Estudos, Moda

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Um dos posts que mais fazem sucesso aqui no blog é o que eu indiquei onde estudar moda em Salvador. Mas ele vai precisar de uma atualização já, porque essa semana inaugurou uma nova opção na cidade: a Ebam. A Escola Baiana de Arte, Moda e Gastronomia finalmente abre as portas com uma boa lista de cursos na área de moda e fotografia.

A convite da escola, visitei o espaço, antes da festinha de inauguração, para conhecer a estrutura e posso dizer que é bem completo. Além das salas de aula para exposições teóricas, eles contam ainda com uma sala de modelagem, equipada com manequins, mesas de modelagem, réguas, máquina industrial, e uma sala de costura com doze máquinas domésticas, além de uma biblioteca com diversos títulos sobre o assunto.

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Para esse primeiro bimestre de funcionamento, a grade de cursos oferece: Make e Análise Pessoal Cromática, com Sika Caico e Inês Martins; Produção de Moda, com Camila Freiper; Consultoria de Imagem, com Priscila Seijo; Fotografia, com Lúcio Barbosa e Cláudio Colavolpe; Criação Pesquisa de Tendências em Moda, Beleza e Consumo, com Rodolfo Carvalho e Gefferson Vila Nova; Costura, com Tina Montenegro; Modelagem, com Cris Lára e Carol Brunelli; e Visual Merchandising, com Chris Corcino. Muitas opções, hein! A  coordenação é de Sandra Fagnani, nos cursos de Arte e Moda, e Vevé Bragança, na área de gastronomia.

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Fotos: Divulgação

A gente sempre reclama que Salvador não tem opções de cursos livres e workshops de moda, fazendo com que a gente tenha sempre que recorrer à São Paulo ou Rio de Janeiro. Agora temos mais uma opção – que infelizmente ainda são poucas comparadas às citadas cidades – mas já é um primeiro passo. Então cabe à nós fomentar essa movimentação e fazer essa iniciativa vingar. Vamos valorizar os profissionais da nossa terra também!

Além de todos esses cursos que já citei, vai rolar ainda uma aula ministrada pelo artista plástico baiano Bel Borba, nos dias 14 e 15, das 8h às 12h, e outra durante todo o dia 16 –, das 8h às 17h. No curso, intitulado “Laboratório de Pintura sobre Porcelana”, o artista apresentará em sala técnicas de pintura em porcelana. E hoje, dia 07/07, vai rolar, a partir das 19 horas,  uma aula magna com o estilista Jeferson Ribeiro (muito querido e talentosíssimo), aberta ao público. O número de vagas é limitado e bem pequeno e para se inscrever, é necessário enviar e-mail para  contato@escoladeartemoda.com.br com nome completo e telefone, além de editar o assunto para “Aula Magna”. A aula abordará o poder criativo de cada indivíduo, desenvolvendo e aprimorando habilidades e competências. Após o curso, Jeferson fará um bate papo com perguntas e respostas. E para fechar toda essa movimentação de inauguração, ainda tem um workshop gratuito com Marina Marques, voltado para estudantes, influenciadores e bloggers de moda, nesta sexta-feira (8) sobre a Moda no Mundo, em que refletirá sobre as diferentes esferas de estilo características de cada país. Com vagas limitadas, as inscrições para a atividade poderão ser feitas pelo e-mail contato@escoladeartemoda.com.br.

A Ebam fica Rua Feira de Santana, nº 04, Rio Vermelho (tel: 71 3016-3262), e o site é o escoladeartemoda.com.br.

Eventos

Expo de Moda 2016: produzindo um look com peças de garimpo

Todos os anos, duas vezes no ano, na verdade, em junho e novembro, eu participo do desfile dos Fashionistas na Expo de Moda / Made in Bahia, respectivamente. A convite da produção do evento, garimpamos peças entre os expositores da feira para montar um look que vai à passarela em uma modelo. Este última edição aconteceu na Arena Fonte, em um tamanho um pouco menor, mas com a mesma movimentação de eventos e desfiles de sempre.

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Foto: Sophia Litzinger

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Meu primeiro convite foi em 2012 e eu fiquei muito empolgada com a possibilidade de viver a experiências de produção de desfile. Pensar no look, pesquisar as peças, arrumar a modelo e toda a agitação de um backstage era uma coisa muito nova para mim e eu não podia perder essa oportunidade. Eu já sabia de alguma forma que era nisso que eu queria trabalhar. De lá para cá foram 09 participações e a evolução é visível nos looks que fiz e na agilidade do trabalho.

Dessa vez, fui apenas no sábado mesmo e produzi tudo horas antes do desfile, com uma super tranquilidade. Trinta minutos antes de entrar na passarela já estava tudo pronto e eu sentadinha esperando o início da apresentação. No início eu demorava muito mais tempo para produzir porque normalmente partia de um processo um tanto equivocado para esse tipo de trabalho. A produção na feira é um garimpo, ou seja, tenho que usar o que eu achar por lá. Eu ia com uma ideia já formada na cabeça e corria atrás de achar itens que se moldassem a essa ideia. Só que muitas vezes eu não conseguia encontrar o que eu queria e tinha que alterar tudo na hora da produção. Isso me gerava mais tempo de pesquisa nos estandes e mais de uma dia rodando na feira.

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Tudo ficou mais fácil quando passei a entender que produzir com garimpo requer a mente livre de pré produções. A gente faz um ronda geral, dá uma conferida no que tem a nossa disposição e a partir daí começa a pensar no look. Normalmente seleciono uma peça chave que encontrei na feira, com alguma informação de moda, e escolho o resto tomando ela como base. Para esta edição, por exemplo, eu parti do colete branco da Rafa Sampaio Store. Com ele em mãos, pensei nas outras opções de peças que vi na primeira ronda que fiz na feira, defini uma estética para o look, e assim retornei aos lugares onde tinha visto peças que se encaixavam na proposta. Tudo resolvido em duas voltas no evento, em um mesmo dia.

Quando a produção é feita livremente, em marcas diferentes, em diversos lugares, acontece o oposto. A gente parte de um briefing, uma estética pré definida e busca as roupas e acessórios para suprir essa necessidade. Mas em um evento como esse, as opções são mais limitadas, então o processo inverso é mais fácil. Mas essas coisas a gente aprende com o tempo e experiência, não é mesmo? Apesar de sempre ter algumas técnicas que todo mundo geralmente usa, eu acho que não existem regras, cada um pode criar seu método, descobrir a forma melhor de trabalhar. Mas é sempre bom trocar experiências e aprender com o outro. Alguém aí também faz produção de moda para dar outras dicas?

Estilo

Como ter um blog de moda mudou minha vida

Ontem, dia 19/06, o blog fez aniversário e completou oito anos. Com esse tanto de tempo, eu poderia dizer que ele passou por muitas fases da minha vida. Mas a verdade é que mais do que fazer parte da minha vida, ele mudou tudo! Além de celebrar mais um aniversário, a data é também muito propícia para refletir o quão importante o Vitrine foi e ainda é para mim.

Eu conheço poucas pessoas com tantos anos de blog como eu. Hoje, ser blogueira ou suas variáveis (youtuber, instagramer, digital influencer) é mais corriqueiro que há oito anos atrás. Quando eu comecei, eu não tinha nenhuma referência próxima, nem mesmo uma amiga virtual, que fosse blogueira. Aí sim, quando criei o blog foi que encontrei algumas pessoas com os mesmo interesses que eu.  Mas o fato é que naquela época a gente tinha blog para escrever, compartilhar textos, trocar informações. Era muito menos para ser famoso – até porque não existia essa pretensão, já que blog ainda não dava fama e dinheiro – e muito mais para compartilhar ideias. Por isso, que até hoje minha relação com este espaço aqui permanece tão íntima, apesar dos altos e baixos e diversas mudanças que ocorreram. Ele reflete muito a minha personalidade, que também foi mudando ao longe desse tempo. Assim, acaba que eu escrevo muito mais sobre o que eu gosto – que nem sempre é o gosto da maioria – do que sobre o que o povo anda querendo saber.

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Foto: Reprodução

Manter o blog por tanto tempo foi um exercício de persistência somado a um apego emocional. Por várias vezes pensei em desistir ou começar outro, mas aí um monte de coisa e de gente me incentivava a continuar. Especialmente porque ele é um ponto de virada mega importante na minha vida. Se não fosse o blog, eu não seria designer de moda. Provavelmente eu estaria em alguma repartição pública da justiça, trabalhando de 8h às 18h, com leis e burocracia.

Aí eu te conto a estória: quando eu comecei o Vitrine eu tinha acabado de me formar em Direito e estudava para concurso. Ele nasceu como uma distração para quem ficava muito tempo em casa, lendo sobre as mesmas coisas o tempo todo, sem socializar muito com outras pessoas. Nesse começo ele tinha outro foco, era um blog para garimpar coisas legais em brechós virtuais. Mas como eu disse, ele reflete muito o que eu sou e como eu fui mudando, ele também mudou.  Por causa dele, eu comecei a me interessar por moda. Eu queria dar boas dicas, com bom embasamento, com conteúdo relevante e confiável. Então eu fui pesquisar, ler, estudar…  Fiz curso, comprei livros. Mas ainda era pouco. Porque eu já gostava tanto disso que eu queria viver disso. Então, no final de 2013 eu saí do meu emprego e fui estudar Moda. Fui pra São Paulo e fiz curso no Senac. Voltei para Salvador e decidi começar uma nova faculdade e além de advogada, hoje eu sou também designer de moda.

Nesse meio tempo, o blog me trouxe mais que uma nova profissão. Ele me trouxe experiência e networking. Por causa do Vitrine, eu pude experimentar por exemplo, antes mesmo de estar em uma faculdade de Design de Moda, fazer uma vitrine e produzir looks para um desfile, ouvir palestras de grande nomes do meio (Lilian Pacce, Paulo Borges, Glória Kalil, Fernando Torquatto, Vitorino Campos, Camila Coutinho, Marcos Costa, Manu Carvalho, Yan Accioly, Alexandre Herchcovitch) entre outros).  Foi também através dele que eu criei uma lista de contatos com as maiores assessoria de imprensa da cidade e que pude conhecer os profissionais de moda daqui – jornalistas, estilistas, maquiadores, fotógrafos, produtores, outros blogueiros. E tudo isso faz muita diferença! É tão importante quando um diploma. Porque é muito válido você ter no currículo a graduação, mas ter experiência na área e alguém do meio que possa indicar o seu trabalho, é duplamente melhor!

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Momentos na ordem: equipe reunida em uma dos editorais que produzi para Revista Mulher +; looks produzidos pro Desfile Made in Bahia; bate papo sobre blogs na Unifacs; encontros com o stylist Yan Aciolly, a jornalista Lilian Pacce e a personal stylist Manu Carvalho; matéria sobre o dia a dia de uma blogueira de moda que escrevi para a Mulher +; palestreado Alexandre Herchcovitch no Bahia Moda Design; evento de Natal do Shopping da Bahia; matéria que participei para o jornal Bahia Meio Dia; pressday da loja Youcom em SP;  fotografando para o e-commerce da Mito.

E só para completar, além dessa mudança de 180º na minha vida profissional, o blog me trouxe uma coisa muito mais valiosa: auto estima. Quem me conheceu antes dele, com certeza percebe a diferença. De jovem envergonhada – que morria de medo de falar em público – , com quase nada de vaidade – zero maquiagem, mal usava um brinco, nunca de cabelos soltos – a alguém bem mais segura de si. Hoje eu adoro me arrumar, tenho muita consciência do meu estilo, reconheço minhas qualidades e me aceito como sou, com a beleza que é minha, que não precisa ser igual a de ninguém. E isso resulta em uma confiança muito maior para me expressar, me posicionar, falar o que eu penso.

Acho que para as pessoas em geral hoje, ser blogueiro parece uma forma “fácil” de ganhar dinheiro com publipost, ganhar brindes e ficar famoso. Mas para mim, o blog sempre teve outro significado. Não que ele não possa trazer ganhos financeiros e reconhecimento, isso também é muito bom. Mas isso não é motivo, é consequência. O motivo para eu ter mantido esse blog por tanto tempo, é que a consequência mais bonita que ele me trouxe foi uma vida mais feliz e realizada.

Para ver o primeiro post do blog: Garimpando calça jeans.

Para ver todos os editoriais de moda que já produzi: portfólio Isabela Nascimento

Para estudar moda: Onde estudar moda em Salvador

Eventos

Coletivo Minissaia entrevista Alex Galletti no Iberostate

Nesses últimos dias que antecedem o final do meu curso de Moda – yes! estou me formando! – não tenho conseguido me dedicar ao blog, mas não poderia deixar de registrar aqui os eventos muito legais que tem acontecido com o Coletivo Minissaia.

Na última edição, dia 23/04, a gente teve o prazer de entrevistar o arquiteto e urbanista Alex Galletti, sócio da 3A Arquitetura, e bater um papo super descontraído sobre a sua carreira, urbanismo e mudanças na arquitetura de Salvador, além de dicas de decoração. O ambiente não podia ser melhor: o Iberostate em Praia do Forte, complexo residencial pertencente ao grupo Iberostate. O encontro reuniu ainda um grupo muito querido de convidados: blogueiras e imprensa,c om cobertura do Site Dois Terços. Só gente bacana para apreciar o local e o almoço delícia que o empreendimento ofereceu antes da entrevista.

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Fotos: Genilson Coutinho

Para esse evento tivemos o apoio da Contexto Moda Criativa, que presenteou nosso convidado com uma camiseta linda e ao site Dois Terços, pela cobertura fotográfica. Fica aqui nosso agradecimento aos nossos parceiros e apoiadores!

Para acompanhar nosso conteúdo e as próximas edições, segue a gente no Instagram! O perfil é o @coletivominissaia.

Eventos

Universo Urbano: Coletivo Minissaia, Gabi Cruz e Shopping Piedade.

Olha aí que combinação boa que rolou no último sábado no Shopping Piedade! O shopping convidou o Coletivo Minissaia (eu, Van, Cele, Nath e Bru), grupo do qual faço parte, para integrar a projeto Universo Urbano que traz o conceito do streetstyle, onde a moda das ruas inspiram as tendências das passarelas. Eles fizeram uma loja conceito linda no L2, aberta ao público, onde além de looks inspiradores, você também confere uma exposição com elementos do estilo de vestir urbano. E durante todo o período do projeto também vão acontecer oficinas e talk shows.

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O Coletivo com Leti do Borboleta Vintage.

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Coletivo + Gabi + equipe do shopping + amigos

Aí que o Coletivo entra, com a entrevista massa que fizemos com a jornalista Gabriela Cruz. Gabi é editora do Caderno Bazar, do jornal Correio, que fala sobre moda, cultura, gastronomia e comportamento. Ainda contamos com a companhia da blogueira Lety Santana, do Borboleta Vintage para completar o time. A casa ficou cheia para ouvir Gabi falar da suas história e experiências com jornalismo, discutir o mercado de moda em Salvador e dar dicas para quem quer trabalhar na área.

Ela contou para a gente que o melhor jeito de se aventurar no mercado por aqui é mesmo criando bagagem e fazendo contatos. A soma das experiências que você já teve na sua vida profissional vão te qualificando para futuras oportunidades, indicadas por pessoas com as quais você já trabalhou ou conhecem o seu trabalho. Salvador não é uma cidade fácil para quem quer viver de moda e a jornalista aproveitou a oportunidade que surgiu para cobrir o antigo Movimento Iguatemi de Moda, quando a repórter na época foi embora da redação e deixou o cargo vago. Se lá para cá muita coisa aconteceu e hoje Gabriela comanda o Caderno Bazar e cobre todos os grandes eventos de moda do pais: SPFW, Minas Trend, Dragão Fashion, etc.

Ah! Além do evento, a gente também circulou pelo shopping para garimpar achadinhos nas lojas e montamos alguns looks, com styling de Junior Bonfim para as redes sociais do Piedade. Confere lá no instagram: @shoppingpiedade. Foi um trabalho muito legal e só tenho a agradecer o convite do Shopping Piedade! <3

Esse final de semana tem mais Coletivo! Dessa vez vai ser no Iberostate, entrevistando o arquiteto Alex Galleti. ;)

Fotos: André Oliveira

Mercado

Fagner Bispo, estilista e produtor de moda.

Multitarefas é uma boa palavra para descrever Fagner Bispo. Quando comecei a escrever o título do post fiquei muito na dúvida de como intitulá-lo, já que ele faz mil e uma atividades: estilista, produtor de moda, stylist, figurinista, cenógrafo e vitrinista.

Eu o conheci durante a minha primeira participação na feira Expo de Moda, como estilista – ele apresentava suas criações nos desfiles da feira -, cenógrafo – era responsável pelo cenário da passarela – e produtor de moda – cuidava da pós produção dos desfiles das blogueiras. De lá para cá são alguns anos encontrando com ele em todas as edições do evento e em outros Salvador afora.  Fagner é figura certa no cenário de moda da cidade então não tinha como não convidá-lo para participar dessa minha série de posts sobre profissionais de moda baianos.

Moda e arte no começo da carreira

O curioso é que apesar de hoje estar totalmente envolvido no mundo  da moda, essa não era a sua pretensão incial. Com formação em Belas Artes pela Universidade Federal da Bahia – UFBa, Fagner queria trabalhar com artes e desenhos. Mas ainda na faculdade, conheceu a Cavalera e se encantou com o universo pop art que a marca trazia para seus produtos. Em 2002, a convite deles foi assistir o desfile na SPFW e na correria frenética do bastidores se deu conta de que queria viver daquilo. Então, se juntou a duas colegas na faculdade – que já tinham formação em moda – em um projeto para participar do Concurso de Novos Talentos do Barra Fashion. Sua função era apenas fazer as estampas, mas se envolveu tanto que acabou virando co-criador. Criaram uma marca chamada Telúrica, onde permaneceu trabalhando até 2007, quando decidiu seguir sozinho e deixou a marca para desenvolver projetos individuais.

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Nos bastidores do Bahia Moda Design e com criação sua na passarela da Expo de Moda

As múltiplas atividades

Foi nessa época que produção de moda começou entrou na sua trajetória, em trabalhos ao lado de Tininha Viana, top produtora de moda em Salvador. Bahia Moda Design, Barra Fashion, Sarau do Brown, Expo de Moda e outros eventos importantes da cidade contaram com a participação do produtor. Hoje, ele é também o responsável pelo figurino do programa Clube da Alegria apresentado por Carla e em parceria com uma amiga, a Talita Sylos, e faz a produção de moda e figurino do cantor Xanddy, do Harmonia do Samba, além de assinar cenografia para vitrines em lojas como a Boah e a Vivire.

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Preparando a vitrine da Vivire, as bolsas da série Não Tive Grana e em participação no programa Expresso da Moda da Rede Bahia

A faceta estilista a gente pode conferir todos os anos nos desfiles de abertura das feiras Expo de Moda e Made in Bahia, e com sua coleção de bolsas “Não tive grana. “A série de bags NÃO TIVE GRANA surgiu de uma brincadeira, queria presentear os amigos e parceiros de trabalho no Natal, mas estava sem dinheiro para tantas lembrancinhas” explica o estilista. “A intenção era fazer algo divertido, debochado, que são características marcantes em meus trabalhos, mas que ao mesmo tempo trouxesse também uma reflexão sobre consumo consciente.” Muito em breve, uma nova versão deve ser lançada.

Para quem quer trabalhar com moda em Salvador.

O mercado de moda em Salvador é complicado, mas Fagner acredita que isso acontece em todas as áreas, que tem que correr atrás. “Se a gente não fizer as oportunidades, não vai cair do céu. Eu sempre corri atrás, nada apareceu do acaso“. As dicas para quem quer aventurar nesse mercado? “O que vale é a persistência. Estude, acompanhe o que está acontecendo no mundo de uma forma geral, não só no contexto de moda, mas no contexto de arte e cinema, porque querendo ou não tudo envolve.”

Fotos: arquivo pessoal

Conheça outros profissionais e marcas de Moda em Salvador:

Suzana e Suzane Massena, modelos.
Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana. 
Estilo

5 Vestidos do Oscar para mandar para a costureira

Domingo foi dia de acompanhar o tapete vermelho mais esperado do ano! Todos os holofotes da moda voltados para o que as estrelas de Hollywood estavam usando na noite mais importante do cinema. Então, com certeza você já viu por aí milhares de posts com as fotos de todas os vestidos: os mais bonitos, os mais esquisitos, etc e tal. Para não ser muito repetitiva por aqui, selecionei aqueles que dá pra gente tentar reproduzir com a costureira amiga, pois não precisam de nenhum tecido especial ou bordados. Então, confere aí 5 Vestidos do Oscar para mandar para a costureira. Caprichei nas fotos com detalhes e muitos ângulos que é pra fazer igualzinho pro próximo casamento ou formatura.

1. Rachel McAdams de August Getty

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E lá se foi o reinado das rendas e bordados. É tempo de minimalismo, os anos 90 estão de volta e a eterna Regina George (Garotas Malvadas, lembram?) divou no tapete vermelho com um vestido que não tem nada mais que um corte lindo e uma modelagem perfeita. Ok, rolou também um mega decote nas costas e um fenda na medida que deixam tudo muito #sexysemservulgar.

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Há quem não goste, que ache muito simples e reclame que a roupa está amassada (de fato, está mesmo). Mas sinceramente, acho uma bobagem isso! A mulher devia estar há um tempão sentada no carro esperando a hora de entrar, é normal que roupas amassem um pouco e não acho que isso tire a beleza do look. Ademais, amo roupas simples que realçam a beleza de quem veste. Ela estava linda, não precisa de muitos incrementos para chamar atenção. Acho que nesse casos de modelos mais clean, os recortes estratégicos fazem bem o papel de levantar a roupa. E essa cor também é maravilhosa!

Para mais fotos de todos esses modelos em tamanho bem grande, com alta resolução, vai no nosso álbum no Facebook;)

2. Charlize Theron de Dior

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Esse aqui disputa o topo da minha lista de favoritos dessa edição do Oscar. Charlize por si só já é uma aparição, com esse vestido então, me deixou sem palavras.

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Vermelho é sempre vermelho, acho que uma das cores mais impactantes para vestidos de festa e por isso ganha anda mais valor em um modelo liso, sem muitas firulas. Ele seria lindo também em preto, mas em vermelho ficou mais deslumbrante.  Observem mais uma vez o combo minimalismo + caimento perfeito + decotes nos lugares certos + cor.  Anota aí que é a bola da vez!

3. Olivia Munn de Stella McCartney

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Mais uma aí para provar que essa é a temporada dos vestidos lisos e minimalistas. Olivia apostou no corte incrível de Stella McCartney com uma cor vibrante que vai super bem com o tom de pele dela. O decote um ombro só também foge do comum e somado a esse efeito sobreposição da parte de cima com a saia deu um modernidade ao vestido.

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A quem se interessar, o site da revista In Style fez um diário de Oscar com a atriz, acompanhando todo o processo de preparação.

4. Olivia Wilde de Valentino

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Ok, esse pode ser um pouco mais trabalhoso, afinal um bom plissado não é algo que se encontre fácil por aí. Mas não é impossível. Uma boa costureira consegue fazer sim e ele é lindo juntamente por conta desse trabalho. Não curto tanto o excesso de decote na frente, mas o conjunto ainda assim é muito bonito. Esse detalhe das costas então, maravilhoso!

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Branco não é uma cor muito fácil, já que restringe um pouco as possibilidades de uso do vestido. Veja bem, eu não sou uma pessoa que anda recebendo convites para festas de gala, normalmente uso vestido assim para casamento (porque nem formatura eu ando indo mais), então… A sugestão é reproduzir em outra cor para ficar mais versátil na vida real. Em tons pastel ia ficar uma beleza!

5. Brie Larson de Gucci

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Por sim, a ganhadora do Oscar de melhor atriz, Brie Larson. Esse é o mais impactante de todos, tem volume, tem cauda e tem uns babados. Não é minimalista, mas também tá no limite que permite a gente usar em uma ocasião como madrinha de casamento, por exemplo. Para formandas também é uma boa opção, diminui um pouco a cauda e vai!

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E esse azul? Que cor maravilhosa! Achei que foi uma excelente escolha para marcar a noite em que ela recebe um prêmio tão importante. O cinta deu mais glamour, mas também dá para trocar as pedrarias por mais simples, como uma faixa, e fazer a discreta.

É isso, anotaram? Salvaram as fotos na pastinha para o próximo evento? Também amo bordados (sou fã dos brilhos do Elie Saaba, sabem?) mas para a vida real os modelos lisos, sem pedrarias, são mais fáceis de reproduzir e ficam mais versáteis para repetir em diversas ocasiões. Sempre bom ter boas referências porque nesse caso ele faz mesmo o modelo faz toda diferença.

Fotos: Reprodução

Falando em Oscar, veja também:

Indicados ao Oscar de Melhor Figurino 2016: A Garota Dinamarquesa

Indicados ao Oscar de Melhor Figurino 2016: Cinderela

Para seguir: as personal stylists de Hollywood.

Filmes, Moda

Indicados ao Oscar de Melhor Figurino 2016: A Garota Dinamarquesa

Ainda sobre os indicados ao Oscar 2016 de melhor figurino, vamos falar de A Garota Dinamarquesa. Em um resumo bem sucinto, o filme conta a história de Lili Elbe, primeira transgênero a se submeter a uma cirurgia de redesginação de sexo e toda o conflito interno e social vivido pela personagem durante essa transformação. O figurino é assinado por Paco Delgado, que já concorreu ao prêmio em 2013 pelo seu trabalho em Os Miseráveis, que também contava com Eddie Redmayne – que dá vida a Lili  – naquele elenco. (Esse texto contém spoilers!)

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Fotos: Reprodução

Aqui o elemento figurino é de extrema importância para contar a história. Mais do que contextualizar uma época – os anos 20 – a roupa acompanha a transformação da personagem. Neste período, a moda feminina caminhava para uma silhueta mais livre e reta, sem a pressão dos espartilhos, o que inclusive foi de grande ajuda, pois não foi preciso lançar mão de enchimentos ou próteses para deixar o corpo de Redmayne mais feminino.

Quem for atento desde o começo do filme, pode notar que as peças de roupas são elementos super importantes no processo de reconhecimento da personagem principal. Uma meia de seda é quase que o estopim para reacender em Lili, então Einer naquele momento, um sentimento que estava adormecido. Na primeira parte da história, a personagem usou ternos pesados e camisas de colarinho engomado.“Funcionam como uma proteção contra o mundo, mas também encarceram emoções”, explica Delgado. Para a fase de transição, os tecidos mais fluidos e cores mais suaves começam a aparecer. Segundo o figurinista, o look mais importante para ele no filme é o terno marfim acinturado, andrógino, que Lili usa quando é espancada na rua, cena que reafirma o quanto o que vestimos transmites mensagens e gera reações em que nos vê.

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Foto: Reprodução

Quando se vê completamente transformada, surge uma mulher colorida, de vestido de tecidos leves, de cores quentes e estampas, inspirados nas criações de Jeanne Lanvin, em total sintonia com a liberdade que a personagem enfim sentia ao ser ver livre de viver uma vida na qual não se reconhecia. Um presente para os olhos! Um figurino lindo, como aliás é a moda desse período, e cheio de significados, que conta a história tanto quando qualquer outro elemento do filme.

Moda

Le Theatre Dior – alta costura em miniatura

Se alta costura já encanta por si só, imagine quando é feito em escala “tamanho de boneca”! É assim que a gente fica quando vê os vídeos da Le Theatre Dior, exposição que recria os clássicos da marca que fizeram história em versão miniatura.

São 60 mini modelos - com o tamanho de aproximadamente 1/3 do tamanho real – entre eles o icônico New Look – criado na primeira coleção haute couture feita por Christian Dior – e também modelos mais recentes, como os vestidos usados pelas atrizes Natalie Portman no comercial do perfume Miss Dior e o longo de Jennifer Lawrence ao ganhar o Oscar em 2013. Todos foram feitos com as mesmas técnicas e detalhes dos originais  É maravilhoso ver o processo de produção, desde a base até os detalhes como aplicações de flores e bordados!

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Fotos: Reprodução

O vídeo acima é o trailer da exposição onde podemos ver a variedade de modelos.  É de se admirar não só com a beleza dos detalhes nos vestidos, mas nos displays onde as peças são exibidas. Que coisa incrível o vestido Miss Dior saindo de dentro da flor que desabrocha! <3

Não deixem de assistir os vídeos de making off dos vestidos Miss Dior – esculpido em pétalas de rosas e de lilás (esse da foto mais acima) – e Mexique Dress – esculpido em tule marrom bordado de pérolas de vidro e lantejoulas douradas. Coisa mais linda! Vale a pena!

O nome da exposição é uma referência ao “Le Petit Théâtre de la Mode,” de 1945, criada por Lucien Lelung, para quem Christian Dior então trabalhava como estilista. Aquela exibição celebrava a alta costura francesa, como réplicas em miniatura de importantes criação das Maison, para incentivar o renascer da moda no pós guerra.

“In a time when everything is tending to the machine, Dior should be more like an artisanal laboratory than the ideal of a factory. ” Christian Dior 

A mostra da Dior é itinerante e estreou na loja da grife em Chengdu na China e depois seguiu para Dubai, e até então sem qualquer previsão de chegar ao Brasil. Não consegui descobrir em qual lugar a exposição está agora.. quem sabe um dia ela desembarca por aqui!

Filmes, Moda

Indicados ao Oscar de Melhor Figurino 2016: Cinderela

No próximo domingo acontece a cerimônia do Oscar 2016. Para quem gosta de moda, o evento vai muito além do vestidos de gala do tapete vermelho. A mágica acontece mesmo em ver os figurinos dos filmes que estão concorrendo às estatuetas, em especial na categoria de Melhor Figurino. Neste ano concorrem O Regresso, Mad Max, Carol, Cinderela e A Garota Dinamarquesa. Assisti apenas os dois últimos e fiquei encantada pelo figurino ambos, então fui pesquisar sobre para falar um pouco deles dois aqui no blog.

Hoje vamos de Cinderela, lançado no ano passado e que dispensa maiores apresentações.  O figurino é assinado por Sandy Powell, que já teve 12 indicações – entre elas Carol, concorrente deste ano – e levou 3 estatuetas, por Shakespeare Apaixonado, O Aviador e a Jovem Rainha Vitória.  O filme é um conto de fadas e não tem um período de tempo definido, por isso Powell pode mesclar elementos de décadas diferentes: os vestidos da madrasta por exemplo, interpretada por Cate Blachett, tem em referências a década de 40.  A personagem de Blanchett, inclusive, é a com mais trocas de roupa na trama. “Vestir vilão é muito mais divertido! As mocinhas e mocinhos são sempre mais difíceis” contou em entrevista a Vogue UK.

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Croquis de Sandy para o filme – Fotos: Reprodução

Mas fazer o vestido da Cinderela não foi tarefa fácil não! O desafia era criar uma peça que fosse grande em volume, mas que tivesse leveza e movimento, afinal ela precisava parecer flutuar enquanto dança. Para isso, todo um trabalho de escolha de materiais e técnicas de costura foram necessários. Foram mais de 250 metros de tecidos, em diversos tons de azul e em diversas camadas, começando com espartilho e uma crinolina para dar sustentação a todo esse pano e mais de 5 quilômetros de costura. A camada superior do vestido é crepeline de seda, um tecido super leve. Já as camadas inferiores são de um tecido sintético chamado yumissima, mais leve ainda, que parece flutuar na presença de vento  e custa cerca de £ 150 por metro.

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Fotos: Jane Law

Como se não bastasse todo esse trabalho, foram necessários 9 vestidos iguais para dar conta de todo o processo de filmagem. Cada um deles tinha algumas características diferentes:  alguns deles eram mais curto pra as cenas em que a atriz tinha que correr, como a fuga do baile à meia noite. Outro tinha buracos para que fosse suspenso por fios. Outra curiosidade é que a cintura finíssima da personagem, tão questionada e acusada de retoques no Photoshop, na verdade é uma ilusão de ótica. Ela parecia ter uma cintura tão miníma poque a saia era extremamente volumosa.

Por fim, o sapatinho de cristal confeccionado pela Swarovski, inspirado em um modelo de 1890. Mas apesar de lindo, eles não foram realmente usados pela atriz. “Os que estão nos pés não são de cristal“, conta Powell. “Na realidade, ela estava usando sapatos de couro com as mesmas formas e proporções como o cristal. O departamento de efeitos visuais, mais tarde, de forma inteligente converteu em cristal.