Estilo

Como combinar laranja.

Verão tá chegando aí e apesar de eu ser adepta do bom e velho p&b, sei que a maioria da mulherada – especialmente aqui em Salvador – curte uma cor forte. E o laranja tá aí, bombando nesta estação. O Flame (um tom de laranja avermalhado) está na listinha da Pantone de cores para o verão 2017. Então, vamos descobrir como combinar laranja de formas menos óbvias?

Nudes e terrosos

Esqueça o jeans, o branco e o preto (combinação Halloween essa última, hein..)! Se é pra combinar com tons neutros, vamos de nude ou tons terrosos: terracota e marrom, por exemplo. O efeito aqui é deixar a combinação monocromática, já que o marrom é uma variação do laranja e look monocromático alonga a silhueta e deixa tudo mais elegante. (link de dicas para alongar silhueta)

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Tons escuros e sóbrios

Para quem precisa ou gosta mesmo de usar tons escuros, deixa de lado o preto e vai de azul marinho, cinza e verde musgo. O laranja acende o look e deixa o visual mais alegre, com o ar menos sóbrio.

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Com outros coloridos

No círculo cromático, o laranja fica ali pertinho dos vermelhos e amarelos. São cores irmãs, que a gente chama de análogas. Não chega a ser um monocromático, mas por serem próximas e terem pigmentos em comum não tem muito contraste, o que deixa o look com uma elegância mais jovial. Já com roxo, rola um super contraste por que elas são oposta no círculo cromático. Esse tipo de look tem impacto e transmite ideia de ousadia e as cores quentes também são um pequeno toque de sensualidade.

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- Aqui tem post sobre os sete estilo universais: Estilos universais: com qual (quais) você se identifica?

Cores complementares

Assim como o roxo, o verde e o azul também e estão do lado oposto ao laranja no círculo, portanto são cores complementares. Essas combinações são ousadas e deixam o look informal mas muito criativo.

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Com tons pastel

Outra opção é ir na onda das cores do ano – azul serenity e rose quartz – e mesclar o vibrante do laranja com a calmaria dos tons pastel. Perfeito para alegrar e modernizar o visual mais romântico que essas cores clarinhas normalmente dão ao look.

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Como sempre digo, essas são apenas sugestões para te ajudar a sair do comum e explorar além do básico. Mas se você prefere e se sente mais segura combinando com preto ou branco ou jeans, tudo bem também. Se você quer inspiração para experimentar outras possibilidades, fica aí a nossa dica! Divirta-se!

Para ver mais combinações de cores:

Como combinar azul marinho
Como combinar vinho: a cor de 2015
O cinza moletom, como usar?
Como usar vermelho: combinações menos comuns
Como usar rosa sem parecer a Barbie
Como combinar: Azul Serenity

Moda, Notícias

Moda em Salvador – 18/11

E como a vida anda corrida e muita coisa acontecendo nessa cidade, não dá tempo de fazer um post específico para cada notícia. Então, que tal uma sessão reunindo várias novidades de moda na cidade? Vou tentar manter esse formato uma vez por semana, sempre na sexta. ;)

Domingo é dia de Afro Fashion Day

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Foto: Cella Figueiredo e Araponga 

Para celebrar o dia da Consciência Negra, 20/11, o jornal Correio* promove a segunda edição do Afro Fashion Day. Na verdade, durante todo esse mês de novembro já vem acontecendo diversas ações voltadas para essa celebração no espaço do evento no Shopping da Bahia – rolou bate papo do Coletivo Minissaia por lá ;) – e o grand finale fica por conta do desfile, às 18h na Praça da Cruz Caída. Ano passado eu não consegui prestigiar, mas esse ano estamos aí e de uma forma muito melhor: participando da produção! Então, aparecem por lá porque o desfile vai ser incrível! Casting lindíssimo, todo negro, looks super estilosos apenas com marcas baianas. Garanto que estamos deixando tudo muito lindo para vocês! Siga: @bazarcorreio

Novidades Miranda Estúdio

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Foto: Reprodução Instagram 

Depois do sucesso da coleção Tiébélé, parceria da Miranda com a The Finds e Soul Dila (que, inclusive, estará no desfile do Afro Fashion Day domingo), a marca vem cheia de novidades para 2017. Tem tshirt nova, chápeus de palha homenageando as praias da cidade e as lindas e super desejadas agendas, que esse ano tem capa bordada à mão! Tô aqui desejando loucamente essa azulzinha com a concha na capa! <3 À venda na The Finds e no instagram da marca. Siga: @mirandaestudio

Coleção White Party na The Finds

Falando em The Finds, a multimarcas lançou essa semana a coleção White Party, só com peças brancas, para não falta opção nesse réveillon! Mas corre porque as peças das meninas são sempre mega concorridas! À vendas nas duas lojas: Rio Vermelho e Villas do Atlântico. Os últimos dias estão tão movimentados por lá que semana passada também teve lançamento do LP Bahia Bass, parceria The Finds e dj Mauro Telefunksoul. Queria ter ido, mas a correria não me permitiu. Siga: @thefinds.

Made in Bahia 2017 em novo local

Depois de muitos anos participando do desfile dos fashionistas na Expo de Moda/Made in Bahia, esse ano eu vou tomar falta! :(  Estarei viajando bem no período do evento, mas vocês que estarão por aqui não podem perder essa edição! A feira se mudou para o Porto de Salvador, no Comércio e vai ter aquela vista linda da Baía de Todos os Santos. O tema deste ano é uma homenagem ao centenário do samba e contará com os traicionais de desfiles – o das bloggers é sempre no sábado, não esqueçam! – e 120 expositores. A 26ª edição da Made in Bahia acontece nos dias 24 à 29 de novembro,  dias úteis, das 13h às 21h, e no sábado e domingo, das 14h às 21h. Siga: @expo.made

Beleza

Karol Conká no Superbonita

A novidade essa semana foi a notícia de Ivete Sangalo está de saída do Super Bonita. No lugar dela entra Karol Conká. Sem você não sabe de quem se trata, sugiro um consulta ao Google porque você ainda vai ouvir falar muito dessa moça e você precisa conhecer logo.

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Foto: Reprodução

Ela não é o tipo de mulher que a gente está acostumada a ver no comando do programa. Desde 2005, quando surgiu, muitas atrizes e modelos passaram pelo Superbonita, como apresentadores fixas ou convidadas: começou com Daniela Escobar, depois Taís Araújo e ainda, Alice Braga, Luana Piovanni, Grazi Massafera e por último, Ivete Sangalo. Na temporada em que cada programa tinha uma apresentadora diferente, teve Fernanda Tavares, Christine FernandesMariana Ximenes, Marcelle Bittar, Carol Castro, Danielle Winits, Marjorie Estiano, Juliana Didone, Fernanda Paes Leme, Guilhermina Guinle, Priscila Fantin, Fernanda MachadoFernanda Souza e Vanessa Lóes.

Agora, Karol assume e muda todo o retrato que a gente vem vendo até então. Ela é apenas a segunda mulher negra a assumir o posto, antes dela, só Taís. Mais do que uma mulher negra, ela é rapper, ela é feminista e foge de todos os padrões estéticos que a mídia enaltece como belo.

Nascida em Curitiba, cidade onde negros definitivamente não são maioria, morou até os 24 em um dos apartamentos da Cohab no bairro do Alto do Boqueirão, onde conviveu com situações de violência, trauma, preconceito e inadequação. “Sempre estudei em colégio público. Na minha quebrada não tem muitos negros e os professores eram despreparados para lidar com isso.Só que nunca enxerguei assim e, quando fui falar isso para um professor, ele me tirou da sala”, conta. “Antes, para me sentir menos macaquinha, como escutei algumas vezes, alisava o cabelo”, revela em entrevista à Revista Helena.

Em 2013, lançou o álbum Batuk Freak, (que teve mais de 20 mil downloads em uma semana após ser disponibilizado na internet), depois de um tempo afastada da música, quando ficou grávida aos 19 anos.  O retorno trouxe também a notoriedade: foi a vencedora do Prêmio Multishow na categoria “Revelação”, superando nomes Anitta e Clarice Falcão, e no ano seguinte, foi a única fora do circuito Europa-EUA da lista dos “Novos artistas do mundo que merecem ouvidos” da revista americana Rolling Stone.

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Fotos: Reprodução

Não sei se essa escolha tem a ver apenas com o fato de ela estar “estourada” – e isso gerar audiência – ou se de fato a direção do programa e do canal enxergam o quanto essa fato é muito significativo, em tempos em que representatividade na moda é a pauta da hora.  Porque a figura de Karol à frente de um programa de beleza, chamado Superbonita, com uma audiência considerável, é marcante. Mas é preciso que o discurso do programa esteja bem alinhado com o discurso da própria Karol e é isso que eu espero desses novos episódios, de coração. Porque vai ser massa ver a beleza celebrada sem padrões para que mais mulheres se reconheçam em frente à tv.

Eventos, Moda

Minha primeira vez na SPFW

Há tempo que tento acompanhar as semana de moda mundo afora pela internet. É uma enxurrada de posts e fotos durante dias e a gente fica até perdida com tanta informação. Sempre gostei de ficar de olho no que as marcas e estilistas andam propondo, mas nunca tinha tido a oportunidade de ver de perto. Mas esse ano, aos 45 do segundo tempo, eu consegui dar um pulinho nesta edição da SPFW, graças a ajuda de um amigo (Fagner, eu te amo! kkkk) e aí acho que vale a pena dividir com vocês essa minha primeira vez no SPFW.

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Fotos: Agência Fotosite para FFW

Primeiro, eu achei que era mais difícil entrar no evento, mas quem tem amigo tem tudo nessa vida. Duas são as formas de adentrar o recinto: ou credenciado para trabalhar – jornalistas, maquiadores, modelos, equipe de produção – ou com convite para assistir o desfile.  A credencial necessariamente não te dá acesso à sala de desfile, apenas à área de convivência, backstage e sala de imprensa. Para assistir os desfiles é preciso ter o convite específico para cada um deles, que é distribuído pelas assessorias das marcas (para os jornalistas, clientes, celebridades, etc). Quando está chegando perto da hora do desfile, as assessorias distribuem o que eles chamam de convite standing, é um extra que fica lá no aguardo para o caso de ter espaço sobrando na sala. E foi assim que eu assisti o desfile do Vitorino Campos.

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Foto: Agência Fotosite para FFW

Mas antes de chegar no desfile, eu aproveitei para curtir o espaço. Passei pelos lounges dos patrocinadores, comi e bebi “de grátis“, encontrei um monte de amigo – vários baianos trabalhando por lá, mas não tirei foto com ninguém :( – e observei o movimento. Porque entre um desfile e outro, é massa acompanhar o que tá acontecendo do lado de fora da sala, onde as pessoas vida real circulam, os profissionais trabalham e muita coisa acontece. Essa edição foi incomum, um momento de transição – aquela história toda do see now buy now -, com uma estrutura menor, desfiles ocorrendo em outros espaços da cidade, mas com alguns acontecimentos muito emblemáticos (falo em breve sobre, em outro post).

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Foto: arquivo pessoal

Não pude conferir o backstage. Adoraria ver como acontece a mágica nos bastidores, mas fica para uma próxima oportunidade, espero. A sala de desfile não era enorme, aqui em Salvador já vi parecida, mas a estrutura de captação (vídeo e pit de fotógrafos eram bem melhor e maior).

O que eu achei? Eu amei! Talvez por ter sido a primeira vez, mas sei que tem gente que encara como algo comum. Para mim, foi um dia mega especial, de poder viver um pouco da moda em um ambiente mais pulsante que aqui na minha cidade. Acredito que uma edição nos padrões comuns, maior, acontecendo no prédio da bienal, com todos os lounges e eventos paralelos, seja mais bacana ainda. Fico na expectativa de no próximo poder ir novamente, dessa vez mais a trabalho que a passeio. Para quem gosta de moda (no sentido de trabalhar na área, não de apenas de saber o que está na moda para comprar roupa), uma semana de moda é sempre um lugar legal para estar e aprender. 

Filmes, Moda

Cine Vitrine: The Director

O fim de semana é a ocasião perfeita para curtir um filminho. E se você gosta de moda e quer aprender um pouco mais, a minha sugestão é de vez em quando trocar o romance/ação/suspense por um documentário sobre o assunto. A ideia da coluna Cine Vitrine é compartilhar com vocês sugestões de filmes sobre moda, que de alguma maneira acrescenta algum conhecimento, além de entreter. Para começar, vamos de The Director, documentário sobre a antiga diretora criativa da Gucci, Frida Gianinni.

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Para contextualizar, é importante falar um pouco da Gucci. Você provavelmente conhece ou ao menos já ouviu falar da marca. Italiana, criada em 1921, por Guccio Gucci em Florença, originalmente vendia apenas malas e acessórios de viagem em couro, fabricados artesanalmente pela família. Hoje, a marca conta com um portfólio de produtos muito maior e com alguns ícones como o mocassim, a bolsa de couro com alça de bambum e seus lenços de estampa floral. Antes de Frida assumir a marca, a criação já esteve nas mãos do também famoso Tom Ford.

Frida Gianinni, é italiana e começou a sua carreira como estilista na Fendi, sendo responsável pela linha ready-to-wear. Em 2002, ela entrou na Gucci como diretora da divisão de bolsas e com a saída de Ford em 2004, foi promovida a Diretora Criativa, cargo máximo de comando dentro na empresa. O diretor criativo é quem direciona toda a concepção e desenvolvimento das coleções, desde o comecinho, nas escolhas dos temas, passando por todo o processo de criação das peças, até o final, com a apresentação do produto em campanhas e desfiles.

E é justamente aí que está a graça do documentário! Durante 18 meses a equipe acompanhou Gianini e pôde registrar todo o processo criativo e bastidores dos desfiles masculino e feminino de verão 2012 da marca. Mostra entrevistas, reuniões com a equipe de criação, momentos do styling dos looks para os desfiles, os casting com modelos, até a entrada dos looks na passarela. Um mini reality show para quem tem a curiosidade de ver como funciona uma grande marca de luxo por trás das cortinas. Inclusive, no filme tem algumas passagens com o Alessandro Michelle, atual Diretor Criativo da marca, que assumiu o posto quando a Frida saiu em 2015. Na época, ele era o diretor de acessórios.

Christina Voros, diretora do filme, diz ter sentindo uma grande responsabilidade em gravar com Frida: ‘É sempre um pouco assustador, ainda mais quando a perfeição é o seu negócio. No entanto, uma vez que a confiança foi construída, fomos autorizados a observar e capturar momentos e lugares onde uma câmara nunca havia estado antes’.  O documentário tem produção de James Franco, na época, estrela da campanha masculina da marca, e estreou  no Tribeca Film Festival em 2013. Assisti pelo Netflix, com legendas em português.

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No começo eu achei o filme um pouquinho arrastado, mas depois ele desenvolve bem. E considerando que eu amo ver os bastidores da criação e de desfiles, para mim é 5 estrelinhas! ;)

Estilo

Como disfarçar o bumbum avantajado

No geral, quem “sofre” do mal do quadril largo, é detentora de um bumbum também avantajado. Essa é uma combinação bem comum no corpo das brasileira e eu entro nesse time aí. Mas é óbvio que pode ter gente que tem um, mas não tem o outro. Então, os truques para quem quer disfarçar esses detalhes – mas tem gente que nem quer, viu? E isso não tem problema nenhum. Alô Kardashians! – podem ser usados separadamente ou em conjunto. A gente já tem um post muito legal com dicas para disfarçar quadril largo, e aí que agora é hora de dar a dica para quem quer disfarçar o bumbum avantajado.

A equação é até bem fácil, viu? Quando mais justo, mais você revela o real tamanho. Portanto, para dar uma redução no volume, visualmente falando, use peças mais soltas, com corte mais reto. Tipo, a saia lápis toda coladinha não é tão legal quanto uma saia lápis de alfaiataria, bem retinha. O mesmo fale para calças, que disfarçam mais esse bumbum todo quando tem uma sobrinha mínima de tecido na região (mas é só um pouquinho, tá gente? Para não parecer que você comprou calça de um número maior que o seu).

Como disfarçar o bumbum avantajado

Outra coisa: tudo que chama atenção para essa região que você quer disfarçar, deve ser evitado, do tipo: estampas grandes, listras horizontais, bolsas grandes, detalhes coloridos ou brilhante, texturas... Por último, também evitar acinturar demais o look, porque isso afina a cintura e ressalta o volume do que vem logo abaixo: quadril e bumbum. ;)

É simples, né? Mas a vezes a gente não se dá conta desses detalhes e acaba escolhendo algum item que em vez de ajudar, atrapalha. Já que não tem tanto bumbum é quer dar um up da região, é só fazer ao contrário do que a gente conversou neste parágrafo de cima. Lembrando sempre que ninguém é obrigado a disfarçar nada! Se você gosta do seu quadril e do seu bumbum bem acentuado, maravilha! Use o que te faz feliz e te faz sentir bonita.

 

Para mais dicas de styling:

Quadril largo: como disfarçar

Qual o meu tipo de corpo?

Cinco dicas para alongar a silhueta

Compras, Moda

06 marcas de sapatos artesanais

O grande barato da internet é a possibilidade de descobrir coisas, pessoas e marcas, que você nem imagina que existia! Nessa giro diário pelos perfis do Instagram, descobri marcas e ideias muito legais, e assim surgiu o post Seis Marcas Brasileiras de Bolsas Artesanais . Hoje a lista é com marcas que produzem outra paixão feminina: sapatos. A lista conta com seis nomes, todas trabalhando com sapatos artesanais.

  1. Lane Marinho 

Essa namoro é antigo, porque sigo Lane há tempos e fico namorando os sandálias – flats e de salto – incríveis que ela faz. Inclusive, aqui no blog tem um post todinho só para falar da marca.  Vai lá ler que você vai entender melhor desse trabalho incrível e tão lindo que ela faz!  | Siga: @lanemarinho 

seis_marcas_sapatos_artesanais_1-1 Foto: lanemarinho.com

  1. Tutu Ateliê de Sapatilhas 

O nome já diz qual a especialidade da casa, né? Artesanalidade somado a graça da bailarina são as inspirações dessa marca paranaense criada por uma artista plástica e um figurinista. O ateliê fica em Curitiba e tem um clima todo lúdico, que reforça a essência da marca que preza pelo conforto, sem perder o toque romântico, porém contemporâneo. Ah! Apesar da sapatilha ser o carro chefe, eles também tem botinha e oxford. | Siga: @tutusapatilhas

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Foto: tutusapatilhas.com.br

  1. Insecta Shoes 

Taí outra marca que já apareceu aqui no Vitrine, no post, o Moda Sustentável – 10 ideias empreendedoras. Eles utilizam roupas usadas como matéria prima para fazer o cabedal dos sapatos. Aquela camisa velha que ninguém mais quer, eles transformam em um sapato único e exclusivo. A sola é de borracha reciclada e a palmilha é de material sintético, o que significa que eles não usam nenhum material de origem animal. A marca tem como valores o feito à mão,  o comércio justo, a reutilização de materiais, respeito a natureza e principalmente a escolha de um oferecer um produto vegano e livre de crueldade com os animais. | Siga: @insectashoes

seis_marcas_sapatos_artesanais_3Foto: @insectashoes

  1. Fridissíma 

Adoro quando tem marca nordestina e a Fridíssima é cearense! São sandálias cheias de detalhes, texturas e cores, com uma cara bem praiana. A Lígia, dona da marca é designer de moda, mas nunca teve qualquer formação específica para fazer calçados, mas correu atrás de aprender. Fez a primeira sandália, depois mais outros e postou no Instagram. Assim surgiu a marca que hoje já faz o maior sucesso com milhares de seguidores. | Siga: @fridissima 

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Foto: @fridissima

  1. Manolita 

Especializada em flats – sandálias, oxfords, tênis, alpargatas – e alguns saltos, a marca conta com muito modelos diferentes, cheios de estampas, cores e uma pegada super moderna. Eu ainda não conhecia, mas uma amiga indicou e fui conferir o Instagram e achei o máximo. Sabe aquele sapato que pode ser o protagonista de uma look super criativo? Lá você encontra. | Siga: @mundomanolita

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Foto: @mundomanolita

  1. Cabana Crafts 

Essa marca poderia também estar na lista das bolsas, se eu tivesse a conhecido naquela época. Mas conheci agora e já amei! Ela foi criada em 2014, pela Manuela Rodrigues, que após passar por grandes marcas no Brasil e na França, decidiu criar a sua própria marca, onde pudesse criar produtos originais, com o devido tempo e cuidado que o processo criativo demanda. A proposta é resgatar a essência no fazer descomplicado e na elegância dos produtos naturais. Os sapatos são feitos em couro natural, a mão e em pequenas séries, e tem modelos de salto e também sem salto.  |Siga: @cabana_crafts

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Foto: cabanacrafts.com

Se a gente parar para pensar, vai perceber que a  moda segue para uma caminho muito bem vindo: o dos produtos feitos de forma artesanal, em pequena escala, pensado para atender um público exigente e preocupado com a sustentabilidade. É claro que as grandes marcas, fabricando sua enxurrada de produtos a cada estação ainda vai existir, afinal o mercado de moda é muito grande e sim, tem público para tudo. Mas cada dia cresce mais o número de pessoas que prefere investir em peças que sejam exclusivas, feitas de forma mais cuidadosa, com uma cadeia produtiva mas justa, em diversos sentidos. Pode até custar um pouco mais caro, mas tem um frase que vi outro dia no instragam de alguma marca que era mais ou menos assim: comprar de produtor local é apoiar o sonho de alguém. ;)

Para saber mais sobre slow fashion, comércio justo e cadeia produtiva saudável:

Slow Fashion: desacelerando a moda

Seis marcas brasileiras de bolsas artesanais

Mercado, Moda

Mia, marca baiana especializada em camisas femininas.

Um das coisas mais comuns no meio da moda, é gente que veio de outras formações profissionais porque, apaixonado por moda,  resolveu investir e empreender na área. É o caso das sócias da Mia, marca baiana especializada em camisas femininas. Paula é relações públicas, Ciça é administradora e Kika é publicitária, mas antes de tudo, são amigas de infância que realizaram o sonho de criar algo juntos. “Passamos de consumidoras a produtoras e é completamente diferente. Lidamos agora com o lado business da moda, mas que com certeza o fato de sermos consumidoras nos dá um know-how muito bom”, conta Paula.

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Em Salvador, fazer moda não é fácil, e as meninas participam de todo o processo: “Colocamos a mão na massa – pesquisamos modelos, compramos tecidos e levamos tudo para um atelier que faz a pilotagem e os modelos começam a ganhar vida. É um prazer imenso participar de todas as etapas do processo. Lembrando que tudo é feito aqui em Salvador“. O projeto começou em março do ano passado e já está no quarto lote de produtos. Isso porque as camisas tem quantidade limitada, ou seja, não tem muita chance de você se esbarrar com alguém com a roupa igual a sua por aí. Além de ter um produto que é feito e pensado individualmente, com carinho e voltado para as necessidades da cliente da marca, material e mão de obra local são valorizados e fomentados, o que é maravilhoso para o mercado de moda na cidade! <3

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A proposta é oferecer uma moda acessível, com preço justo e modelos que possam ser usados nas mais diversas ocasiões – da reunião ao happy hour. Segundo as sócias, “não dá mais para ter aquela roupa que seja só de trabalho e outra só de passeio. Tudo que fazemos é pensando nessa flexibilidade dos momentos diferentes do dia e da vida, né?“.

A receptividade foi tão boa que além de encontrar a Mia em eventos de moda na cidade, como o Pop Up Shop, você pode comprar online, através do e-commerce da marca, que cresce cada dia mais. “Estamos muito felizes. Fazemos o que amamos e até mesmo os problemas que enfrentamos são resolvidos com uma energia diferente, sabe? O feedback das pessoas só mostra o quanto estamos no caminho certo. Acredito que a nossa satisfação pessoal faz com que nosso empenho e dedicação seja cada vez maior. “

Valorização da mão de obra local + comércio justo + slow fashion. Olha quanta coisa bonita que em uma mesma marca! Vale a pena conhecer! <3

Siga:  vistamia.com.br | @vista.mia 

Para conhecer outras marcas baianas:

Algaszarra, a marca de bijuterias essencialmente baiana.

Las Conchitas, acessórios de cabeça.

Mercado, Moda

Slow Fashion: desacelerando a moda

Talvez você não tenha ideia, mas uma das maiores cadeias de produção têxtil do mundo, a Zara, pode levar apenas duas semana para criar um coleção inteira e distribuí-la em suas lojas mundo afora. Uma marca de luxo como a Chanel, por exemplo, desenvolve até sete coleções no período de um ano. Recentemente, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, deixou o seu posto alegando que precisava de mais tempo criar. Esses são apenas alguns fatos que demonstram que não importa se a roupa custa 50 ou 50 mil reais, o ritmo está frenético em toda a indústria da moda. E isso não é saudável, nem para quem faz, nem para quem consome.

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Essa enxurrada de novas tendências e novos produtos a cada temporada – e elas são muitas agora: verão, alto verão, cruise, resort, pre-fall, inverno, etc – se sustenta de uma cadeia produtiva cruel. Cruel com a natureza, com o mercado, com a mão de obra. A gente sabe que para que blusinha que compramos na loja de departamento custe R$29,90, ela foi feita com uma material sintético – que nada contribui para o meio ambiente -, em um sistema de industrial de produção em massa – que não favorece a qualidade do produto – e por uma mão de obra maltratada, sem direitos trabalhistas, ganhando uma miséria em algum país asiático. E o fato é que a gente compra sem parar para pensar nisso, porque não temos o hábito de ser consciente do que estamos consumindo.

Sempre que um movimento, neste caso o fast fashion, surgido na década de 90, chega ao seu auge, a própria sociedade começa uma reação natural a essa saturação. Assim o slow fashion nasce como uma contra cultura ao consumo desenfreado e inconsciente de produtos de moda. O termo, criado pela consultora e professora de design sustentável do Centre for Sustainable Fashion de Londres, Kate Fletcher, foi inspirado no movimento do slow food, que busca o prazer de apreciar sem pressa a comida típica de cada local, feita com ingredientes regionais.

Na moda, o movimento slow vai além de desacelerar a produção. Para quem faz, tem a ver com respeitar o tempo do processo criativo para criar produtos atemporais, feitos com qualidade, para permanecer por muito tempo no armário de quem compra. É também aproveitar recursos e mão de obra local, fomentando o mercado da região e respeitando as leis trabalhistas. É buscar matéria prima durável, minimizando ao máximo os impactos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. Para o consumidor, é escolher com consciência o que vai adquirir e se precisa mesmo adquirir, é conectar-se com a cadeia produtiva para saber de onde vem o produto, como e com o que ele feito.

O movimento resgata o fazer manualmente, onde o produtor tem total domínio do processo de criação e execução do produto e essa informação faz toda a diferença para o consumidor. É um lifestyle, onde as pessoas optem pela qualidade em detrimento da quantidade, as roupas duram muito mais e isso faz com que ao comprar a gente acabe buscando por itens que realmente tem a ver como nosso estilo de vestir e não por tendências passageiras. Por consequência, a gente acaba aproveitando melhor cada compra, utilizando o produto bastante o produto até o final do seu tempo de vida útil e gerando menos resíduos na natureza.

E aí você se dá conta que tem tudo a ver que estejamos buscando um consciência de menos consumo justamente quando o mundo está em crise econômica! Coincidência, né? Não! O que gente veste é reflexo do movimentos sociais e acontecimentos da nossa época. Faz todo sentido!

Texto postado originalmente no site Dois Terços em Fevereiro de 2016.

 

Estudos, Moda

Onde estudar moda na internet

No ano passado, fiz um post sobre onde estudar moda em Salvador e prometi que faria uma lista de opções de cursos de moda na internet, para ajudar aqueles que moram em cidades onde não há faculdade de moda ou não pode ir à São Paulo para pequenos cursos. Já tive a oportunidade de fazer um curso online e tenho uma lista de outros que desejo fazer mais para frente. Então, o hoje o post é para quem quer estudar moda na internet. Prepara e anota aí os endereços!

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Foto: Reprodução

Para ir ao site de cada uma das escolas, é só clicar nos links em azul. ;)

1. EnModa –  Escola de Negócios da Moda

Começo logo com a EnModa porque foi onde fiz meu curso de Consultoria de Imagem. A escola oferece cursos de formação, de curta duração e também workshops, tudo online. Na época em que fiz, as aulas eram quase todas em slides ou textos. Hoje, acredito que tenha vídeo aulas também. Os preços variam a depender do tipo de curso, começando em R$450 em média, para os de menor duração.

2. Saibalá 

O site oferece cursos em diversas áreas criativas, com vídeo aulas.  Para moda, as opções são Coleção de Moda, com Ronaldo Fraga como professor (!!!), Branding na moda, Visual Mershandising, Marketing de Moda – com André Carvalhal, ex diretor de marketing da Farm – , entre outros.  Além das aulas,  você pode interagir com a comunidade alunos online para trocar ideias e dúvidas e ainda tem a parte de projetos, onde você desenvolve trabalhos após a conclusão dos cursos. E os preços são muito em conta! A partir de R$69!

3. Descola

Esse site não é focado em Moda, na verdade. Ele tem cursos nas áreas de criação em geral, mas por vezes eles lançam algo específico. Atualmente, o curso de moda é Moda e seu Panorama Social, com Jussara Romão, super jornalista de Moda que já passou pela editora Abril. Mas os outros cursos apesar de não focarem em moda, tem muita coisa legal relacionada, porque Marketing, Mídias Sociais, Sustentabilidade também pode ser aplicada na Moda. Os preços começam em R$30,90.

4. Eduk

Esse é um site já bem conhecido, que oferece uma infinidade de cursos em diversas áreas. Para moda, o foco é muito na costura e modelagem, com muitas opções de aulas em segmentos como moda praia, noivas, lingerie, acabamento, ajustes, crochê.. Enfim, é muita coisa! O site funciona assim: eles tem uma programação de cursos que você pode assistir gratuitamente, ao vivo. Para ver a reprise, ou assistir cursos antigos, você assina um plano mensal.

5. Oficina de Estilo

Eu amo o conteúdo produzido pelas meninas do Oficina de Estilo. A Fê e a Cris trabalham como personal stylist de gente da vida real e no site elas dividem com a gente muita informação boa que adquiriram nestes anos de prática. Elas tem o curso presencial de formação em consultoria de imagem, mas oferecem um workshop pra quem tem vontade de trabalhar com consultoria de estilo e não quer arriscar um curso de formação sem antes ter uma geral da rotina, dos custos, perrengues e alegrias de quem trabalha nesse mercado. E é baratinho: R$39,90.

6. Senac

O Senac é uma escola maravilhosa para quem quer estudar moda, especialmente em São Paulo. Mas como nem todo mundo pode ter uma temporada paulista de estudos, eles oferecem algumas opções de EAD (ensino à distância). Na área de moda, eles tem um curso livre de Marketing de Moda, com um preço acessível: R$75,00.

Essa lista pode ser totalmente colaborativa, então se você souber de outros sites bacanas, conta para a gente nos comentários! Ela pode ser atualizada em breve! ;)

Para saber mais sobre estudos de moda:

Onde estudar Moda em Salvador

Ebam: uma nova escola de moda em Salvador

Curso de Costura em Salvador – Ateliê Lull

Curso de Desenho de Moda no Senac BA

Diário de uma estudante de Moda