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Minimal Summer – 10 look minimalistas para o verão

De uma forma bem resumida, podemos dizer que o um look minimalista é aquele que diz tudo com muito pouco, que aposta em poucos elementos para expressar uma ideia. Não é necessariamente uma camiseta branca e uma jeans – pode até ser – mas a verdade é que um verdadeiro minimal look tem muito a ver com valorização do design, das formas simples, modelagem e acabamento perfeitos, tecidos de qualidade e conforto. As cores em geral são as neutras, mas nada impede de se ter um look minimalista com uma cor mais forte, desde que a estética no todo seja clean.

Essa é uma moda total anos 90, uma época que muitas eram as modas e todas elas diferentes entre si e o minimalismo foi uma resposta aos excessos da década anterior – os anos 80. A verdade é que a moda reflete a atmosfera social e aquela foi uma época de conflitos como a Guerra do Kuawit em 1990/91 e a dissolução da União Soviética, o que pedia menos exuberância e ostentação em prol de uma estética mais contida.

Dito tudo isso para situar, declaro que eu muito me identifico com esse estilo de vestir. Depois daquele papo todo de estampa – que eu também gosto e valorizo – a gente muda o rumo para falar de um look clean, que pessoalmente tem mais a ver comigo. Eu amo cores neutras e vocês que me leem já sabem disso! Gosto de linhas retas, peças básicas… tenho apostado muito nesse jeito simples de vestir, sem muitos adereços e poucas cores. Por isso, minha pastinha está cheia de referências nessa pegada e então acho que é hora de dividir alguns com vocês, afinal, tenho certeza que outras pessoas também se identificam com esse jeito de vestir. E olha, dá pra usar o famoso “menos é mais” em todos os ambientes e momentos nessa vida, inclusive no verão.

Separei 10 look, fáceis de reproduzir. Se você não é fã de de estampas e muitas cores, anote as dicas para fazer seu verão básico.

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Tá calor, mas a gente precisa ir trabalhar. Só que não dá para ir de qualquer jeito, tem que seguir o padrão de vestimenta social. A dica é optar por peças mais folgadas, que não colem no corpo e deixem o ar circular. Mesmo em cores escuras, se a modelagem for mais soltinha e o tecido natural, a gente passa menos calor. Pode apostar! Mas troca a rasteira do primeiro look por um sapatilha ou mesmo um salto, se preferir.

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O final de semana pede conforto, especialmente em dias quente. Mas como já expliquei, mesmo blusas de manga podem ser usadas nessa estação, desde que feitas de tecidos naturais como algodão e linho. Shorts, camisetas, sandálias… vale ficar à vontade.

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Uma saída à noite pede um produção mais caprichada. Conjuntinho com blazer, sandálias de tiras, vestidos curtos… Apesar de eu ter escolhido apenas cores como branco, preto, cinza (e neutros em geral), o minimal look pode apostar também em cores fortes, desde que não seja um ou duas e não aquela salada de cores.

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22
out

Prêmio Estampa Brasil e Alma Brasileira

Mais uma vez o Shopping Barra nos dá a oportunidade de trocar ideias com profissionais cheios de experiências e coisas boas para dividir. Na terça-feira passada (14/10) foi dia de lançamento, aqui em Salvador, do livro e da exposição Alma Brasileira, que traz os trabalhos dos vencedores da 2ª edição do Prêmio Estampa Brasil, idealizado pela Lojas Renner. Até o dia 22/10, você pode ver de perto as estampas vencedoras dos prêmios, nas categorias estudante e profissional, em três temas: Cardápio de Verão, Natureza de Verão e Verão em Movimento. No evento, recebemos de presente – e que presente! – o livro Alma Brasileira 2014, que traz os 72 trabalhos finalistas, além de matérias, entrevistas e artigos sobre moda e estamparia e também conferimos o talk show com Renata Rubim, curadora da segunda edição do concurso; Mayume Mizoguchi, integrante do núcleo de design de estamparia da Lojas Renner;  Juliana Frasca, gerente de estilo da Lojas Renner; e a jornalista Gabriela Cruz, editora do caderno Bazar, do jornal Correio.

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Algumas das minhas estampas favoritas: Banana é pardão de Andrigo Guimarães, Trama Natural de Isadora Paulino e Toda feira tem seu fim de Renata Ribeiro

Quem trabalha com moda aqui em Salvador sabe da dificuldade que é encontrar mão de obra qualificada para produzir e também o quanto é complicado ter acesso a algumas tecnologias, como é o caso da necessária para produzir estamparia. Renata contou durante o talk show que há alguns anos atrás era difícil para todo mundo, mas hoje você já não precisa comprar milhares de metros de tecido para imprimir sua estampa exclusiva, dá para fazer em uma quantidade bem menor. Só que aqui em Salvador a gente continua com esse problema. Sei disso porque já ouvi de alguns amigos e conhecidos que enfrentam esse problema o quanto é caro e custoso ter um uma estampa para chamar de sua e que é preciso recorrer à fornecedores de outros estados. Isso acaba desanimando muito os estudantes, especialmente aqui na nossa cidade, a trilhar esse caminho na moda,já que falta incentivo e oportunidade.

Daí que entra a importância de ter um projeto como esse, apoiado por um gigante do varejo como a Renner, para dar um pouco mais de visibilidade para essa área. A gente precisa valorizar a criação autoral e o talento dos profissionais brasileiros e deixar de lado essa mania de ficar copiando tudo que vem de fora. Gabi Cruz comentou que aqui no Nordeste o povo adora uma estampa, adora estar colorido e cheio de vida, é muito a nossa cara. A estampa traz identidade para a marca e para quem usa peça, então porque não fazer com que isso venha da gente para a gente? Brasileiro criando para o mercado brasileiro porque a gente conhece nosso povo, nossos gostos, nossa identidade.

E eu não posso deixar a oportunidade de linkar todo esse assunto com o trabalho de alguns jovens profissionais que mandam muito bem na estamparia e eu super admiro. Primeiro a minha querida amiga e designer desse layout lindo do blog, Mai Saraiva. Ela é tão talentosa que já fez estampa para Vitorino Campos! Mai conta que “a dificuldade está no custo e na gestão dessa produção, já que não temos nenhuma empresa têxtil de estamparia, no caso de estamparia corrida, produção em larga escala, base têxtil diferenciada…“. Naquele post da Carol Burgo – outra jovem profissional que produz estampas lindas que eu adoro para sua Prosa – que compartilhei aqui no blog semana passada, ela conta que para fazer um vestido longo com estampa própria ela gasta “R$ 81 pela impressão de 3 metros de viscose (o suficiente para um vestido longo godê)“. Somando todos os outros custos, não tem como o produto final ter um preço tão competitivo nesse mercado invadido pelos produtos produzidos na China. Adoro também o trabalho de João Adami e sua equipe na Spiadja, com estampas lindas e exclusivas, cheias de inspiração nessa terra linda que é Salvador. Quem for daqui, aproveita para conhecer a marca porque vale a pena!

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Infelizmente o livro não tem como comprar impresso, mas se você gostou e quer conhecer mais e ver todas as estampas, você pode fazer o download no site do Prêmio (aqui). Ou mesmo dar uma passada na exposição que está no 4º piso do Shopping Barra. ;) Eu recomendo!

20
out

Diário de uma estudante de Moda – Parte 02

Ô gente! Eu estou até com vergonha de demorar tanto em voltar aqui para continuar o Diário. Não pretendo fazer um diário no sentido literal, do tipo contar tim tim por tim tim dos meus dias, mas selecionar alguns acontecimentos que valham a pena ser compartilhado. Mas já aconteceu tanta coisa de lá para cá que eu nem sei por onde começar. rs Vou tentar resumir, então!

Eu nunca fiz tanto trabalho na minha vida! É um atrás do outro, de todos os tipos: escritos, apenas apresentações, projetos, pesquisas.. a única coisa que ainda não fizemos foi roupa. Para você ver! Mas para um primeiro semestre acho natural ser assim, começar com a teoria e só depois de ter acervo cultural partir para por em prática.

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Foram semana super corridas e entre aulas e trabalhos teve um monte de coisa acontecendo na cidade. Começando com o Bahia Moda Design (que já contei aqui no blog como foi), em que várias colegas de turma e professores estiveram presentes, em especial para prestigiar as meninas da VillÔ Ateliê, ex alunas da casa que já estreiam com um desfile sucesso. Também tivemos uma palestre sen-sa-ci-o-nal com o querido Carlos Tufvesson! Já disse que amo ouvir profissionais de diversas áreas da moda, né? A gente sempre aprende muito e com ele foi incrível! Muito conhecimento e experiência para passar, além de ser extremamente simpático e acessível à todos!

Aí veio a leva louca de atividades. Foram 13 trabalhos em 11 semanas de aula, pense aí! Por isso tô louco e não conseguir me atualizar. Mas só faltam dois – até algum professor resolver anunciar outro novo! – e aí volto a postar o Diário mais certinho, ok?

09
out

Leituras da semana

Acho que a semana de todo mundo é meio agitada, cheia de compromissos e trabalhos. Além das minhas atividades da faculdade, também passo boa parte do meu tempo pesquisando imagens e pautas para criar material aqui para o Vitrine e para os clientes. Só que quase nunca tenho tempo para ler com calma tudo que encontro de interessantes internet afora, especialmente o textos mais compridos. Então, salvo tudo nos favoritos para aproveitar o domingão preguiça e por a leitura em dia.

Tenho meus sites e blog preferidos e muitas vezes encontro posts tão interessantes que fico com vontade de compartilhá-los com vocês. Já costumo fazer isso na nossa fan page (curte a gente no Face!) e agora acho que essa listinha de leituras legais pode render aqui no blog também! Sendo assim, todo final de semana vou indicar alguns posts que acho que tem tudo a ver com nosso tema e que pode trazer informação útil para gente! Vamos lá?

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1. O custo do preço justo – Small Fashion Diary

A Carol Burgo, além de postar looks cheios de estilo, também costuma trazer algumas discussões interessantes. Esse post é muito legal porque fala sobre toda essa polêmica do custo que é se fazer uma roupa diferenciada e com qualidade e que caro pode ser algo bem relativo.

2. Entendendo os rituais da moda – Sanduíche de Algodão

Outra blogueira que eu gosto de ler (isso mesmo, eu gosto de ler, não só de ver blogs) é a Helô Gomes. Gosto de gente que vai além do look e traz informações e discussões e ela sempre fez isso muito bom. Nesse post que indico ela fala sobre as quatro fases do ritual na hora de comprar/ter uma peça de moda. É bem interessante!

3. Tecidos: qualidade, durabilidade e conforto – Costanza Who?

Sou suspeita para falar do CW porque é um blog que adoro e já indiquei aqui para vocês. Amo o conteúdo de lá e esse post que indico é bem interessante para despertar nosso interesse em conhecer mais sobre tecidos. Conhecendo os tipos de tecidos a gente aprende a comprar melhor, sabe? Vale a leitura!

4. Investimento certo – custo x benefícios das roupas – Devaneios de uma Camaleoa

Já disse algumas vezes aqui no blog que eu não acredito em peça essencial no guarda roupa de toda mulher. Somos únicas, tenda cada uma seu estilo, sua rotina, suas necessidades. Sendo assim, não dá para o armário de todas nós sr igual. Cada uma sabe no que precisa investir, e se você não sabe, a Priscila Citera, do Vestindo Autoestima, fez uma ótima colaboração para o blog Devaneios de uma Camaleoa, explicando como fazer essa análise do custo benefício de acordo com sua rotina.

Então, quatro textinhos – 1 bem grande e outros 3 curtos – para gente se entreter e aprender mais nesse final de semana. Espero que gostem! ;)

05
out

Bahia Moda Design 2014

Apesar de estar apenas há sete anos acompanhando os acontecimentos de moda na minha cidade, já tive a oportunidade de assistir a muitos desfiles e eventos do setor por aqui. Por isso, posso dizer que o Bahia Moda Design 2014 foi o mais próximo que chegamos de ter uma semana de moda em Salvador. Digo isso porque não chegou a ser uma semana, mas apenas dois dias de evento. No entanto, a organização foi muito boa, o clima foi incrível, e a gente se sentiu participando do começo de algo, de um projeto que pode vir a crescer e se tornar realmente grande.

Graças ao meu trabalho com o blog, pude ouvir todas as palestras e ver todos os desfiles e quero dividir isso aqui com vocês. Eu acredito muito que a moda na Bahia pode muito mais e quando mais a gente incentiva, mais tende a crescer. Eventos e acontecimentos como esse animam indústria e profissionais, porque quando a gente prestigia e divulga, mais gente tem acesso aquele trabalho, as marcas se tornam mais conhecidas e mais interesse surge em torno do mercado de moda como um todo. Pois bem, vamos ao evento!

Negócios e palestras

Paralelo a palestras e  desfiles, acontecia acontecia o Salão de Negócios, onde 19 marcas baianas estavam expondo seu trabalho para compradores de todo o Brasil. Teve também o Body Scanner 3D, – que por conta da fila eu não consegui fazer – aparelho que mede o corpo da pessoa. O equipamento faz uma leitura que capta com precisão mais de 100 medidas detalhadas do corpo humano e você saía de lá com uma fichinha completa. Tudo isso para uma pesquisa que desenvolverá tabelas de medidas regionais, para ajudar  a indústria têxtil a desenvolver produtos que atendam as necessidades que cada canto do país. Já tá na hora de a gente ter numeração que caiba de verdade na gente!

No primeiro dia, a Clarissa Araújo do WGSN falou de tendências de consumo e a querida Phaedra Brasil entrevistou Alexandre Herchcovitch sobre a trajetória dele (ele já está tão de casa, vindo tanto à Salvador, que eu já decorei como escreve esse nome difícil! kkkk). No segundo dia ouvimos Guido Conrado do Senai-RJ falando sobre processo criativo, e por fim Mário Queiroz com uma palestra sobre moda, criação, inovação, etc.

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Foto: Divulgação/Diferente Imagens

Desfiles

A parte que todo mundo quer ver e saber como foi! Sete marcas cruzaram a passarela do BMD 2014 – que diga-se de passagem estava incrível, grande e com uma estrutura ótima! – para mostrar suas apostas para o verão 2015. No primeiro dia tivemos VillÔ Ateliê, Anaport e Elementais, com destaque para a primeira marca, que ganhou total meu coração como a melhor dos dois dias! Vou fazer um post só sobre esse desfile logo mais. No segundo dia, tivemos Yes Bahia, Carol Brasil, Mito e Mahalo.

A VillÔ, marca recém criada, das estilistas Emily Dias e Viviane Pinto, trouxe como inspiração, na figura de Maria Bonita, a mulher forte, cheia de personalidade, porém muito vaidosa e feminina. O trabalho tem como destaque o uso do crochê com peça feitas em um mix interessante com outros materiais como seda e couro. A Anaport, marca de beachwaer, apostou em biquinis e maiôs também com aplicações em handmade, mas nesse caso era renda. Muitos recortes, transparências e estampa abstrata completam a coleção denominada À Flor da Pele.  Fechando o primeiro dia, a Elementais também apostou no trabalho artesanal com rendas e crochês dentro da temática Acqua.

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Foto: Canal Prime

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Foto: Divulgação/Diferente Imagens

Eu já conhecia o trabalho da Carol Brasil e Mito, e os desfiles foram aquilo que eu esperava das marcas. A primeira inspirou-se nas cores e alegria de Frida Kahlo, com muitas cores, franjas e kimonos. A Mito, com sua cultura de música, cinema e artes, teve como tema É Tudo Arte e trouxe uma coleção com uma pegada mais urbana. A Yes Bahia convidou o estilista baiano Aládio Marques para desenhar a coleção denominada Sob o Sol, que busca inspiração na culto ao sol do Maias. E a surpresa da noite, pelo menos para mim foi mesmo a Mahalo. Por desconhecimento meu mesmo sobre a marca, esperava um desfile apenas masculino com camisetas e bermudas de surfistas, mas ele trouxeram um trabalho muito bonito com inspiração retrô e bonitas estampas.

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Foto: Matheus Thierry

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Foto: Divulgação/Diferente Imagens

Acho que o elemento que mais percebi nesses dois dias de desfile foram as peças e detalhes em handmade, valorizando o artesanato e a cultura, algo que ouvimos tanto Paulo Borges falar nesses últimos dois eventos em que esteve aqui. Villô, Elementais, Anaport apostaram em rendas e crochê, Carol Brasil nos bordados… Recortes, transparências e fluidez também foram bastante recorrentes. Tudo isso é bem a cara do verão e combina demais com o clima da nossa cidade. Aos poucos, acho que vamos conseguindo perceber a formação de um lifestyle baiano… será?

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