegante em um look todo nessa cor. E dá também para combinar os tipos de rosa entre si, fazendo visual tom sobre tom.

No quesito estampas, fuja de flores, corações e coisas do tipo. Pelo mesmo princípio de misturar os estilos, procure padronagens que saiam do romântico: animal print, listras, xadrez, gráficas e abstratas.

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Como sempre digo, essas são dicas e não regras! Experimente e veja o que cai bem para você, para o seu estilo de viver e vestir. Ninguém TEM QUE usar nada, a pessoa usa o que lhe faz sentir bem e bonita. A gente sugere, você experimenta, e se o olho brilha e você sente que tá perfeito para você, você adota.  Ah! No nossa fanpage no Facebook (aqui) tem uma galeria cheia de fotos inspiradoras!

14
ago

Diário de uma estudante de Moda

Acredito que em algum momento desse blog eu devo ter comentado que resolvi mudar meus rumos profissionais. Quem já é de casa, sabe que me formei em Direito, advoguei e trabalhei na área até o ano passado. Aí quando o meu contrato de trabalho chegou ao fim, decidi que essa era a hora de recomeçar. Lá fui eu para São Paulo, fiz curso no Senac, voltei, trabalhei em algumas coisas na área de marketing digital e agora estou voltando à faculdade.

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Eu achava que cursos como eu fiz no Senac e no EnModa pudessem ser suficientes para começar na nova profissão, mas a verdade é que hoje em dia todo mundo cobra muito diploma. Salvador já é uma cidade com pouquíssimas oportunidades de trabalho na área, e as poucas que surgem sempre pedem essa formação. Sendo assim, voltei a Universidade para uma Graduação Tecnológica em Design e Gestão de Moda. O curso dura dois anos e queria compartilhar esse novo momento da minha vida profissional no blog, já que o curso tem tudo a ver com nossas conversas por aqui. Não sei se durante tooodo o curso, mas pelo menos nesse primeiro semestre a ideia é fazer um Diário, por isso o título do post.

Minhas aulas começam hoje aliás, quando este post for ao ar eu estarei assistindo a primeira aula, que é de Comunicação. Estou tentando não criar nenhuma expectativa porque quase todas as matérias são novas no meu universo acadêmico. O primeiro curso universitário que fiz era muito diferente, não pude aproveitar nenhuma matéria, então toda informação agora é válida e muito bem vinda. Quero tentar absorver o máximo de conhecimento que puder porque depois passar por uma primeira formação tão nova – entrei na faculdade com 17 anos –  e com alguns anos de vida e de experiência nas costas, a gente encara o estudo com outros olhos, né?

Enfim, espero que vocês gostem de acompanhar! Acho que pode ser interessante para quem lê o blog por diversão e curiosidade, e não estuda e vive da moda, conhecer um pouco da rotina de quem tem isso como profissão, no meu caso, futura profissão. Vou esperar passar alguns dias de aula pra ter material para contar aqui e aí volto com novidades, certo? Ah! Acompanhem pelo insta do blog (@blogvitrinevirtual) e pela nossa fanpage que devo postar fotos da rotina com frequência. ;)

PS: Esses livros que ilustram o post são meus, que comprei por curiosidade.  Não sei se serão adotados para o curso.

 

11
ago